BRASÍLIA

Cultura

“Poéticas de Brasília” chega aos palcos em espetáculo que revisita a alma da Capital

Publicado em

Sob direção de Mateus Ferrari com Abaeté Queiroz e Marcio Menezes, montagem une teatro, música e  história para revelar uma Brasília múltipla, afetiva e em permanente construção de sonhos e realidades. De 22 a 24 de maio, no Cruzeiro, com entrada gratuita

O que define Brasília para além de suas curvas de concreto e do horizonte vasto? Fugindo da cronologia oficial e mergulhando na subjetividade de quem habita o quadradinho, o espetáculo Poéticas de Brasília inicia sua temporada explorando a capital federal como um organismo vivo, atravessado por sonhos, contradições e utopias.

Com direção de Mateus Ferrari, a obra traz uma dramaturgia assinada coletivamente pelo diretor e pelos atores Abaeté Queiroz e Márcio Menezes. A peça utiliza uma estrutura fragmentada para costurar teatro, música, humor e documento histórico. Em cena, o trio conduz o público por uma colagem onde relatos de época convivem com canções populares e cenas poéticas.

O ponto de partida são as praças e as lembranças afetivas de quem viveu — ou herdou — a experiência brasiliense. Canções de artistas emblemáticos da cidade ajudam a construir uma atmosfera emocional, conectando a memória pessoal de cada espectador à memória coletiva do país.

Leia Também:  Trânsito: vias serão interditadas neste fim de semana

A narrativa mergulha nas origens da capital, revisitando marcos como os sonhos de Dom Bosco, os projetos de interiorização e a Missão Cruls. Com uma linguagem leve e frequentemente irônica, os personagens discutem as versões oficiais da fundação, brincando com as lacunas da história para evidenciar como Brasília também foi erguida sobre narrativas, invenções e idealizações políticas.

Um dos pontos altos da montagem é a abordagem da figura de Juscelino Kubitschek. Longe da rigidez dos monumentos, JK surge como personagem central de um imaginário apaixonado: em uma das cenas, a criação da capital é apresentada como o fruto de uma relação amorosa entre o presidente e o Brasil — uma declaração de amor que transforma o projeto político em metáfora poética e afetiva.

Poéticas de Brasília não se limita ao centro do poder. Ao longo do espetáculo, emergem referências às cidades-satélites, aos trabalhadores candangos e às diversas formas de existir no Distrito Federal. O resultado é um mosaico de vozes que revela uma Brasília múltipla: monumental e periférica, oficial e popular, utópica e profundamente humana.

Leia Também:  IgesDF abre seleção para Médico Pediatra com salário de R$ 18,1 mil

O projeto, com produção da Tato Comunicação, é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC/DF) e apoio do Supermercado Veneza e CEMI Cruzeiro. No segundo semestre, vai circular pelo Plano Piloto e Plantina.

SERVIÇO

 Poéticas de Brasília

Direção: Mateus Ferrari/ Dramaturgia e Elenco: Abaeté Queiroz, Márcio Menezes e Mateus Ferrari/ Produção: Tato Comunicação

Temporada:

Sexta-feira, 22 de maio — 15h30

Sessão-escola para alunos do CEMI Cruzeiro e comunidade

Sábado, 23 de maio — 19h

Domingo, 24 de maio — 19h

Aberto ao público 

Local: Auditório do CEMI do Cruzeiro – SRES Área Especial / Cruzeiro Velho

Ingressos: Gratuito

Classificação Indicativa: Livre

Advertisement

Cultura

Encontro de saberes e batuques: Paranoá celebra a força das artes afro-indígenas na XIII Mostra de Cultura Popular

Published

on

 

Idealizada por Mestra Martinha do Coco e integrada ao projeto Patrimônio Brincante, mostra comunitária exalta a memória viva com entrada franca.

O pulsar dos tambores e o canto ancestral encontram morada certa no próximo dia 26 de setembro. A Casa de Cultura Martinha do Coco recebe a XIII Mostra de Diversidade e Cultura Popular do Paranoá, que nesta edição traz como tema central as “Artes Afro-Indígenas”. A iniciativa integra a programação do projeto Patrimônio Brincante, realizado pelo Instituto Alvorada Brasil, transformando o território em um grande espaço de celebração comunitária, diálogo e valorização do patrimônio cultural imaterial.

Nascida do olhar afetuoso e da liderança comunitária da Mestra Martinha do Coco, a Mostra chega à sua 13ª edição reafirmando a potência das periferias do Distrito Federal. A realização no âmbito do projeto Patrimônio Brincante fortalece essa caminhada ao colocar os saberes originários e de matriz africana no centro da roda, promovendo encontros intergeracionais e conectando a vizinhança aos mestres da cultura de raiz.

“A Mostra nasceu do desejo de ver a nossa comunidade reunida, cantando, dançando e celebrando aquilo que a gente é”, destaca a Mestra Martinha do Coco. “Trazer os saberes indígenas para caminhar junto com a cultura popular e com a nossa ancestralidade negra fortalece a Casa de Cultura e lembra a todo mundo que o nosso patrimônio está vivo no povo, na partilha e no terreiro cultural que construímos no Paranoá todo dia”, completa.

Leia Também:  Trânsito: vias serão interditadas neste fim de semana

A programação começa às 14h, com foco na infância e na formação lúdica: o contador de histórias Rego Junior comanda uma sessão de contos para a criançada. Das 16h às 22h, o público poderá conferir e adquirir peças exclusivas na Feira de Artesanato Indígena, fortalecendo o protagonismo e a economia criativa dos povos originários.

Ao entardecer, às 17h, o espaço ganha a mandinga e o ritmo ancestral com a apresentação de Capoeira Angola do Grupo BECA. Às 18h30, a reflexão ganha corpo na Roda de Saberes Afro-Indígenas, facilitada por Nayara Tukano e Cristiane Sobral, abrindo espaço para diálogos fundamentais sobre identidade, território e ancestralidade.

A partir das 20h, a festa toma conta do palco sob a condução da mestra de cerimônia Guaja. A noite musical traz um encontro vibrante de linguagens e ancestralidades com o peso e a poesia de Thabata Lorena (AFRODRILL BRASIL), a força percussiva do Cortejo Tawá Tingá (Casa Moringa) e o grande encerramento com Martinha do Coco e Banda, convidando toda a comunidade para cirandar na pisada contagiante do coco.

A XIII Mostra de Diversidade e Cultura Popular do Paranoá integra o projeto Patrimônio Brincante, realizado pelo Instituto Alvorada Brasil. A atividade conta com o apoio da Casa de Cultura Martinha do Coco e da KALI, além do fomento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (SECEC-DF). O evento tem entrada franca e classificação indicativa livre.

Leia Também:  Samba da Democracia estreia no 7 de Setembro com cultura popular, cidadania e celebração da Independência

PROGRAMAÇÃO COMPLETA
14h – Contação de Histórias para Crianças | Rego Junior
16h às 22h – Feira de Artesanato Indígena
17h – Roda de Capoeira Angola | Grupo BECA
18h30 – Roda de Saberes Afro-Indígenas | Nayara Tukano e Cristiane Sobral
20h às 23h – Noite de Shows:
Mestra de Cerimônia: Guaja
Thabata Lorena (AFRODRILL BRASIL)
Cortejo Tawá Tingá (Casa Moringa)
Martinha do Coco e Banda

SERVIÇO
Evento: XIII Mostra de Diversidade e Cultura Popular do Paranoá – Artes Afro-Indígenas
Projeto: Patrimônio Brincante
Data: 26 de setembro de 2026 (sábado)
Horário: Das 14h às 23h
Local: Casa de Cultura Martinha do Coco
Endereço: Quadra 28, Conjunto E, Lote 28 – Paranoá, DF
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: Livre
Realização: Instituto Alvorada Brasil
Apoio: Casa de Cultura Martinha do Coco e KALI
Fomento: Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (SECEC-DF)
Redes Sociais: Instagram e Facebook @martinhadococo e @patrimoniobrincante

 

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI