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Conheça a história do artista plástico brasiliense com Síndrome de Down que tem inspirado pessoas por meio de seu trabalho

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Aos 27 anos, Lucio Piantino vem quebrando tabus e comemora 14 anos de sua carreira artística com exposição no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul

Com lançamento previsto para o dia 7 de dezembro, a exposição “Minha Outra Metade” é o mais novo projeto do artista plástico brasiliense Lucio Piantino, de 27 anos, que tem Síndrome de Down e atua na área artística desde a adolescência.

Lucio é um artista completo. Explorador de todas as oportunidades criativas ao longo de sua jornada, ele pinta, dança, toca instrumentos de percussão, tem habilidades com malabares (como diabolô e muchacho), toca um pouco de violão, já compôs canções, escreve poesias e ainda se aventura no Beatbox.

Em 2013, participou do 1º Festival de Cultura Inclusiva do DF, no CCBB-Brasília, e estreou o espetáculo “Diversos Dias”. Na ocasião, a peça contava com vários atores e atrizes com diferentes deficiências, como Síndrome de Down, pessoa com autismo, pessoas cegas, cadeirantes e pessoas com deficiência múltipla. A partir daí, Lucio se dedicou e deu continuidade à sua carreira de ator, estreando na peça “O improvável amor de Luh Malagueta e MC Limonada”. Logo depois, em 2021, estreou a peça “Somos Como Somos e Cromossosmos”.

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Os projetos culturais do ator – o que inclui sua próxima mostra – têm sido patrocinados pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), do GDF, desde 2012. Quando Lucio não está envolvido nos seus projetos pessoais, trabalha como monitor em eventos culturais em vários locais do Distrito Federal, como o Museu Nacional, por exemplo.

Exposição “Minha Outra Metade” no Espaço Cultural Renato Russo

Sua mais nova aventura se denomina “Minha outra metade”, uma exposição que comemora os quatorze anos de carreira do artista que precisou vencer, no dia a dia, o preconceito e provar o seu talento e compromisso com a arte de seu tempo. Nesta nova fase, ele prova à sociedade, em grande parte preconceituosa e excludente, que a Síndrome de Down é apenas uma de suas inúmeras características e que ele veio para ficar e mudar paradigmas.

A exposição está prevista para ser lançada no dia 7 de dezembro, na Praça Central do Espaço Cultural Renato Russo. Com curadoria de Lurdinha Danezy, a mostra conta com 27 telas, sendo 14 selecionadas entre o acervo do artista e 13 inéditas. O público tem até o dia 8 de janeiro (sempre de terça a domingo, das 10h às 20h) para conferir o trabalho.

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Além de atendimento focado na acessibilidade, a exposição disponibilizará visitas guiadas para pessoas com deficiência auditiva ou visual. Ambas deverão ser agendadas pelo telefone (61) 99931-7100.

SERVIÇO:

Exposição: “Minha Outra Metade”, do artista plástico Lucio Piantino
Curadoria: Lurdinha Danezy
Data: 7 de dezembro de 2022
Local: Espaço Cultural Renato Russo

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Cultura

Da tradição oral à páginas impressas: Grupo Paepalanthus lança o livro “Histórias da Boca da Noite” e circula com o espetáculo pelo DF

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Projeto une publicação literária ilustrada, audiolivro e 10 apresentações gratuitas com foco na democratização do acesso à cultura para mulheres e idosos.

Toda história tem uma origem: antes de chegar ao papel, ela pulsa na voz, na memória e na escuta. Foi a partir da tradição oral que nasceu Histórias da Boca da Noite, espetáculo criado pelo Grupo Paepalanthus em 2012 e que, após mais de uma década, ganha registro nas páginas de um livro.

O projeto expande o universo cênico em uma iniciativa de difusão literária no Distrito Federal, contemplando a tiragem de mil exemplares com distribuição gratuita aos expectadores que terão acesso as histórias através de audiolivro e um circuito de 10 lançamentos abertos ao público, acompanhados das apresentações do espetáculo. A edição impressa traz o diálogo sensível entre texto e imagem a partir das ilustrações de André Cerino.

Formado por narradoras com mais de 30 anos de trajetória individual na arte da palavra e quase 20 anos de estrada coletiva, o grupo consolida na obra a salvaguarda de sua memória oral. O marco é duplo: o lançamento inaugura oficialmente a Editora Paepalanthus, criada para abrigar as pesquisas cênicas do coletivo.

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Para a contadora de histórias Simone Carneiro, integrante do Grupo Paepalanthus, o projeto representa a consolidação de um ciclo fértil de escuta e partilha:

“O livro não substitui a força da presença e do encontro com a palavra viva, mas oferece uma morada para as memórias e afetos que cultivamos no palco ao longo desses anos. Transformar o espetáculo em publicação literária e audiolivro é fazer com que essas narrativas alcancem outros lares, outros tempos e outros ouvidos, sem perder a raiz da oralidade.”

Com o compromisso de descentralizar o acesso aos bens culturais, a circulação ocupará espaços de cultura, educação, assistência social e saúde pelo DF, como bibliotecas, escolas, centros de convivência e Unidades Básicas de Saúde (UBS).

“Escolhemos circular por espaços onde o acesso ao livro muitas vezes é restrito. Queremos estar perto das mulheres, das pessoas idosas e da comunidade, reafirmando que contar e ouvir histórias é um direito de todos e um poderoso exercício de afeto e memória coletiva”, ressalta Simone Carneiro.

Assim como a flor que inspira o nome do grupo — a sempre-viva do Cerrado —, Histórias da Boca da Noite reafirma a potência de narrativas que resistem ao tempo e florescem em cada novo encontro com o público.

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Lançamentos do livro e apresentações do espetáculo Histórias da Boca da Noite
De 30/09 a 04/11/2026

⁠30/09 – 9h – CECON Brazlândia
⁠09//10 – 9h – CECON Estrutural
19/10 – 9h – CECON Riacho Fundo I
20/10 – 15h – UBS Santa Maria
⁠⁠21/10 – 9h – CECON Ceilândia Sul
22/10 – 9h – CED 02 – Taguatinga
23/10 – 9h – CECON Sobradinho
26/10 – 9h – CECON Gama Sul
27/10 – 15h – CECON Granja das Oliveiras
04/11 – 15h – Biblioteca Nacional

SERVIÇO
Projeto: Histórias da Boca da Noite
Formato: Lançamento de livro, audiolivro e apresentações cênicas
Circulação: 10 apresentações e sessões de lançamento gratuitas pelo DF
Entrada: Franca (com distribuição de exemplares)
Realização: Instituto Casa de Cultura Telar e Instituto Cultural Paepalanthus
Fomento: Ministério da Cultura

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