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Inteligência artificial monitora chamadas de voz e mensagens

Uso de soluções integradas por inteligência artificial unifica a API oficial do WhatsApp e redes de telefonia corporativa para solucionar a perda de dados e garantir a conformidade em médias e grandes empresas.

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Inteligência artificial monitora chamadas de voz e mensagens

O mercado corporativo brasileiro apresenta uma divisão no monitoramento de seus canais de comunicação. Enquanto a gestão acompanha fluxos de caixa, estoques e correios eletrônicos institucionais, o fluxo de dados comerciais apresenta lacunas quando as interações migram para aplicativos de mensagens nos dispositivos móveis das equipes de vendas.

A descentralização nesses ambientes resulta na falta de centralização dos históricos comerciais. Essa ausência de registro expõe as organizações a falhas na padronização institucional e na retenção de informações.

Para responder a essa demanda, sistemas baseados em inteligência artificial (IA) passaram a ser aplicados na unificação da comunicação digital e analítica. As ferramentas integradas realizam a gravação, a transcrição e o monitoramento de sentimentos dos atendimentos corporativos.

Esse processo transfere o fluxo de dados para painéis gerenciais unificados das diretorias de operações. De acordo com Fabiano Heckler, diretor de tecnologia da Syngoo, a medida preenche uma lacuna estrutural na governança das empresas brasileiras.

"A descentralização das mensagens em dispositivos móveis corporativos criava um ambiente sem ferramentas de auditoria. A aplicação da inteligência artificial devolve a previsibilidade e o controle dos dados para a gestão, permitindo que a análise de performance seja feita com base em critérios estritamente técnicos e em conformidade com a segurança da informação", explica o executivo.

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O uso de plataformas conversacionais é amparado por dados de mercado. Conforme o portal Mundo do Marketing, cerca de 79% das empresas em território nacional utilizam o WhatsApp em rotinas de trabalho.

Adicionalmente, uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, divulgada pela CNN Brasil, aponta que 67% das organizações do comércio e de serviços adotam o aplicativo como canal primário de vendas.

Para unificar esses volumes de atendimento, a Syngoo conectou a API oficial do aplicativo com as redes de telefonia corporativa (PBX). A centralização apoia o compliance em vendas e a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A infraestrutura realiza a transcrição de áudios e a análise de sentimentos das mensagens. O processamento gera relatórios condensados sobre os históricos de atendimento, permitindo identificar abordagens resolutivas e treinar equipes com base em dados práticos.

Para obter informações sobre a estruturação de processos digitais, é possível consultar o endereço syngoo.com.br.

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Reforma tributária muda rotina de quem importa

A transição para CBS e IBS começa a exigir revisão de sistemas, documentos fiscais e processos de importação. Para empresas que dependem de produtos, insumos, máquinas e componentes importados, a adaptação será essencial para evitar atrasos, custos adicionais e inconsistências operacionais.

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Reforma tributária muda rotina de quem importa

A Reforma Tributária do Consumo começa a sair do campo da discussão legislativa e a entrar na rotina prática das empresas que importam produtos no Brasil. A chegada da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) deve exigir revisão de sistemas, documentos fiscais, cadastros, classificação de mercadorias, formação de preço e processos internos ligados ao comércio exterior.

Segundo a Receita Federal, 2026 é o ano-teste da CBS e do IBS. Nesse período, os novos tributos terão alíquotas de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, com compensação em relação ao PIS e à Cofins no mesmo período de apuração. A fase faz parte da transição para o novo modelo de tributação sobre o consumo, que seguirá até 2033.

Para o público geral, o impacto aparece de forma indireta, mas concreta. Produtos importados, peças, máquinas, medicamentos, alimentos, eletrônicos e insumos usados pela indústria dependem de uma cadeia que envolve documentação, tributos, sistemas oficiais, transporte, armazenagem e desembaraço aduaneiro. Quando essa engrenagem não está ajustada, o risco é de atraso, custo extra e perda de previsibilidade para empresas e consumidores.

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A mudança ocorre em um momento de forte movimentação do comércio exterior brasileiro. Em 2025, a corrente de comércio do país chegou a US$ 629,1 bilhões, com exportações de US$ 348,7 bilhões e importações recordes de US$ 280,4 bilhões, segundo dados do MDIC/Secex.

Além da adaptação tributária, as empresas também enfrentam mudanças operacionais no processo de importação. O Portal Siscomex informa que o desligamento gradual da Declaração de Importação (DI) e a migração para a Declaração Única de Importação (DUIMP) seguem cronograma oficial, com etapas já previstas para operações em diferentes modais e situações específicas.

Para José Carlos Raposo Barbosa, presidente da Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros (Feaduaneiros), a Reforma Tributária não se limita à mudança na cobrança de impostos: "Para quem importa, a Reforma Tributária não será apenas uma mudança de imposto. Ela exige revisão de sistemas, documentos, classificações, processos fiscais e integração com a operação aduaneira. O risco para as empresas está justamente na falta de preparação: uma informação incorreta ou um processo mal ajustado pode gerar atraso, custo adicional e perda de competitividade".

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Nesse cenário, o despachante aduaneiro assume papel estratégico ainda mais relevante nas operações das empresas, atuando como elo entre a legislação, os sistemas oficiais, a documentação exigida, os órgãos intervenientes e a operacionalização do despacho de cargas. Para importadores que ainda enxergam a área aduaneira apenas sob a ótica burocrática, a transição tributária evidencia a importância do planejamento técnico e tributário desde as etapas iniciais da operação.

De acordo com a Feaduaneiros, o principal desafio será evitar que a complexidade da transição se transforme em gargalo operacional. Isso inclui revisar cadastros, ajustar informações fiscais, acompanhar o cronograma oficial da DUIMP, alinhar equipes internas e garantir que a empresa esteja preparada para cumprir as novas exigências sem comprometer prazos e custos.

A entidade avalia que a competitividade no comércio exterior dependerá cada vez mais da capacidade das empresas de integrar áreas fiscal, logística, contábil, tecnológica e aduaneira. Em um ambiente de transição, previsibilidade e conformidade deixam de ser apenas temas técnicos e passam a afetar diretamente o custo e a eficiência das operações.

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