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Crítica | “Michael” emociona ao revisitar a trajetória do Rei do Pop em cinebiografia divertida e nostálgica

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Em pré-estreia promovida pela Universal Pictures Brasil e Iguatemi Brasília, tivemos a oportunidade de conferir antecipadamente a Michael, aguardada cinebiografia do eterno Rei do Pop

Em uma pré-estreia exclusiva organizada pela Universal Pictures Brasil em parceria com o Iguatemi Brasília, tivemos a oportunidade de assistir a “Michael”, aguardada cinebiografia de Michael Jackson, um dos artistas mais influentes da história da música.

Dirigido por Antoine Fuqua e produzido por Graham King, esse responsável pelo premiado Bohemian Rhapsody, o longa chega aos cinemas brasileiros no dia 23 de abril com a ambiciosa missão de retratar a vida e a carreira do eterno Rei do Pop. E, em grande parte, cumpre esse objetivo com emoção, espetáculo e respeito ao legado de um artista irrepetível.


A mesma fórmula de Bohemian Rhapsody…

Desde os primeiros minutos, fica evidente a influência criativa de Bohemian Rhapsody na construção de Michael. Ainda mais pelo envolvimento de Graham King. Dessa forma, você pode esperar por uma estrutura narrativa bem semelhante da cinebiografia de Freddie Mercury. A forma que a história é contada, a forma que a narrativa progride, os conflitos emocionais, as cenas de bastidores, recriações da vida do artista, algumas mudanças a favor de um roteiro mais emotivo… Tudo isso também está presente em Michael.

A fotografia vibrante e até mesmo os planos que vimos em Bohemian Rhapsody também estão inclusos neste filme de Michael Jackson. Apesar da preferência aqui por planos inteiros, onde vemos o nosso protagonista frequentemente da cabeça aos pés, uma forma de mostrar o trabalho excelente de fisicalidade construído por Jaafar Jackson e os movimentos de dança icônicos do Rei do Pop. Sem falar que o próprio filme decide fazer uma brincadeira sobre pegar Michael Jackson na câmera da cabeça aos pés, como forma de aproveitar ao máximo os passos que marcaram história na indústria musical.

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Assim como aconteceu com Queen nos cinemas, Michael busca transformar a experiência em algo emocionalmente coletivo: um convite para reviver músicas, momentos e memórias que marcaram gerações.


Os traumas por trás do ícone

Se o palco mostrava brilho absoluto, os bastidores revelam dor. O longa decide fazer pequenas mudanças ou dramatizar ainda mais certos aspectos da vida do artista para que a trajetória de Michael Jackson fosse construída narrativamente também em meio a cobranças severas, pressões psicológicas e conflitos familiares, refletindo em um roteiro que prende o espectador do começo ao fim.

Interpretado com intensidade por Colman Domingo, Joseph Jackson surge como uma figura rígida e opressora, representando um dos principais obstáculos emocionais da vida do artista. O roteiro opta por uma abordagem dramatizada, transformando essa relação em um eixo central da jornada do protagonista. E da mesma forma que Bohemian Rhapsody decide colocar o ex-namorado de Freddie Mercury, Paul, como vilão/antagonista, Michael coloca de forma escancarada Joseph como o vilão.

E, dentro da proposta do filme, funciona ao criar empatia imediata com Michael e reforçar o peso que o pai teve sobre parte de sua vida pessoal.


Visualmente grandioso e nostálgico

Tecnicamente, Michael impressiona. O longa entende que falar de Michael Jackson exige movimento, impacto visual e presença cênica.

Os cenários recriados, figurinos, iluminação e direção de arte ajudam a transportar o público para diferentes eras da carreira do cantor, reforçando a sensação de espetáculo permanente. Algumas cenas decidem recriar fielmente momentos icônicos (ou traumáticos) da vida do artista.

Sem entregar surpresas, basta dizer que há cenas capazes de arrancar aplausos espontâneos de fãs mais apaixonados. A atenção aos detalhes e o carinho com que essas passagens foram reconstruídas tornam a experiência ainda mais especial.

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Mais do que recontar fatos, Michael busca reacender memórias afetivas.


Jaafar Jackson é o coração do filme

Grande destaque da produção, Jaafar Jackson, sobrinho de Michael, entrega uma performance impressionante no papel principal.

E não se trata apenas da semelhança física. Jaafar demonstra domínio corporal admirável, reproduzindo trejeitos, postura, deslocamento e movimentos clássicos do tio com precisão rara. Na maioria dos momentos, a sensação é de assistir ao próprio Michael em cena, algo extremamente desafiador, diga-se de passagem.

Seu trabalho vocal também merece elogios. O ator incorpora o tom suave, os agudos característicos e a delicadeza na fala que marcaram a personalidade pública do cantor. Chega a ser surpreendente a primeira cena que ouvimos a voz de Jaafar como Michael. É uma atuação exigente, detalhada e comprometida, sem dúvida o destaque do longa.


Vale a pena assistir?

Mesmo sem atingir o mesmo impacto emocional de Bohemian Rhapsody (e há uma boa razão para isso no final), Michael é uma cinebiografia competente, envolvente e visualmente poderosa.

O filme talvez pudesse investir ainda mais em números musicais completos e grandes performances de palco, algo que naturalmente o público espera quando se fala de Michael Jackson. Ainda assim, entrega uma homenagem respeitosa e emocionante a um artista que redefiniu a cultura pop mundial.

Para fãs, é praticamente obrigatório. Para o público geral, é a chance de revisitar a trajetória de um talento singular que jamais será replicado.

“Michael” celebra o homem por trás do mito e lembra por que Michael Jackson continua sendo, décadas depois, uma referência absoluta de talento, inovação e impacto cultural.

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Super Mario Galaxy: assim como seu antecessor, filme é uma verdadeira carta de amor para os fãs

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Sequência expande o universo da franquia com emoção, humor e referências que atravessam gerações

Nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, Super Mario Galaxy estreia em todos os cinemas do Brasil. Na noite anterior (31), o Radar Digital Brasília participou de uma pré-estreia exclusiva promovida pelo Iguatemi Brasília em parceria com a Universal Pictures Brasil. A seguir, você confere a crítica completa da nova adaptação inspirada no universo da Nintendo.


Uma aventura galáctica ainda maior

Sequência direta de Super Mario Bros. O Filme (2023), Super Mario Galaxy retoma a história após a derrota de Bowser, agora reduzido e aparentemente inofensivo. No entanto, a paz dura pouco para Mario, Luigi, Peach e Toad. Desta vez, a ameaça vem de Bowser Jr., que sequestra a misteriosa Rosalina com o objetivo de usar seus poderes para destruir o universo.

Cabe a Mario, Luigi, Princesa Peach, Toad e, agora um novo integrante, o adorável Yoshi, embarcar em uma jornada entre galáxias, mundos e estrelas para impedir a catástrofe.


Uma carta de amor ainda mais ambiciosa

Assim como o primeiro filme, Super Mario Galaxy funciona como uma verdadeira carta de amor aos fãs. No entanto, aqui a ambição é ainda maior. Se o longa de 2023 apostava na nostalgia, a sequência amplia esse sentimento ao reunir referências de diferentes fases da franquia. O resultado é uma experiência que conversa tanto com quem cresceu jogando nos consoles clássicos da Nintendo quanto com novas gerações que pegaram a era do Wii até o Nintendo Switch.

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Os easter eggs estão por toda parte, seja eles visuais, sonoros e narrativos, criando uma conexão constante com os jogos. Independentemente da idade, é difícil não reconhecer momentos icônicos espalhados ao longo da jornada. E vai por mim, quando os identificar, o coração bate forte… (muito forte!).


Animação de alto nível e fidelidade ao espírito dos jogos

Visualmente, o filme impressiona mais uma vez. A Illumination atinge aqui um dos pontos mais altos de sua produção, com uma animação rica em detalhes, cores vibrantes e expressividade, algo já visto em Super Mario Bros. 2023 e nos filmes da franquia Meu Malvado Favorito.

A ambientação espacial permite sequências criativas e dinâmicas, que traduzem com precisão o sentimento dos jogos mais recentes da franquia para o cinema. Cada “fase” é construída com cuidado, quase como níveis jogáveis adaptados para a linguagem cinematográfica.


Um roteiro simples, a melhor parte

O roteiro segue uma estrutura simples, o que pode dividir opiniões entre os mais críticos. Enquanto parte da crítica aponta a falta de complexidade como um ponto negativo, aqui essa escolha funciona a favor da proposta.

A franquia Mario nunca foi conhecida por narrativas profundas e bem estabelecidas, e o filme entende isso completamente, assim como o primeiro. Em vez de complicar, a animação aposta em uma condução leve, focada na aventura, no carisma dos personagens e na progressão quase “gamificada” da história.

O espectador não precisa decifrar grandes conflitos, basta apertar “Start” e embarcar na jornada cheia de homenagens para a franquia e o universo da Nintendo em geral.

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Mais do que ação e comédia, o filme acerta ao explorar a emoção através da memória afetiva. Foi difícil conter a emoção e as lágrimas com cenas que homenageavam aquele sentimento único de jogar os games de Mario na infância.

A trilha sonora reforça esse aspecto. Com arranjos que remetem diretamente aos clássicos — especialmente aos jogos da linha Galaxy —, o filme cria momentos que dialogam diretamente com quem já passou horas explorando esses mundos.


Dublagem brasileira se destaca

Outro ponto alto é a dublagem. O retorno de Raphael Rossatto como Mario traz novamente uma performance carismática e cheia de identidade.

O elenco como um todo entrega vozes expressivas e bem trabalhadas, com variações de timbre e sotaque que aumentam a imersão e o carisma por estes personagens que tanto amamos. É mais uma prova da qualidade da dublagem brasileira, que segue entre as melhores do mundo.


Vale a pena assistir?

Sem dúvidas!

Super Mario Galaxy é um filme leve, divertido e emocionalmente eficiente. Pode não apostar em complexidade narrativa, mas compensa com carisma, visual impressionante e um cuidado genuíno com o legado da franquia.

Para fãs, é uma experiência quase obrigatória. Para o público geral, uma animação acessível, encantadora e cheia de momentos memoráveis. Um verdadeiro convite para revisitar o universo de Mario, agora em escala galáctica.

Se fosse para dar uma nota, com certeza seria um 10/10!

*Agradecimentos ao Iguatemi Brasília e Universal Pictures Brasil pelo convite

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