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Esculturas e obras, a arte que nasce do Rio São Francisco

Artista mineira transforma ancestralidade, natureza e inquietações da existência humana em esculturas monumentais que aproximam o imaginário popular da arte contemporânea

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Esculturas e obras, a arte que nasce do Rio São Francisco

No território onde o sertão mineiro encontra as águas do Rio São Francisco, a artista visual e escritora Zackia Daura desenvolve uma produção na qual mitos ancestrais, memória coletiva e questões da existência humana ganham materialidade. Radicada em Três Marias, Minas Gerais, desde 1985, a artista transforma referências regionais em reflexões universais sobre identidade, pertencimento, liberdade e as relações entre humanidade e natureza.

Sua obra transita entre o figurativo e o simbólico, estabelecendo diálogos com a mitologia, a psicologia profunda e a literatura. Entre suas criações destacam-se Minhocão – O Guardião do Rio São Francisco, escultura pública de aproximadamente 23 metros de extensão, Mãe d’Água, Sereias, Vereda, e a série em bronze Por Onde Anda Sua Cabeça?, dedicada à investigação dos diferentes estados da consciência e da subjetividade.

"Busco reinterpretar imagens ancestrais que permanecem vivas no imaginário coletivo, conferindo-lhes novos significados. Interessa-me aquilo que existe para além da aparência das coisas. A arte me permite dar materialidade ao que não possui corpo: sentimentos, memórias, conflitos e sonhos", afirma Zackia.

O território como origem, não como fronteira

Para a artista, o Rio São Francisco representa muito mais do que uma referência geográfica. "Vejo o rio como um organismo vivo, depositário de memórias, afetos, mitos e contradições. Suas águas evocam questões universais: a passagem do tempo, a impermanência e os ciclos da existência."

A tradição oral do sertão mineiro, as veredas e o universo literário de Guimarães Rosa também influenciam sua linguagem artística. Essa relação se expressa especialmente no Minhocão, escultura monumental inspirada em uma figura lendária do imaginário ribeirinho.

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Integrada à paisagem de Três Marias, a obra estabelece um diálogo entre arte, memória e consciência ambiental, convidando o público a redescobrir os significados culturais e simbólicos do território.

Entre a matéria e o inconsciente

A trajetória multidisciplinar de Zackia reúne experiências nas artes visuais, literatura, cinema, teatro, pedagogia e arteterapia. Seus estudos sobre mitologia, símbolos e arquétipos, especialmente a partir do pensamento de Carl Gustav Jung, contribuíram para a construção de uma linguagem voltada à investigação da condição humana.

Essa pesquisa também se manifesta na coleção Por Onde Anda Sua Cabeça?, composta por esculturas em bronze como Cabeça de Vento, Cabeça nas Nuvens, Cabeça Fértil, De Cabeça pra Baixo e Cabeça de Minhoca. As obras exploram, com inventividade formal e força metafórica, a imaginação, as contradições e as múltiplas possibilidades da consciência.

"Acredito que a criação artística nasce de uma inquietação diante do mundo. Muitas vezes, uma imagem surge antes mesmo que eu consiga compreendê-la racionalmente. É como se a matéria revelasse algo que já existia em uma dimensão invisível", explica.

Arte e transformação

Para Zackia, a arte também constitui um instrumento de desenvolvimento humano. Em 2000, fundou a Fundação Sálua Daura de Arte e Cultura (FADA), instituição sem fins lucrativos que promove projetos culturais, educativos e sociais.

"A cultura não é um privilégio, mas uma necessidade humana. Acredito que a arte pode ampliar nossa percepção sobre nós mesmos e sobre o mundo, despertar sensibilidades e abrir caminhos para novas formas de consciência."

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Com obras monumentais, séries escultóricas, livros e produções cinematográficas, Zackia busca ampliar a circulação de seu trabalho e desenvolver projetos que integrem arte, natureza e espaço público.

"Interessa-me pensar a escultura não apenas como objeto, mas como presença, como espaço de encontro entre o visível e o oculto, entre a matéria e aquilo que ela desperta em quem a observa."

Sua produção propõe uma reflexão sobre a permanência dos mitos na contemporaneidade e sobre a capacidade da arte de transformar narrativas locais em experiências de alcance universal.

Sobre Zackia Daura

Natural de Patrocínio, Minas Gerais, Zackia Daura é artista visual, escultora, escritora, cineasta e produtora cultural. Vive e trabalha em Três Marias, às margens do Rio São Francisco.

Entre suas principais obras estão Minhocão – O Guardião do Rio São Francisco, Mãe d’Água, Vereda, Sereias e a coleção Por Onde Anda Sua Cabeça?, apresentada em exposições em Três Marias e Ouro Preto, em 2025, com circulação por Belo Horizonte, Ouro Preto e Pirapora em 2026.

É autora de A História das Três Marias, De Verbo e Águas, Menino ou Menina e O Menino e o Minhocão, além de preparar o lançamento de um novo livro de poemas. Sua filmografia inclui o longa-metragem A História das Três Marias.

Fundadora e presidente da Fundação Sálua Daura de Arte e Cultura (FADA), desenvolve uma pesquisa artística que relaciona ancestralidade, paisagem, mitologia e subjetividade, explorando as possibilidades da arte como expressão da experiência humana.

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ABES-SP debate inovação e segurança hídrica na Fenasan 2026

Hub Saneamento ABES reunirá especialistas e profissionais para discutir desafios, compartilhar conhecimentos e apresentar soluções para o futuro do saneamento de 20 a 22 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo

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ABES-SP debate inovação e segurança hídrica na Fenasan 2026

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Seção São Paulo (ABES-SP) preparou uma programação especial para a Fenasan 2026, que será realizada de 20 a 22 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. No estande da entidade (ruas P13/P15), o Hub Saneamento ABES reunirá especialistas e profissionais para discutir desafios, compartilhar conhecimentos e apresentar caminhos para o desenvolvimento do saneamento no Brasil. A Fenasan é promovida pela Associação dos Engenheiros da Sabesp (AESabesp), em conjunto com o 37º Encontro Técnico AESabesp.

Com o tema "Conectando pessoas e saberes, transformando o saneamento", a programação da ABES-SP na feira inclui palestras, rodas de conversa, trilhas de conhecimento e atividades de interação com o público, abordando assuntos como universalização dos serviços, inovação, segurança hídrica, mudanças climáticas, reúso de água, drenagem, esgotamento sanitário, regulação, economia circular e formação profissional.

A abertura, no dia 20 de outubro, contará com a participação de Juliana Almeida Dutra, presidente nacional da ABES, e Nivaldo Rodrigues da Costa Júnior, presidente da ABES-SP. A palestra "Quem é a ABES e seu papel no saneamento" apresentará a atuação da entidade e sua contribuição para o desenvolvimento do setor.

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Ainda no primeiro dia, a programação contemplará debates sobre universalização, segurança e resiliência hídrica, normas técnicas, reúso de água e soluções desenvolvidas por empresas associadas. No final da tarde, o Pitch ABES abrirá espaço para que participantes apresentem ideias, experiências e propostas para o saneamento em até três minutos.

Segurança da água em pauta

No dia 21 de outubro, a Trilha de Conhecimento "Segurança da água: do manancial ao consumidor" discute a gestão de riscos em todo o sistema de abastecimento, desde a proteção dos mananciais até o ponto de consumo.

O encontro abordará temas como planos de segurança da água, controle de perdas, comunicação de riscos e participação dos diferentes atores envolvidos na garantia da qualidade e da segurança do abastecimento.

Ainda neste dia ocorrem debates sobre descarbonização, resiliência diante das mudanças climáticas, mobilização social, educação ambiental e soluções para drenagem urbana e manejo de águas pluviais.

Oportunidades para novos profissionais

No último dia da feira, 22 de outubro, o Diálogo do Saneamento "Carreiras no saneamento: onde estão as oportunidades para os novos profissionais?" colocará em discussão as perspectivas de atuação e os caminhos profissionais em um setor em transformação.

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Com a participação de representantes do Jovem Profissional do Saneamento (JPS) da ABES-SP e especialistas convidados, a atividade abordará novas competências, formação, empregabilidade e oportunidades diante das mudanças tecnológicas, ambientais e regulatórias que impactam o saneamento.

A quinta-feira também contará com discussões sobre economia circular nas estações de tratamento de esgoto, universalização do esgotamento sanitário, regulação tarifária e reúso potável.

A programação completa está disponível neste link.

Serviço:

Evento: ABES-SP na Fenasan 2026 – Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente

Data: de 20 a 22 de outubro de 2026

Local: Expo Center Norte – Pavilhões Verde e Vermelho

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo (SP)

Horário da feira: das 13h às 20h

Estande da ABES-SP: P13 + P15

Mais informações: fenasan.com.br

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