BRASÍLIA

Nacional

Governo Federal inicia segunda etapa da Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas

Publicado em

Brasília, 25/02/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública inicia, nesta quarta-feira (26), a segunda fase da Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas. Nesta etapa, os profissionais de saúde e assistência social receberão orientações para tornar mais eficaz a identificação de pessoas acolhidas nessas instituições. O trabalho será feito em parceria com o Ministério da Saúde e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Hospitais e entidades de longa permanência, frequentemente, acolhem pessoas impossibilitadas de se comunicar, cujas identidades são desconhecidas. Enquanto isso, em muitos casos, suas famílias seguem em busca de respostas para o desaparecimento delas. A segurança pública tem protocolos específicos para a identificação humana e compartilhar essas diretrizes com as equipes de saúde e de assistência social vai ajudar na resolução desses casos.

Em vista disso, a atual fase da campanha terá como foco a publicação de cartilha informativa, com diretrizes objetivas sobre os procedimentos a serem adotados e os órgãos responsáveis pela identificação dessas pessoas. A mobilização visa aprimorar essa articulação interinstitucional e garantir que nenhuma pessoa permaneça com identidade desconhecida e sem a possibilidade de reencontro com seus familiares.

Identificação

Essa iniciativa é um chamado aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (Suas), para que, ao se depararem com pessoas sem identidade conhecida, adotem os procedimentos necessários à identificação.

Leia Também:  "Recorde absoluto", comemora Silveira após leilão de petróleo e gás que garante R$ 1 bilhão para a União neste ano

Ao acolher alguém nessa situação, o gestor da instituição deve entrar em contato com o ponto focal da sua localidade. Esse profissional, que está vinculado à segurança pública, fornecerá todas as orientações necessárias e encaminhará o pedido aos órgãos competentes. A lista de contatos dos pontos focais de cada estado e do Distrito Federal está disponível no site da mobilização

O processo de identificação de pessoas sem identidade conhecida segue um protocolo. Primeiramente, são feitas coleta de impressões digitais e fotografias. Mediante solicitação formal ao ponto focal estadual ou distrital, uma equipe especializada se desloca até a instituição do SUS ou Suas para registrar as digitais da pessoa acolhida. Essas informações são, então, comparadas com os bancos de dados civis estaduais, distrital e nacional. Caso a identificação seja bem-sucedida, a instituição será notificada e receberá as orientações necessárias para os encaminhamentos cabíveis.

Se a identidade não for confirmada por meio das impressões digitais, o próximo passo é coletar o material genético (DNA) da pessoa acolhida. O ponto focal pode acionar o laboratório de DNA, que enviará uma equipe até a unidade para coletar amostras biológicas. Um formulário será preenchido com as informações disponíveis sobre a pessoa, e a coleta só será feita após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido por um representante da instituição do SUS ou Suas.

Leia Também:  MME 65 anos: história e inovação rumo ao futuro energético do Brasil

As amostras genéticas serão analisadas e confrontadas com os bancos de dados estaduais, distrital e nacional, ampliando as chances de identificação e reunificação familiar.

Etapas da mobilização nacional

A mobilização, estruturada em três etapas, teve início em agosto de 2024, com a primeira fase dedicada à coleta de amostras de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. A ação ocorreu em quase 300 pontos de coleta em todo o Brasil. Embora a primeira etapa tenha sido concluída, a coleta de amostras de DNA continua ao longo de todo o ano.

A segunda etapa, que se inicia agora, visa identificar pessoas vivas com identidade desconhecida que estejam acolhidas nas instituições de saúde e assistência social.

A terceira e última etapa da mobilização está prevista para ocorrer ainda em 2025 e terá como foco a pesquisa de impressões digitais de pessoas falecidas não identificadas. Essas informações estão armazenadas em cada unidade federativa. Nessa fase, conhecida como análise do passivo, as impressões digitais serão comparadas com os registros existentes nos bancos de dados biométricos.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Nacional

Programa Brasil Contra o Crime Organizado chega à Amazônia para fortalecer o combate a facções e crimes ambientais

Published

on

Manaus, 18/5/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta segunda-feira (18), em Manaus (AM), o Programa Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira, instituído pela Portaria 1220/2026. Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e com investimento de R$ 209 milhões, a iniciativa amplia ações integradas de repressão qualificada, proteção territorial, prevenção e fortalecimento de economias lícitas na Amazônia Legal e em outras áreas de fronteira.

O lançamento ocorreu durante o evento Brasil Contra o Crime Organizado: Amazônia, realizado no Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), e integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 12 de maio, em Brasília. O novo programa atuará de forma coordenada com o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), cada um com sua especificidade.

Nesta primeira fase, o programa atuará em sete regiões prioritárias, abrangendo 42 municípios de seis estados: Acre (AC), Amazonas (AM), Pará (PA), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT) e Paraná (PR). A estratégia foi estruturada para enfrentar de forma integrada crimes ambientais, narcotráfico, garimpo ilegal e violência armada em áreas estratégicas da Amazônia Legal e da faixa de fronteira.

Na abertura do encontro, Wellington Lima afirmou que o crime organizado atua de forma integrada e exige resposta coordenada do Estado. “Por décadas, cada estado enfrentou o crime do seu jeito, com os seus recursos, nas suas divisas. O problema é que o crime nunca respeitou limite nenhum. Enquanto os estados agiam separados, as facções atuavam em rede”, afirmou o ministro.

“O que torna este momento diferente é que, pela primeira vez, o Estado inteiro vai atuar junto — não cada um apenas no seu domínio, mas todos jogando no mesmo time, com um plano conjunto e atuação simultânea”, completou.

Leia Também:  Energias da Amazônia: mais de 500 mil consumidores já foram beneficiados com as interligações

A secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, enfatizou que o programa representa uma mudança na forma de atuação do Estado na região amazônica, ao integrar políticas de segurança pública, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos.

“Por muito tempo, a Amazônia foi tratada por políticas fragmentadas: ora pela agenda socioambiental, ora pela agenda de segurança pública, ora pela agenda de desenvolvimento econômico, como se essas dimensões pudessem ser pensadas separadamente. Hoje, sabemos que repressão qualificada, proteção ambiental, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos precisam caminhar juntos”, enfatizou.

Coordenado pela Senad, o Programa Território Seguro, Amazônia Soberana será desenvolvido a partir de quatro eixos estruturantes:

* Diagnóstico territorial
Produção de evidências, monitoramento e inteligência territorial para orientar decisões estratégicas e ações integradas.

* Repressão qualificada
Integração das forças de segurança pública para enfrentamento às estruturas financeiras e logísticas do crime organizado e retomada de territórios vulneráveis.

* Prevenção e acesso a direitos
Fortalecimento da presença do Estado, proteção social e ações voltadas à prevenção do aliciamento de populações vulneráveis por organizações criminosas.

* Promoção de alternativas econômicas sustentáveis
Fomento à inclusão produtiva, geração de renda e desenvolvimento sustentável nos territórios prioritários.

Enfrentamento ao crime organizado

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, também destacou a importância da integração entre os entes federativos e do uso de tecnologia no enfrentamento ao crime organizado.

“Nós precisamos trabalhar para enfrentar essa chaga. A proposta é que os estados não atuem de forma isolada, mas em conjunto com o Governo Federal. Esse enfrentamento precisa ocorrer com tecnologia e informação, porque as ações do crime organizado avançam principalmente sobre a estrutura e a infraestrutura portuária da região”, afirmou o secretário.

Leia Também:  Ode à memória: MJSP inaugura escultura de Burle Marx nas águas do Palácio da Justiça

De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, o programa leva o enfrentamento ao crime organizado a um novo patamar.

“Vamos qualificar o enfrentamento com a descapitalização do crime. Somente no ano passado, as operações da Polícia Federal retiraram R$ 10 bilhões do crime organizado”, enfatizou.

Também participaram do evento o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; e o diretor-executivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Alberto Raposo Neto.

Plano Amas

Durante o evento, o MJSP também apresentou o balanço do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), política coordenada pela pasta desde 2023 para o enfrentamento ao crime organizado e aos crimes ambientais na região amazônica.

Além da apresentação dos resultados do plano, foram discutidas perspectivas de fortalecimento da iniciativa, incluindo a institucionalização do contrato com o BNDES/Fundo Amazônia para financiamento das ações do Amas e suplementação orçamentária destinada aos estados.

A programação incluiu ainda reunião deliberativa do Comitê Gestor do Plano Amas, que debateu o Plano Estratégico Integrado da BR-319 e os Planos Operacionais Integrados dos estados da Amazônia Legal para 2026.

As metas do Amas para 2026 estão organizadas em três eixos imediatos: controle estratégico da BR-319, com foco no combate ao garimpo, à grilagem e às queimadas; integração dos planos operacionais estaduais; e fortalecimento das ações de enfrentamento ao crime organizado e aos crimes ambientais na Amazônia e no Pantanal.

O evento também contou com o lançamento do Índice de Vulnerabilidade ao Crime Organizado: Territórios Indígenas (IVCO-TI), desenvolvido pelo Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Social Comunitário (Cdesc). O projeto é fruto de parceria entre a Senad/MJSP, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI