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Vice-Primeiro-Ministro do Cazaquistão se reúne com empresas brasileiras e propõe ampliar cooperação bilateral

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Durante visita ao Brasil, Murat Nurtleu reforça compromisso do governo cazaque com atração de investimentos e expansão do comércio com o país

O Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Relações Exteriores da República do Cazaquistão, Murat Nurtleu, realizou, nesta semana, uma série de reuniões bilaterais com representantes do setor produtivo brasileiro, como parte de sua visita de trabalho ao Brasil. A agenda incluiu encontros com dirigentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e com lideranças de grandes empresas brasileiras, como Embraer, Tramontina, Vale, Marcopolo e Amazul.

Durante a reunião com o presidente da CNI, Ricardo Alban, e o vice-presidente da Confederação e copresidente do Conselho Empresarial Cazaquistão–Brasil, Gilberto Porcello Petry, Nurtleu agradeceu o apoio institucional da entidade no fortalecimento da cooperação econômica entre os dois países. O chanceler cazaque também incentivou a ampliação dos investimentos brasileiros no país da Ásia Central e destacou as oportunidades disponíveis para o setor privado.

As partes também discutiram os preparativos para a 4ª Reunião do Conselho Empresarial Cazaquistão–Brasil, prevista para acontecer ainda este ano em território cazaque.

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Cooperação empresarial em expansão

Em uma das reuniões, o representante da Tramontina, Günther Brinkmann, anunciou os planos da empresa de abrir um escritório de representação na cidade de Almaty, uma das maiores e mais estratégicas cidades do Cazaquistão.

Com o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, foi discutida a possível instalação de um centro regional de serviços no Cazaquistão para manutenção de aeronaves. A proposta é parte da estratégia de expansão da empresa brasileira na região da Ásia Central.

Outro destaque da agenda foi o encontro com o vice-presidente da Vale, Sami Arap, e o diretor executivo, Marcelo Sampaio, que acordaram a organização de uma visita técnica da empresa ao Cazaquistão para explorar possíveis investimentos no setor de mineração e energia.

A Marcopolo, referência global na produção de ônibus, também participou da rodada de conversas. O vice-presidente da empresa, Mauro Bellini, avaliou junto à delegação cazaque oportunidades de produção conjunta de veículos de transporte de passageiros no país.

Já com o presidente da Amazul, Newton de Almeida Costa Neto, foram discutidos acordos de cooperação tecnológica com a Kazatomprom, estatal cazaque que atua no setor nuclear.

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Ambiente favorável e apoio institucional

Durante os encontros, Nurtleu enfatizou as vantagens e preferências de investimento oferecidas pelo governo do Cazaquistão aos investidores estrangeiros, com destaque para empresas brasileiras. O chanceler reiterou o compromisso da administração cazaque em oferecer apoio integral para a instalação e expansão de operações internacionais no país, além de convidar os empresários brasileiros a participarem ativamente do Conselho Empresarial Cazaquistão–Brasil.

A visita consolida os esforços do Cazaquistão em reforçar os laços econômicos e diplomáticos com o Brasil, ampliando a cooperação entre os dois países em áreas estratégicas como aviação, energia, mineração, transporte, tecnologia e defesa.

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Cazaquistão aposta na IA para modernizar o ensino e reduzir desigualdades educacionais

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O presidente do Cazaquistão assinou um decreto que estabelece uma ampla estratégia nacional para integrar a inteligência artificial (IA) ao sistema de ensino médio do país. A iniciativa representa um dos mais ambiciosos movimentos de modernização educacional da Ásia Central e busca preparar as novas gerações para os desafios de uma sociedade cada vez mais orientada pela transformação digital.

O plano tem como foco não apenas a incorporação de novas tecnologias em sala de aula, mas também a redução das desigualdades educacionais entre regiões urbanas e rurais, promovendo maior acesso à inovação, conectividade e ensino de qualidade em todo o território nacional.

A medida parte do entendimento de que o avanço acelerado da inteligência artificial exigirá profundas mudanças na formação profissional e acadêmica das próximas décadas. Nesse contexto, o governo cazaque considera a educação uma peça estratégica para o desenvolvimento sustentável do país e para a formação de capital humano altamente qualificado.

De acordo com o decreto, até 1º de julho de 2026 deverá ser aprovado um plano integrado de ações voltado à implementação da IA nas escolas entre os anos de 2026 e 2029. Entre os principais eixos previstos estão:

  • desenvolvimento de sistemas de ensino personalizado;
  • modernização da infraestrutura tecnológica das escolas;
  • capacitação contínua de professores;
  • ampliação da inclusão digital;
  • fortalecimento da proteção de dados pessoais dos estudantes.
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Um dos destaques da iniciativa é a participação do especialista internacional em inteligência artificial Kai-Fu Lee, membro do Conselho para o Desenvolvimento da IA do país. Reconhecido mundialmente por sua atuação no setor tecnológico, Kai-Fu Lee deverá contribuir com recomendações estratégicas e orientações práticas para a implementação do projeto.

O governo também estabeleceu que, até 1º de junho de 2026, sejam apresentadas propostas concretas para um projeto-piloto em escolas selecionadas. A fase experimental permitirá avaliar metodologias, plataformas e ferramentas digitais antes da expansão do programa em escala nacional.

Outro ponto central do decreto prevê que, até 1º de agosto de 2026, todas as instituições participantes do projeto-piloto estejam equipadas com infraestrutura tecnológica adequada, incluindo internet estável e de alta velocidade — considerada essencial para o funcionamento das novas soluções educacionais baseadas em IA.

Já até 1º de setembro de 2026, deverão ser definidos os padrões nacionais para o uso da inteligência artificial no ensino médio, além da criação de um programa permanente de formação docente. O objetivo é garantir que a tecnologia seja utilizada como ferramenta de apoio ao processo pedagógico, fortalecendo o trabalho dos professores sem substituir a interação humana em sala de aula.

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A iniciativa posiciona o Cazaquistão entre os países que buscam utilizar a inteligência artificial como instrumento estratégico de transformação educacional, apostando na inovação tecnológica para ampliar inclusão, eficiência e igualdade de oportunidades para estudantes de diferentes regiões do país.

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