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Sinesp CAD completa 10 anos e reúne gestores de todo o País em seminário no MJSP

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Brasília, 18/5/2026 — Promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), teve início nesta segunda-feira (18) o II Seminário Anual Sinesp CAD. O evento reúne, na sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), dezenas de gestores de segurança pública de diversos estados para discutir avanços tecnológicos, integração operacional e o aprimoramento do atendimento de ocorrências em todo o Brasil.

Em 2026, o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública – Central de Atendimento e Despacho (Sinesp CAD) completa 10 anos e consolida-se como a principal ferramenta tecnológica para integração e coordenação das chamadas recebidas pelos números de emergência (190, 191, 193 e 153). A solução permite comunicação e despacho rápidos entre as forças de segurança e respostas mais eficientes em situações críticas.

Durante a cerimônia de abertura, o diretor de Gestão e Integração de Informações (DGI), Joaquim Carvalho Filho, destacou a importância da integração nacional promovida pelo Sinesp CAD para a tomada de decisões do poder público e para a formulação de políticas públicas na área de segurança.

“Hoje, as ocorrências ‘conversam’ em tempo real, o que permite a interlocução entre diversas forças policiais. É uma construção baseada em evidências. A quantidade de informações e dados disponíveis é inédita e fundamental para entendermos os problemas que enfrentamos. Programas como o Celular Seguro só são possíveis graças às soluções desenvolvidas pelo Sinesp, entre elas o Sinesp CAD”, afirmou.

Gestores de todo país reunidos no Seminário Sinesp CAD. Foto: Isaac Amorim/MJSP
Gestores de todo país reunidos no Seminário Sinesp CAD. Foto: Isaac Amorim/MJSP
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A ampla participação dos estados no evento foi apontada pelo coordenador-geral do Sinesp CAD, Rafael Rodrigues, como fator fundamental para o sucesso do sistema. “Temos a tecnologia, mas ela só funciona com a integração entre as pessoas, e é exatamente isso que estamos fazendo aqui”, destacou.

Em reconhecimento à contribuição do Distrito Federal para a implantação da nova versão do sistema, o delegado Marcos Leôncio, representando o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, foi homenageado pelo MJSP por integrar uma das primeiras unidades da Federação a aderir ao Sinesp CAD 3.0.

“Agradeço e compartilho esta homenagem com a equipe técnica do Distrito Federal. Esse é um caminho sem volta; a partir de agora, vamos trilhar novas oportunidades. Estamos discutindo, por exemplo, o lançamento da lista dos mais procurados. O trabalho que fazemos aqui é voltado para pessoas que acreditam no poder da tecnologia. Sabemos que, dessa forma, quem ganha é o povo brasileiro”, disse.

O seminário segue até sexta-feira (22), com uma programação voltada à apresentação das principais evoluções implementadas no sistema, à discussão dos desafios identificados pelos operadores, à realização de oficinas práticas e à troca de experiências entre os gestores. O uso de inteligência artificial no Sinesp CAD, as boas práticas na utilização de ferramentas de dados e a integração com sistemas externos estão entre os temas dos painéis.

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10 anos de Sinesp CAD

Desde sua implantação, o Sinesp CAD vem ampliando sua capacidade de apoiar as forças de segurança pública com informações em tempo real, monitoramento operacional e produção de dados estratégicos. Ao longo de uma década, o sistema passou por atualizações tecnológicas e expansão de funcionalidades, tornando-se referência nacional na modernização dos centros de atendimento e despacho de emergências.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Programa Brasil Contra o Crime Organizado chega à Amazônia para fortalecer o combate a facções e crimes ambientais

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Manaus, 18/5/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta segunda-feira (18), em Manaus (AM), o Programa Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira, instituído pela Portaria 1220/2026. Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e com investimento de R$ 209 milhões, a iniciativa amplia ações integradas de repressão qualificada, proteção territorial, prevenção e fortalecimento de economias lícitas na Amazônia Legal e em outras áreas de fronteira.

O lançamento ocorreu durante o evento Brasil Contra o Crime Organizado: Amazônia, realizado no Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), e integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 12 de maio, em Brasília. O novo programa atuará de forma coordenada com o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), cada um com sua especificidade.

Nesta primeira fase, o programa atuará em sete regiões prioritárias, abrangendo 42 municípios de seis estados: Acre (AC), Amazonas (AM), Pará (PA), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT) e Paraná (PR). A estratégia foi estruturada para enfrentar de forma integrada crimes ambientais, narcotráfico, garimpo ilegal e violência armada em áreas estratégicas da Amazônia Legal e da faixa de fronteira.

Na abertura do encontro, Wellington Lima afirmou que o crime organizado atua de forma integrada e exige resposta coordenada do Estado. “Por décadas, cada estado enfrentou o crime do seu jeito, com os seus recursos, nas suas divisas. O problema é que o crime nunca respeitou limite nenhum. Enquanto os estados agiam separados, as facções atuavam em rede”, afirmou o ministro.

“O que torna este momento diferente é que, pela primeira vez, o Estado inteiro vai atuar junto — não cada um apenas no seu domínio, mas todos jogando no mesmo time, com um plano conjunto e atuação simultânea”, completou.

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A secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, enfatizou que o programa representa uma mudança na forma de atuação do Estado na região amazônica, ao integrar políticas de segurança pública, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos.

“Por muito tempo, a Amazônia foi tratada por políticas fragmentadas: ora pela agenda socioambiental, ora pela agenda de segurança pública, ora pela agenda de desenvolvimento econômico, como se essas dimensões pudessem ser pensadas separadamente. Hoje, sabemos que repressão qualificada, proteção ambiental, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos precisam caminhar juntos”, enfatizou.

Coordenado pela Senad, o Programa Território Seguro, Amazônia Soberana será desenvolvido a partir de quatro eixos estruturantes:

* Diagnóstico territorial
Produção de evidências, monitoramento e inteligência territorial para orientar decisões estratégicas e ações integradas.

* Repressão qualificada
Integração das forças de segurança pública para enfrentamento às estruturas financeiras e logísticas do crime organizado e retomada de territórios vulneráveis.

* Prevenção e acesso a direitos
Fortalecimento da presença do Estado, proteção social e ações voltadas à prevenção do aliciamento de populações vulneráveis por organizações criminosas.

* Promoção de alternativas econômicas sustentáveis
Fomento à inclusão produtiva, geração de renda e desenvolvimento sustentável nos territórios prioritários.

Enfrentamento ao crime organizado

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, também destacou a importância da integração entre os entes federativos e do uso de tecnologia no enfrentamento ao crime organizado.

“Nós precisamos trabalhar para enfrentar essa chaga. A proposta é que os estados não atuem de forma isolada, mas em conjunto com o Governo Federal. Esse enfrentamento precisa ocorrer com tecnologia e informação, porque as ações do crime organizado avançam principalmente sobre a estrutura e a infraestrutura portuária da região”, afirmou o secretário.

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De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, o programa leva o enfrentamento ao crime organizado a um novo patamar.

“Vamos qualificar o enfrentamento com a descapitalização do crime. Somente no ano passado, as operações da Polícia Federal retiraram R$ 10 bilhões do crime organizado”, enfatizou.

Também participaram do evento o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; e o diretor-executivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Alberto Raposo Neto.

Plano Amas

Durante o evento, o MJSP também apresentou o balanço do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), política coordenada pela pasta desde 2023 para o enfrentamento ao crime organizado e aos crimes ambientais na região amazônica.

Além da apresentação dos resultados do plano, foram discutidas perspectivas de fortalecimento da iniciativa, incluindo a institucionalização do contrato com o BNDES/Fundo Amazônia para financiamento das ações do Amas e suplementação orçamentária destinada aos estados.

A programação incluiu ainda reunião deliberativa do Comitê Gestor do Plano Amas, que debateu o Plano Estratégico Integrado da BR-319 e os Planos Operacionais Integrados dos estados da Amazônia Legal para 2026.

As metas do Amas para 2026 estão organizadas em três eixos imediatos: controle estratégico da BR-319, com foco no combate ao garimpo, à grilagem e às queimadas; integração dos planos operacionais estaduais; e fortalecimento das ações de enfrentamento ao crime organizado e aos crimes ambientais na Amazônia e no Pantanal.

O evento também contou com o lançamento do Índice de Vulnerabilidade ao Crime Organizado: Territórios Indígenas (IVCO-TI), desenvolvido pelo Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Social Comunitário (Cdesc). O projeto é fruto de parceria entre a Senad/MJSP, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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