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EDUCAÇÃO

MEC debate atendimento especializado para escolas indígenas

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O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), promoveu, nesta quinta-feira, 13 de março, um webinário para tratar do atendimento especializado às escolas indígenas. A transmissão está disponível no canal do MEC no YouTube. 

Recentemente, o MEC destinou aportes financeiros para a aquisição de materiais pedagógicos, equipamentos multifuncionais e recursos de tecnologias assistivas como forma de garantir e aprimorar a oferta de atendimento educacional especializado (AEE) a essas unidades de ensino, por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola – Sala de Recursos Multifuncionais (PDDE-SRM). Ao todo, mais de 500 escolas indígenas foram contempladas desde o início desta gestão, e o trabalho contou com o aporte financeiro de R$ 10,6 milhões entre 2023 e 2024. 

“O princípio orientador para as políticas educativas voltadas para os povos indígenas é a garantia do direito constitucional com respeito e valorização das diferentes culturas. A igualdade e a diversidade não são antagônicas em uma sociedade democrática e promotora da justiça social”, apontou a diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena do MEC, Rosilene Cruz. “Então, esses princípios objetivam assegurar a educação escolar diferenciada, específica e bilíngue e trazer essa oferta com equidade, observando os instrumentos normativos próprios que a educação escolar indígena pede”, concluiu.  

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Nesses dois anos, conseguimos que 72% dessas escolas públicas recebessem materiais e equipamentos multifuncionais para oferta do atendimento educacional especializado. Foram muitos avanços, mas sabemos que é preciso que os sistemas de ensino sejam transformados para assegurar o direito de toda pessoa, com ou sem deficiência, de acessar, permanecer, aprender e participar do sistema de ensino comum”, destacou a coordenadora-geral de Estruturação do Sistema Educacional Inclusivo do MEC, Liliane Garcez.  

O atendimento aos estudantes indígenas tem sido realizado por meio de uma parceria entre a Diretoria de Políticas de Educação Escolar Indígena (DIPEEI) e a Diretoria de Políticas de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva (DIPEPI), ambas da Secadi/MEC. 

Assessoria de Comunicação do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

CNE institui diretrizes para graduação em enfermagem

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O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, nesta terça-feira, 19 de maio, a Resolução CNE/CES nº 1/2026, que institui as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de graduação em enfermagem bacharelado e licenciatura. 

A norma redefine princípios, competências e organização da formação na área, com foco na qualificação do ensino, na integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e no fortalecimento da formação humanista, ética, crítica e interprofissional. As novas diretrizes também ampliam a presença dos estudantes em cenários reais de prática desde o início da graduação e reforçam a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. 

A publicação dessa resolução ocorre após 14 anos de debates entre as diversas associações de ensino e conselhos de classe da enfermagem. Dentro do CNE, o texto foi desenvolvido por uma comissão presidida pela conselheira Ludhmila Hajjar e relatada pela conselheira Beth Guedes. 

“As novas DCN’s de enfermagem são resultado de uma construção coletiva madura, conduzida em diálogo permanente com entidades científicas, profissionais, acadêmicas e representativas da área da saúde. Mais do que um texto normativo, elas expressam um processo contínuo de escuta, atualização e pactuação institucional em favor de uma formação conectada às transformações da sociedade, do SUS e do mundo do trabalho”, afirma Guedes. 

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Entre as principais mudanças está a definição de carga horária mínima de 4 mil horas para o bacharelado em enfermagem, exclusivamente no formato presencial, com tempo mínimo de integralização de cinco anos. O texto estabelece que as atividades teórico-práticas realizadas em serviços de saúde deverão corresponder a, no mínimo, 20% da carga horária total do curso. Já o estágio curricular supervisionado obrigatório deverá representar pelo menos 30% da carga horária total, sendo metade realizada na atenção primária à saúde e a outra metade na atenção hospitalar ou em serviços de média complexidade. 

Segundo a resolução, a formação deverá estar alinhada às necessidades sociais e sanitárias do país e aos princípios do SUS, contemplando promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento, reabilitação e cuidado integral das pessoas e comunidades. 

As novas diretrizes reforçam, ainda, conteúdos relacionados à diversidade, direitos humanos, relações étnico-raciais, gênero, sustentabilidade, educação ambiental, segurança do paciente e inclusão social, além da oferta de Libras no ensino, pesquisa e extensão. Também preveem o fortalecimento de metodologias ativas de aprendizagem e da integração ensino-serviço-comunidade, além da valorização da pesquisa científica e da educação permanente em saúde. 

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Na modalidade licenciatura, as diretrizes estabelecem formação voltada prioritariamente à atuação na educação profissional técnica de nível médio (EPTNM), especialmente na formação de técnicos e auxiliares de enfermagem. Outro ponto é a obrigatoriedade de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), além da manutenção do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e da criação de programas de formação e desenvolvimento da docência em saúde nas instituições de ensino superior. 

Os cursos de graduação em enfermagem em funcionamento terão até 30 de junho de 2028, para adequar seus projetos pedagógicos e matrizes curriculares às novas diretrizes. Com a publicação da nova resolução, fica revogada a Resolução CNE/CES nº 3/2001, que orientava anteriormente os cursos de enfermagem no país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE 

Fonte: Ministério da Educação

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