BRASÍLIA

Notícias Corporativas

Pesquisa em herbário de SC descobre seis espécies de plantas

Biólogo suspeita que três possam já ter sido extintas da natureza

Publicado em

Pesquisa em herbário de SC descobre seis espécies de plantas

Há cerca de cinco anos, o exemplar de uma planta presente no acervo do Herbário Barbosa Rodrigues (HBR) intrigou o curador do espaço, o biólogo Luís Adriano Funez. À época, recém-chegado ao casarão, localizado na região central de Itajaí (SC), o estudioso se debruçou sobre as amostras antigas. A rotineira descrição de espécime assumiu proporções de investigação científica e, aos poucos, a curiosidade do pesquisador levou à descoberta de seis plantas que, até então, não possuíam registros na ciência.

O resultado da pesquisa acaba de ser publicado no periódico neozelandês Phytotaxa, especializado em estudos dessa natureza. O artigo foi nomeado como "A taxonomic revision of Thaumatocaryon (Boraginaceae) reveals hidden diversity in southern South America" (Uma revisão taxonômica de Thaumatocaryon (Boraginaceae) revela uma diversidade oculta no sul da América do Sul).

"Até então, acreditava-se que este gênero de plantas possuía três espécies. A partir do estudo, ficou constatado que, na realidade, são nove espécies diferentes, sendo cinco delas completamente inéditas e uma que foi restabelecida", frisa Funez.

Além do curador do HBR, que é vinculado à Universidade do Vale do Itajaí (Univali), também colaboraram com o estudo os pesquisadores Rafael Trevisan (Herbário Flor/UFSC) e André Luís de Gasper (Herbário Dr. Roberto Miguel Klein/FURB), o biólogo Douglas Meyer e o botânico amador, Paulo Schwirkowski.

Como começou

A planta que deu origem ao estudo foi a Thaumatocaryon parviflorum. Luís afirma que o único exemplar conhecido pela ciência, até então, integra o acervo do HBR e foi coletado, em 1962, em Santa Cecília, município localizado no planalto serrano de Santa Catarina.

"Ao encontrá-lo, percebi que ele não se encaixava em nenhuma das espécies já existentes, pois suas flores eram muito diferentes. Isso me motivou a estudar mais amostras de espécimes deste gênero, que cobre quatro estados do Brasil, além da Argentina e do Paraguai. À medida que examinava estas amostras, outras dúvidas iam surgindo", relata Funez.

Leia Também:  Intersolar Europe: Indústria solar europeia responde às mudanças do mercado: Foco em sistemas fotovoltaicos híbridos e novos modelos de financiamento

O estudo foi tomando corpo e, com o tempo, foi intrigando e envolvendo mais interessados. Neste contexto, o grupo buscou analisar o máximo possível de espécimes do mesmo gênero da planta, a fim de encontrar padrões que ajudassem a separá-los de forma organizada e que fizessem sentido como espécies.

"Acabamos revisando o gênero todo e descobrindo seis plantas que não eram oficialmente reconhecidas, sendo cinco novas e uma que o médico e botânico francês Henri Ernest Baillon já havia nomeado no século XVIII e, posteriormente, acabou misturada aos demais espécimes, permanecendo ignorada pela ciência até agora", conta.

Segundo o pesquisador, todo o estudo foi baseado em material de herbários e sem financiamentos de pesquisa. Além de revisar o acervo presente no HBR, Funez também revisou, pessoalmente, os exemplares do herbário vinculado à Furb.

"Hoje em dia, muitos herbários já têm material digitalizado em alta qualidade, então conseguimos consultar uma grande quantidade de espécimes pela internet. Além disso, também tivemos apoio de colegas na Argentina, que nos enviaram imagens de espécies de fora do Brasil".

A partir do trabalho desempenhado pelos autores do estudo, foram identificadas as espécies T. hispidissimum, T. macrophyllum, T. parviflorum, T. moritziiflorum e T. quiririense. A espécie T. hilarii foi revalidada a partir da análise de imagens de uma amostra localizada em Paris. O estudo feito em Santa Catarina descreve os limites morfológicos de cada espécie, assim como os limites geográficos onde elas crescem.

"Isso por si só, é um avanço imenso no conhecimento da nossa biodiversidade", comemora o biólogo.

Funez ressalta que uma das vantagens de conhecer as plantas nativas é a possibilidade de compreender o seu potencial medicinal.

"As plantas da família Boraginaceae são muito utilizadas na medicina e possuem diversos compostos bioativos conhecidos. No entanto, esse conhecimento está restrito às plantas nativas da Europa e da Ásia, pois as espécies brasileiras, como a Thaumatocaryon, nunca foram sequer prospectadas", lamenta Luís.

Leia Também:  Relacionamentos fortalecem propósito e realização

Espécies sensíveis

O estudo liderado pelo curador do HBR também revelou que, entre as seis espécies novas, três são conhecidas unicamente pelos exemplares antigos de herbários, datados há várias décadas. O biólogo suspeita que as alterações humanas realizadas sobre os seus habitats naturais, ao longo dos últimos anos, podem ter resultado na sua completa extinção.

Esse dado contrasta com o cenário anterior, aponta Funez, no qual as espécies já conhecidas não eram classificadas sob risco de extinção.

"Há vários critérios que precisam ser considerados antes de classificar uma espécie como ameaçada de extinção. Um deles é o tamanho do território que ela habita. Se ela pode ser encontrada em uma vasta área, torna-se pouco relevante para a conservação, pois entende-se que ela pode ser encontrada em muitos lugares. No entanto, ao entendermos que não se trata de uma única espécie, mas de um conjunto delas, e que cada uma habita uma pequena região específica dentro dessa abrangência, o cenário muda completamente", justifica.

Por apresentarem pequeno porte e habitarem a região de campos naturais, as espécies investigadas no estudo tornam-se mais vulneráveis ao desaparecimento, de acordo com o pesquisador.

"Esses campos ocorrem nas áreas de elevadas altitudes e abrigam uma biodiversidade rica e diversa. Embora sejam muito antigos, milhões de anos mais antigos que a floresta mais antiga de Santa Catarina, são locais muito sensíveis e, infelizmente, facilmente destruídos por qualquer intervenção humana. Cabe acrescentar que essa vegetação é de extrema relevância à formação de mananciais que abastecem grandes cidades da nossa região", explica.

O resultado dessa investigação, na avaliação de Luíz, demonstra a relevância do conhecimento armazenado nos herbários. "Se não fosse alguém ter depositado esses exemplares nos herbários, décadas atrás, estas espécies poderiam ter desaparecido da face da terra sem nem deixar rastros de sua existência", observa.

Advertisement

Notícias Corporativas

TIMELAB desenvolve prancha alisadora OEM/ODM que atinge 200°C em três pontos de medição distintos em 15 segundos

Testes realizados a 230 V com ajuste de 260°C confirmaram temperaturas de pelo menos 200°C após 15 segundos em todos os três pontos de medição da placa (frontal, central e traseiro), e não apenas em um único ponto.

Published

on

By

A TIMELAB Co., Ltd., uma fabricante japonesa de aparelhos de beleza (atuando nos modelos OEM/ODM), desenvolveu uma prancha alisadora destinada à personalização OEM/ODM para marcas internacionais de cuidados capilares e para o mercado profissional. Em testes realizados a 230 V com ajuste de 260°C, todos os três pontos de medição da placa atingiram pelo menos 200°C após 15 segundos.

Este comunicado de imprensa inclui multimédia. Veja o comunicado completo aqui: https://www.businesswire.com/news/home/20260914464040/pt/

Testes de temperatura em três pontos da placa

Uma unidade desenvolvida para o mercado europeu, com temperatura máxima de 260°C, foi testada a 230 V. Quinze segundos após ser ligada, as leituras nas partes frontal, central e traseira foram de 212,5°C, 227,5°C e 200,0°C, respectivamente. A partir de aproximadamente 60 segundos, as diferenças de temperatura entre os três pontos diminuíram, indicando uma tendência de estabilidade.

Controle preciso de temperatura

Um sensor NTC localizado dentro do elemento de aquecimento de cerâmica metálica (MCH) detecta a temperatura. Um microcontrolador (MCU) lê o sinal e ajusta a potência do aquecedor. Os elementos de aquecimento MCH superior e inferior são controlados de forma independente, garantindo temperaturas estáveis ​​após o aquecimento rápido.

Leia Também:  Cinco tendências para as empresas de logística em 2023

Cinco funções de proteção

A unidade de desenvolvimento incorpora:

  1. Um fusível de 6,3 A para proteção contra curto-circuito ou sobrecorrente

  2. Corte automático de energia acima de 270 V CA

  3. Corte automático de energia abaixo de 85 V CA

  4. Proteção contra superaquecimento de primeiro estágio, caso a temperatura da placa ultrapasse 280°C

  5. Proteção contra superaquecimento de segundo estágio, por meio de um interruptor de proteção térmica de 300°C

Personalização OEM/ODM

A TIMELAB personaliza o design, o formato da placa, os materiais, o tratamento de superfície, as configurações de temperatura, a tensão e os plugues. A empresa recebe consultas de marcas internacionais, fabricantes e distribuidores.

Nota: Os dados de temperatura são valores de referência de fábrica, obtidos a partir de uma unidade de desenvolvimento testada a 230 V. Os resultados podem variar dependendo das condições de operação, tensão de alimentação, método de medição e variações individuais de cada unidade. O limite máximo de 260°C aplica-se à especificação para o mercado europeu. As especificações finais, critérios de inspeção, normas e certificações serão definidos de acordo com as regulamentações do mercado de destino e os requisitos acordados.

Leia Também:  IA amplia eficiência e humanização na saúde

Sobre a TIMELAB

A TIMELAB oferece serviços integrados de OEM/ODM para pranchas alisadoras, secadores de cabelo e dispositivos de beleza, abrangendo desde o planejamento até a produção e inspeção.

Empresa: TIMELAB Co., Ltd.

Diretora Representante: Yoko Oguchi

Endereço: Sala 301, 2-5-18 Chojamachi, Naka-ku, Yokohama, Kanagawa 231-0033, Japão

Fundação: Maio de 2015

Site: https://www.timelab.co.jp/en/

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

Contato:

Contato para Mídia e OEM/ODM

Koichi Oguchi, Vendas Internacionais de OEM/ODM

Tel: +81-45-900-2330

E-mail: [email protected]

Fonte: BUSINESS WIRE

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI