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Mudanças no IRPF 2026 exigem mais atenção do contribuinte

Grant Thornton aponta que mudanças no prazo, novos critérios de obrigatoriedade e maior cruzamento de dados pela Receita Federal tornam o preenchimento mais complexo e elevam o risco de malha fina.

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Mudanças no IRPF 2026 exigem mais atenção do contribuinte

As novas regras do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) tornam a declaração mais complexa e exigem maior atenção dos contribuintes. Segundo especialistas da Grant Thornton Brasil, o cenário combina prazo mais curto, ampliação dos critérios de obrigatoriedade e um nível mais sofisticado de fiscalização pela Receita Federal. Entre as principais mudanças estão o prazo mais curto para envio da declaração, de 23 de março a 29 de maio de 2026, a redução dos lotes de restituição e a inclusão de novos campos no sistema, como nome social, raça e identificação de bens com usufruto.

Também foram ampliados os critérios de obrigatoriedade, incluindo contribuintes com rendimentos tributáveis acima de R$ 35 mil, rendimentos isentos superiores a R$ 200 mil, operações em bolsa acima de R$ 40 mil ou patrimônio a partir de R$ 800 mil. Além disso, regras envolvendo apostas e investimentos no exterior passam a ter maior impacto na declaração. Ganhos com bets passam a ser tributados em 15% e devem ser informados mesmo sem saque, enquanto lucros de offshores passam a ser tributados anualmente, ainda que não distribuídos.

Especialistas da Grant Thornton Brasil orientam sobre pontos importantes para garantir a consistência da declaração e reduzir riscos com a Receita Federal:

1. Usar a pré-preenchida como apoio — não como verdade absoluta

"A declaração pré-preenchida é uma ferramenta útil, mas não substitui a validação do contribuinte. Com a transição de sistemas e novas fontes de dados, é natural existirem divergências. O informe de rendimentos continua sendo a base oficial e deve prevalecer", explica Alberto Procópio, especialista da Grant Thornton Brasil.

2. Tratar o IR como um processo contínuo, não como uma tarefa de última hora

Organizar documentos ao longo do ano – como comprovantes de rendimentos, despesas e movimentações – reduz erros e aumenta a qualidade da informação declarada. "O contribuinte que deixa para reunir tudo no fim está mais exposto a inconsistências. Hoje, o IR exige um acompanhamento quase que permanente da vida financeira", afirma Procópio.

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3. Classificar corretamente cada tipo de rendimento

Rendimentos tributáveis, isentos e de tributação exclusiva seguem regras diferentes e devem ser informados nos campos corretos. "Grande parte das retenções acontece por erro de classificação. Não é omissão — é erro de preenchimento. E a Receita não diferencia isso no primeiro momento", alerta o sócio.

4. Atenção redobrada com dependentes e deduções

A inclusão incorreta de dependentes, duplicidade de informações ou deduções indevidas são gatilhos clássicos de malha fina. "Dependentes exigem consistência entre declarações. Qualquer divergência, especialmente entre pais, pode gerar questionamento automático", diz Procópio.

5. Evitar distorções patrimoniais — coerência é chave

A Receita cruza renda, patrimônio e movimentações financeiras. Se essa relação não fizer sentido, a declaração pode ser retida. "Hoje, não basta declarar — é preciso que a evolução patrimonial seja compatível com os rendimentos. Esse é um dos principais filtros da Receita", reforça Danielle Spada, especialista de Global Mobility Services da Grant Thornton Brasil.

6. Não atualizar bens pelo valor de mercado sem previsão legal

Imóveis devem ser declarados pelo custo de aquisição, e aplicações financeiras seguem regras específicas de reporte. "Atualizar valores indevidamente cria um descasamento automático com as bases da Receita. Esse tipo de ajuste, sem respaldo legal, é facilmente identificado", ressalta Danielle.

7. Entender as diferenças entre PGBL e VGBL antes de declarar

"Essa é uma das confusões mais recorrentes. O PGBL pode ser utilizado para dedução, enquanto o VGBL deve ser tratado como aplicação financeira. Um erro aqui impacta diretamente o cálculo do imposto", destaca a especialista.

8. Declarar corretamente ganhos com apostas e ativos no exterior

Com a regulamentação recente, esses dados passaram a ser monitorados de forma estruturada. "A Receita já recebe essas informações diretamente das fontes — operadoras de apostas, instituições financeiras e acordos internacionais. Mesmo valores não sacados ou contas no exterior entram no radar", informa Danielle.

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9. Não subestimar o nível de cruzamento de dados da Receita

O avanço tecnológico ampliou significativamente a capacidade de fiscalização. "Hoje, a Receita cruza dados de cartórios, bancos, corretoras, movimentações internacionais e até registros migratórios. A lógica mudou: o sistema já sabe, e a declaração precisa refletir isso", pontua Procópio.

10. Acompanhar o processamento e agir rápido em caso de pendências

Após o envio, é essencial monitorar a situação da declaração e corrigir inconsistências rapidamente. "Muitas situações de malha fina podem ser resolvidas com retificação ou apresentação de documentos. O problema é quando o contribuinte não acompanha e perde o timing de ajuste", salienta Danielle.

Fiscalização pede mais rigor e necessidade de planejamento

O avanço tecnológico da Receita Federal elevou o nível de cruzamento de dados e ampliou a pressão sobre os contribuintes. "Hoje, a Receita cruza informações de bancos, cartórios, corretoras e até movimentações internacionais. Não declarar deixou de ser uma opção viável", declara Alberto Procópio. Danielle Spada menciona que o cenário exige mais atenção: "Já vemos casos em que a própria declaração pré-preenchida traz informações que o contribuinte nunca declarou, como contas no exterior. Isso mostra o nível de integração dos dados hoje".

As mudanças também impactam a restituição, que passa a ter quatro lotes, entre maio e agosto, com prioridade para quem utiliza a declaração pré-preenchida e opta por receber via Pix. Já o imposto devido pode ser pago à vista ou parcelado em até oito vezes, com incidência de juros. Para os especialistas, o contexto reforça a importância do planejamento. "O contribuinte precisa olhar para o IR como parte da sua estratégia financeira. Um preenchimento bem feito não apenas evita problemas com a Receita, mas também garante o correto aproveitamento de deduções", finaliza Procópio.

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AMGTA divulga relatório independente sobre o papel da manufatura aditiva em sistemas de manufatura com uso eficiente de recursos

Seis anos de observação do ecossistema. Uma nova perspectiva para entender e comunicar o verdadeiro valor da manufatura aditiva.

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Após sua Cúpula Anual de Membros de 2026, a AMGTA divulgou hoje o relatório independente Manufatura Aditiva em Sistemas de Manufatura com Uso Eficiente de Recursos, que estabelece como a manufatura aditiva deve ser avaliada, comunicada e implementada nos níveis de peça, sistema e empresa.

Este comunicado de imprensa inclui multimédia. Veja o comunicado completo aqui: https://www.businesswire.com/news/home/20260415379846/pt/

O relatório estabelece uma argumentação estrutural sobre como a manufatura aditiva deve ser avaliada — não apenas no nível da peça individual, mas em todos os níveis: peça, sistema e empresa, onde as vantagens mais significativas da manufatura aditiva em termos de eficiência de recursos, resiliência da cadeia de suprimentos e alocação de capital realmente se materializam. Baseia-se em seis anos de observação contínua em ambos os lados do ecossistema da manufatura aditiva — desenvolvedores de tecnologia e usuários finais — produzindo conclusões que nenhum dos lados conseguiria alcançar isoladamente. É indicado para uso em apresentações a investidores, discussões sobre políticas públicas, conversas sobre compras e tomada de decisões organizacionais.

O relatório foi apresentado e debatido com os membros globais da AMGTA na Cúpula Anual de Membros de 2026, realizada em 13 de abril em Boston, juntamente com o documento complementar Estratégia 2030.

As comparações de custos padrão entre a manufatura aditiva e a manufatura convencional capturam os mesmos custos diretos de produção em ambos os casos, enquanto excluem sistematicamente os custos que a manufatura convencional incorpora como custos invisíveis — capital investido em ferramentas antes da demanda ser conhecida, custos de manutenção de estoque, desperdício com quantidade mínima de pedido e baixas contábeis por obsolescência. O resultado é um viés estrutural que faz com que a manufatura aditiva pareça mais cara do que uma avaliação completa demonstraria.

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O relatório identifica isso como um problema de enquadramento e mensuração, não um problema tecnológico, e fornece a estrutura avaliativa que as organizações precisam para realizar comparações completas em todos os três níveis em que a manufatura aditiva gera valor.

Como a única organização global e independente focada exclusivamente na interseção entre manufatura aditiva e sistemas de manufatura com uso eficiente de recursos — sem equipamentos para vender, materiais para promover ou interesses nacionais a defender —, a AMGTA ocupa uma posição estrutural que nenhuma outra organização possui. Este relatório não poderia ter sido produzido por um fornecedor de tecnologia sem ser interpretado como uma defesa de interesses, nem por um fabricante sem ser interpretado como uma justificativa. Ele exigiu a perspectiva de ambos os lados simultaneamente.

“A tecnologia é comprovada. Mas a curva de adoção atual não reflete isso — e uma das principais razões é que a indústria tem avaliado a manufatura aditiva com base em um padrão que nunca foi projetado para capturar o que a manufatura aditiva realmente transforma”, disse Sherri Monroe, diretora executiva da AMGTA. “Este relatório é o resultado de seis anos observando essa lacuna se desenrolar em diferentes setores, aplicações e regiões geográficas. É o argumento que a indústria precisava e que somente uma organização sem interesses comerciais poderia apresentar.”

“Quando fundei a AMGTA, o objetivo era criar algo que a indústria não tinha: uma voz independente e não comercial que pudesse defender o valor da Manufatura Aditiva (MA) nos ambientes onde as decisões reais são tomadas”, disse Brian Neff, presidente do Conselho de Administração da AMGTA. “Este relatório é essa voz. Ele apresenta o argumento que temos construído — completo, rigoroso e projetado para resistir ao escrutínio das áreas de finanças, compras e políticas. Isso é o que seis anos de associação tornaram possível.”

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O relatório está disponível em www.AMGTA.org. O documento complementar Estratégia 2030 — O Que Fazemos e Por Que a Associação Importa — está disponível para membros da AMGTA.

Sobre a Additive Manufacturer Green Trade Association (AMGTA)

A Associação de Comércio Verde para Fabricantes Aditivos (AMGTA) é a única organização global e independente focada exclusivamente na interseção entre manufatura aditiva e sistemas de manufatura com uso eficiente de recursos. Fundada em 2019, a AMGTA reúne desenvolvedores de tecnologia, usuários da indústria e parceiros do ecossistema em cinco continentes para estabelecer um entendimento baseado em evidências sobre onde e como a manufatura aditiva fortalece o desempenho operacional e de recursos. A AMGTA não possui equipamentos para vender, materiais para promover ou interesses nacionais a defender. www.AMGTA.org

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

Contato:

Contato para a Imprensa:

Sherri Monroe

Diretora Executiva

[email protected]

Fonte: BUSINESS WIRE

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