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OMS declara emergência internacional por surto de ebola

Para a infectologista e patologista clínica Carolina Lázari, membro da SBPC/ML, o maior risco é o agravamento da crise humanitária na região, uma vez que a possibilidade de pandemia é considerada baixa no momento.

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OMS declara emergência internacional por surto de ebola

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de interesse internacional após o avanço de um novo surto de ebola na África Central, mais especificamente na República Democrática do Congo e em Uganda. A decisão foi motivada principalmente pelas condições vulneráveis  da região afetada, marcadas por conflitos armados, deslocamento de pessoas, fronteiras porosas e dificuldades de acesso aos serviços de saúde.

Segundo a infectologista e patologista clínica Carolina Lázari, membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), o principal temor das autoridades sanitárias é o agravamento da crise humanitária e sanitária em nível regional. "É uma região extremamente vulnerável, com intensa circulação entre países e dificuldade de controle sanitário. Isso favorece a transmissão regional e dificulta medidas fundamentais, como diagnóstico precoce, rastreamento de casos e monitoramento de contatos", explica.

A especialista ressalta que o risco de uma pandemia é considerado baixo, uma vez que o ebola não possui transmissão por via respiratória. O vírus é transmitido pelo contato direto com sangue, vômito, fezes e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. Por isso, a transmissão costuma ser mais limitada do que em doenças transmitidas pelo ar.

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O surto atual envolve a espécie Bundibugyo do vírus ebola, menos comum do que o Zaire, responsável pelos maiores surtos já registrados. Esse cenário dificulta a resposta internacional. "As vacinas e os tratamentos foram desenvolvidos principalmente para a espécie Zaire, então ainda existem limitações em relação às medidas de contenção do surto atual", destaca a membro da SBPC/ML.

Os sintomas iniciais incluem febre de início súbito, dores no corpo, fadiga, vômitos e diarreia. Nos casos mais graves, podem ocorrer hemorragias e alterações neurológicas. O diagnóstico é realizado por exames laboratoriais específicos, principalmente testes moleculares, como RT-PCR, capazes de identificar o material genético do vírus ebola em amostras biológicas. Também podem ser utilizados exames sorológicos para detecção de anticorpos e testes de antígenos, além de análises laboratoriais de suporte para avaliar alterações sanguíneas, coagulação e comprometimento de órgãos. "O reconhecimento precoce é difícil porque os sintomas podem ser confundidos com outras doenças comuns na região, como malária e febre amarela", enfatiza a patologista.

Para Carolina Lázari, a decisão da OMS tem papel fundamental para mobilizar rapidamente recursos internacionais. "A declaração de emergência facilita processos burocráticos e diplomáticos maiores que permitem mobilizar recursos da comunidade internacional de maneira mais rápida e eficiente. Isso inclui envio de equipes, equipamentos de proteção, testes laboratoriais, medicamentos, apoio logístico e financiamento. Quanto antes os casos forem identificados e os contatos monitorados, maiores as chances de conter a transmissão regional e evitar um impacto humanitário ainda mais grave", conclui.

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Empresa alagoana cresce forte no mercado de locações

Expansão do mercado imobiliário e de obras na região impulsiona setor e fortalece presença da Veloc como uma das maiores locadoras do estado

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Empresa alagoana cresce forte no mercado de locações

O mercado de locação de equipamentos para construção civil em Alagoas atravessa um ciclo de crescimento consistente, acompanhando a expansão de obras e empreendimentos imobiliários tanto no litoral quanto no interior do estado. Dados do Sebrae apontam que o setor da construção civil alagoano cresceu 58,1% nos últimos cinco anos, impulsionado por obras residenciais e comerciais, especialmente no litoral sul.

Esse aquecimento é alimentado por frentes distintas: o litoral norte e sul ganham empreendimentos residenciais e turísticos de alto padrão; o Agreste, liderado por Arapiraca, fortalece sua cadeia produtiva com obras habitacionais e comerciais; e cidades do interior, como São Miguel dos Milagres, ampliam sua participação no mercado.

De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o lançamento de imóveis na região Nordeste cresceu 88% entre 2020 e 2024, impulsionado pelo custo mais acessível dos terrenos e pela forte presença do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Esse movimento reforça o potencial de expansão do setor e ajuda a explicar a crescente demanda por soluções de locação de equipamentos em Alagoas.

Erick Souza, gerente geral da Veloc, avalia que o crescimento do setor foi expressivo e consistente. "Alagoas saiu de um patamar de demanda concentrada em Maceió para um cenário em que o interior e o litoral puxam a procura de forma muito mais equilibrada. Esse amadurecimento do mercado favorece empresas que apostam em qualidade e presença regional", afirma.

O executivo ressalta que a demanda por empreendimentos imobiliários de médio e alto padrão, como condomínios, loteamentos e pousadas, tem impulsionado a locação de equipamentos para construção. "Em Maceió, a procura está ligada principalmente ao programa Minha Casa Minha Vida e às obras de reforma e retrofit em imóveis residenciais. Já no Agreste, Arapiraca se consolidou como polo de construção relevante, com novos empreendimentos comerciais e habitacionais", revela.

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"Milagres, no litoral norte, também apresentou uma demanda crescente ligada ao turismo. Essa diversificação regional foi determinante para a nossa decisão de expandir as unidades", explica.

O mercado global também reforça a tendência de crescimento. Um levantamento da Mordor Intelligence projeta que o setor de aluguel de equipamentos para construção deve alcançar USD 141,42 bilhões em 2026 e chegar a USD 179,21 bilhões até 2031. No Brasil, o mercado de máquinas e equipamentos industriais encerrou 2025 com faturamento líquido de R$ 298,9 bilhões, com projeções de crescimento em torno de 4% em 2026, segundo dados da Info Rental.

Já a Associação Brasileira das Empresas de Locação de Equipamentos Construtivos (ALEC) estima que o setor de locação deve faturar R$ 52,9 bilhões em 2026, com crescimento de 7% em relação ao ano anterior. O Nordeste responde por 15% desse mercado e figura entre as regiões com maior potencial de expansão.

Nesse cenário, a Veloc, que surgiu há sete anos com a proposta de oferecer locação estruturada ao mercado alagoano, consolidou-se como uma das maiores locadoras do estado em número de lojas. Atualmente, a empresa conta com seis unidades distribuídas entre Maceió, Marechal Deodoro, Arapiraca e São Miguel dos Milagres, garantindo presença do Litoral Norte ao Agreste. Essa capilaridade permite atender a diferentes perfis de obras, desde empreendimentos turísticos e residenciais de alto padrão até projetos habitacionais e comerciais em cidades do interior.

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"Nos primeiros anos, estruturamos a operação em Arapiraca  e aprendemos o que o cliente alagoano realmente precisava: não só o equipamento, mas agilidade na entrega, suporte técnico e um portfólio variado que atendesse obras de diferentes tamanhos. Quando tínhamos esse modelo rodando bem, fomos para Maceió , depois para Milagres e, em seguida, para Marechal. Cada abertura foi baseada em análise real de demanda", afirma Erick Souza.

Entre os diferenciais da empresa estão o portfólio completo, que vai de ferramentas manuais e elétricas até equipamentos de maior porte, como betoneiras, compactadores, escoras metálicas, andaimes e geradores. Além disso, a companhia realiza manutenções preventivas, garantindo que todos os equipamentos estejam inspecionados antes de cada locação. "Com seis lojas em diferentes cidades, conseguimos reduzir prazos de entrega e facilitar a logística para o construtor", destaca.

O plano para os próximos anos inclui novas unidades e inovação tecnológica. "Seguimos monitorando o mercado alagoano com muita atenção. Há regiões com crescimento de obras que ainda estão subatendidas em termos de locação de qualidade. Não posso antecipar datas ou cidades, mas novas unidades estão no radar".

"Em paralelo, estamos atentos às inovações do setor: digitalização do processo de locação, equipamentos mais eficientes, soluções que facilitem ainda mais a vida do construtor. O objetivo é que a Veloc seja, cada vez mais, referência quando alguém em Alagoas precisa de equipamentos para construção civil — independentemente da região, do porte da obra ou do tipo de serviço", conclui.

Para saber mais, basta acessar: https://veloclocacoes.com.br/

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