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TCDF fortalece o diálogo entre controle externo e gestão pública cultural do DF

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Incentivar, apoiar, fomentar e difundir a cultura, em todas as suas formas, constituem a missão principal da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF). Com o propósito de orientar os servidores da Pasta para uma atuação mais eficiente, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) realizou, nesta segunda-feira, 1º de março, uma visita técnica à Secretaria.

A iniciativa faz parte do projeto “Visita aos Gestores”, iniciado em 2025, que aproxima o TCDF aos órgãos do Governo do DF e orienta os servidores do órgão às ações voltadas à população. O presidente do TCDF, conselheiro Manoel de Andrade, ressaltou como é importante manter a Corte de Contas próxima dos gestores públicos. “A proposta é fortalecer um Estado consciente do dever de servir à sociedade e de devolver bons resultados do uso dos recursos públicos. A meta é afastar a imagem de um Tribunal intimidador e reforçar uma atuação baseada em processos e parceria”, defendeu.

No encontro, o Tribunal esclareceu como é feita a fiscalização de projetos financiados pelo Fundo de Apoio a Cultura (FAC), das parcerias entre o poder público e Organizações da Sociedade Civil (OSC), da aplicação do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) e apresentou soluções inovadoras em tecnologia que facilitarão o trabalho do gestor público.

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O secretário de Cultura e Economia Criativa Cláudio Abrantes afirmou que a presença do TCDF no órgão representa um grande apoio na gestão processual e um avanço estratégico na relação entre as instituições. “Sempre ressalto a dedicação e a competência dos nossos servidores. Apesar da dificuldade com o número reduzido de profissionais, o diálogo com o Tribunal de Contas tem sido essencial para orientar e aprimorar nossos processos, garantindo o bom uso dos recursos públicos em uma área sensível, que historicamente está na vanguarda e aberta à inovação”, destacou Abrantes.

Durante a visita à Secec, o secretário-geral de Controle Externo do TCDF, Antonio Alexandre, explicou o objetivo da “Visita aos Gestores” e a forma de atuação do Tribunal como órgão que orienta, aconselha e contribui para a melhoria da gestão pública. Os secretários da área técnica da Corte apresentaram o trabalho de suas unidades e detalharam os processos em acompanhamento junto à Pasta.

Entre os temas discutidos durante a visita, teve destaque o processo que monitora projetos financiados pelo FAC (280/2024-63), que analisa a prestação de contas feita pela Secretaria de Cultura. Outro processo apresentado foi o 3889/2025-75, que, por meio da Decisão nº 2489/2025, autorizou estudos especiais sobre a viabilidade de parcerias entre o poder público e as OSCs para realizar grandes eventos artísticos com venda de ingressos.

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Também foram apresentados os processos que discutem a aplicação do Marco Regulatório (MROSC) que estabelece critérios para dar mais transparência às parcerias entre o poder público e entidades sem fins lucrativos, tais como associações, fundações e institutos.

Para finalizar a visita, o secretário de Tecnologia da Informação (STI), Ednaldo Ramos, apresentou tecnologias que facilitarão o trabalho dos servidores da Pasta. “Na Secec, os servidores que acessam os sistemas internos do TCDF precisavam cumprir seis etapas de cadastro. A partir do fim deste mês, o novo portal de serviços simplificará esse processo”, explicou.

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Valores pagos a mais, falhas no controle de qualidade e atrasos: auditoria do TCDF aponta irregularidades em obra no Noroeste

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O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) realizou auditoria na obra do viaduto localizado no acesso ao Setor Noroeste pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), na região da Asa Norte. A fiscalização apontou irregularidades na execução contratual, como pagamentos realizados com quantitativos acima dos previstos em projeto, falhas no controle tecnológico da pavimentação, irregularidades nos reajustes contratuais e atrasos no cronograma da obra. O contrato, firmado entre o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF) e o Consórcio Belavia-Secol, teve valor inicial de cerca de R$ 29,6 milhões.

Segundo o relatório final da auditoria, embora parte das inconsistências inicialmente identificadas tenha sido corrigidas, permaneceram irregularidades relevantes. A equipe técnica concluiu que houve medições de serviços em quantidades superiores às previstas em projeto, especialmente em relação às larguras executadas em determinados trechos da pavimentação, além de pagamentos realizados acima dos quantitativos contratados sem cobertura contratual adequada.

Também foram constatadas falhas no controle de qualidade do asfalto. A fiscalização do TCDF apontou ausência ou baixa frequência de ensaios essenciais, deficiência na rastreabilidade dos testes executados e falta de análise técnica formal dos relatórios de controle tecnológico apresentados pela empresa executora. Segundo a auditoria, as medições vinham sendo processadas mesmo sem a adequada verificação da qualidade dos serviços executados.

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Outro achado foi o desequilíbrio na remuneração dos serviços de pavimentação asfáltica. A auditoria identificou que os insumos efetivamente utilizados pelo consórcio executor apresentavam custo inferior ao previsto no orçamento de referência adotado pela Administração. Conforme estimativa da equipe técnica, o impacto potencial das diferenças identificadas pode ultrapassar R$ 600 mil ao longo do contrato.

A auditoria também apontou atrasos na execução da obra. O prazo inicial era de dez meses consecutivos, contados a partir de outubro de 2022. De acordo com a análise do TCDF, considerando o ritmo de execução observado no período auditado, a conclusão da obra poderia ocorrer apenas em 2027. Entre as causas apontadas estão falhas no planejamento, ausência de solução eficaz para interferências com a rede elétrica, demora na remoção de redes aéreas e ritmo de execução abaixo do previsto no cronograma vigente.

Processo: 00600-00002932/2024-02-e

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