BRASÍLIA

João Costa

Torcer sentado por horas pode agravar sintomas do lipedema

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Vânia Silva alerta para hábitos comuns durante a Copa que favorecem inchaço, dor e sensação de peso nas pernas

A Copa do Mundo é um dos eventos que mais mobilizam os brasileiros. Durante o torneio, é comum reunir amigos e familiares para acompanhar os jogos, passar horas em frente à televisão e até alterar a rotina para não perder nenhuma partida importante. O que muitas pessoas não percebem é que alguns desses hábitos podem impactar diretamente a saúde, especialmente de mulheres que convivem com o lipedema.

Caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas e braços, a doença é considerada crônica, progressiva e afeta milhões de mulheres em todo o mundo. Além do aumento de volume em determinadas regiões do corpo, o lipedema pode provocar dor, sensibilidade ao toque, hematomas frequentes, inchaço e sensação constante de peso nos membros.

Segundo a massoterapeuta Vânia Silva, períodos em que a movimentação corporal diminui costumam favorecer o agravamento dos sintomas. Durante a Copa, muitas pessoas permanecem sentadas por longos períodos, seja assistindo aos jogos, acompanhando programas esportivos ou participando de confraternizações.

“Ficar muito tempo na mesma posição pode prejudicar a circulação e favorecer o acúmulo de líquidos. Para quem tem lipedema, isso costuma aumentar o inchaço e a sensação de peso nas pernas, gerando mais desconforto ao longo do dia”, explica.

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Outro fator que merece atenção é a alimentação. Petiscos tradicionais das transmissões esportivas, como salgadinhos, embutidos, frituras e alimentos ultraprocessados, geralmente possuem altos níveis de sódio. O excesso deste mineral favorece a retenção de líquidos, agravando um dos sintomas mais comuns da doença.

O consumo de bebidas alcoólicas também pode contribuir para esse cenário. Além de favorecer processos inflamatórios no organismo, o álcool pode aumentar a desidratação e dificultar o funcionamento adequado da circulação, fatores que impactam diretamente pacientes que convivem com o lipedema.

Dados publicados em estudos internacionais indicam que o lipedema pode atingir cerca de 10% das mulheres. Apesar disso, a condição ainda é pouco conhecida e frequentemente confundida com obesidade ou simples retenção de líquidos. Como consequência, muitos pacientes passam anos sem receber um diagnóstico adequado.

Para minimizar os impactos durante o período da Copa, Vânia recomenda medidas simples que podem ser incorporadas à rotina. Levantar-se durante os intervalos das partidas, caminhar alguns minutos pela casa, manter uma boa ingestão de água e equilibrar a alimentação estão entre os principais cuidados.

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A drenagem linfática também pode ser uma aliada importante no controle dos sintomas. A técnica auxilia no estímulo da circulação linfática e pode contribuir para a redução do edema e da sensação de desconforto nas pernas.

“Dentro do tratamento multidisciplinar, a drenagem é uma ferramenta que ajuda muitos pacientes a terem mais qualidade de vida. O objetivo é proporcionar mais conforto e auxiliar no controle dos sintomas que fazem parte da doença”, destaca.

Vânia também vem desenvolvendo um protocolo próprio que associa drenagem e acupuntura voltado para pacientes com lipedema. A proposta busca ampliar os recursos disponíveis para auxiliar mulheres que enfrentam diariamente os desafios da condição.

Para a especialista, a conscientização continua sendo um dos passos mais importantes. “Quanto mais cedo a mulher identifica os sinais e busca orientação, maiores são as chances de controlar a progressão da doença e preservar sua qualidade de vida”, afirma.

Em meio à emoção dos jogos, aos encontros e às comemorações, o alerta é que aproveitar a Copa do Mundo não precisa significar abrir mão da saúde. Pequenas mudanças de hábito podem fazer diferença significativa para quem convive com o lipedema, tornando o período mais confortável e saudável.

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João Costa

Fonoaudióloga Ariane Bonucci faz alerta sobre os impactos do excesso de ruído durante os Jogos da Copa do Mundo

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Fonoaudióloga especialista em Audiologia Clínica orienta sobre prevenção e sinais que podem indicar danos à audição

 

Com a aproximação de grandes eventos esportivos e o aumento do tempo de exposição a ambientes barulhentos, a especialista chama atenção para um cuidado que costuma ficar em segundo plano entre torcedores: a proteção da saúde auditiva.

Estádios, bares, encontros para assistir aos jogos e até transmissões em casa podem reunir diferentes fontes de ruído, como gritos, buzinas, apitos, fogos de artifício e sistemas de som em volume elevado. Quando essa exposição ocorre por períodos prolongados ou de forma repetida, o impacto sobre a audição pode ser significativo.

Segundo a fonoaudióloga Ariane Bonucci, especialista em Audiologia Clínica, mestre em Ciências Médicas e sócia-fundadora do Espaço da Audição, a exposição contínua a sons intensos pode provocar alterações auditivas temporárias ou permanentes.

“A exposição prolongada a sons intensos pode causar danos às células sensoriais da audição, localizadas no ouvido interno. Essas estruturas são extremamente delicadas e, uma vez lesionadas, não se regeneram”, explica.

De acordo com a especialista, os efeitos variam conforme a intensidade do som e o tempo de exposição. Entre os sintomas mais comuns estão zumbido, sensação de ouvido tampado, desconforto auditivo e dificuldade para compreender conversas.

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Ariane destaca que um dos principais desafios relacionados à perda auditiva é o fato de ela frequentemente evoluir de forma silenciosa.

“Muitas pessoas só percebem alterações quando os sintomas já começam a interferir na rotina e na comunicação”, afirma.

Outro hábito que merece atenção, especialmente durante períodos de transmissões esportivas, é o uso prolongado de fones de ouvido.

Segundo a especialista em Audiologia Clínica, o risco está diretamente relacionado ao volume utilizado e ao tempo de exposição. Durante partidas e eventos esportivos, é comum que usuários aumentem o som para acompanhar comentários ou reduzir ruídos externos, ampliando a pressão sonora diretamente sobre o sistema auditivo.

Para reduzir riscos, a orientação é manter o volume em níveis moderados, realizar pausas durante o uso e, sempre que possível, optar por fones com cancelamento de ruído externo, que ajudam a reduzir a necessidade de aumentar excessivamente o som.

Além do uso com correto dos fones, algumas medidas preventivas podem contribuir para preservar a audição em ambientes com alta intensidade sonora.

Entre elas estão evitar permanecer próximo de caixas de som, limitar o tempo de permanência em locais muito barulhentos, fazer intervalos em ambientes silenciosos e utilizar protetores auditivos quando necessário.

A especialista também recomenda atenção aos primeiros sinais de alerta após eventos esportivos ou momentos de grande exposição sonora.

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Zumbido persistente, sensação de abafamento nos ouvidos, necessidade de aumentar constantemente o volume da televisão ou dificuldade para compreender diálogos podem indicar que a audição foi impactada.

Crianças, idosos e pessoas que já apresentam sensibilidade auditiva exigem atenção ainda maior. Crianças possuem estruturas auditivas em desenvolvimento, enquanto idosos frequentemente convivem com alterações relacionadas ao envelhecimento. Já pacientes com zumbido ou hiperacusia podem apresentar piora dos sintomas quando expostos ao excesso de ruído.

Outro ponto destacado por Ariane Bonucci é a importância da prevenção e dos exames periódicos.

Segundo ela, avaliações auditivas periódicas permitem identificar alterações precoces e ampliar as possibilidades de orientação e acompanhamento especializado.

“A perda auditiva costuma ser progressiva e o diagnóstico precoce contribui para preservar a comunicação, a participação social e a qualidade de vida”, afirma.

A especialista ressalta ainda que cuidar da audição deve ser encarado como parte dos cuidados gerais com a saúde, especialmente em períodos de maior exposição sonora.

Sobre Ariane Bonucci

Ariane Bonucci é fonoaudióloga, especialista em Audiologia Clínica e mestre em Ciências Médicas. Com mais de 20 anos de experiência na área, é sócia-fundadora do Espaço da Audição e atua com foco em prevenção, diagnóstico e tratamento da saúde auditiva.

 

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