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Empresas conectam perfil do cliente e experiência desejada

Pesquisa revela que 82% dos consumidores brasileiros se frustram ao repetir informações no atendimento; especialistas defendem conectar o perfil dos públicos, a experiência desejada e os processos que sustentam a relação com o cliente.

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Empresas conectam perfil do cliente e experiência desejada

A expectativa por experiências personalizadas e pela continuidade do atendimento amplia o desafio das empresas de compreender seus clientes. No recorte brasileiro do relatório CX Trends 2026, 87% dos consumidores esperam experiências realmente personalizadas e 82% ficam frustrados quando precisam repetir informações durante o atendimento. Os resultados colocam em pauta a conexão entre o conhecimento dos públicos e a forma como as organizações estruturam suas entregas.

O impacto da experiência também aparece na permanência dos clientes. A Pesquisa sobre Experiência do Consumidor PwC 2025, realizada com 5.511 consumidores e 406 executivos nos Estados Unidos, mostra que 29% dos consumidores deixaram de usar ou comprar de uma marca por uma experiência de atendimento ruim, on-line ou presencial. O dado, publicado pela Gazeta Mercantil Digital, refere-se ao mercado norte-americano e evidencia a relevância do atendimento na relação com as marcas.

Personalizar, nesse contexto, envolve mais do que adaptar uma mensagem comercial. A discussão alcança o que cada público precisa realizar, quais dificuldades encontra e como as diferentes áreas da empresa participam da experiência. Uma resposta rápida, por exemplo, pode não resolver o problema se o cliente precisar recomeçar sua solicitação ao mudar de canal.

Para Graziela Bernardo, sócia da Recíproka, consultoria em estratégia e desenvolvimento de lideranças, entender o perfil do cliente é o ponto de partida para desenhar uma experiência coerente. A jornada de experiência aplicada pela consultoria articula o conhecimento dos públicos, a definição de uma Customer Vision e o mapeamento dos processos para analisar a situação atual e construir a experiência futura.

“O cliente não vive o organograma da empresa. Ele vive uma experiência que precisa fazer sentido do começo ao fim. Por isso, antes de desenhar uma solução, é preciso entender o que ele tenta resolver, o que considera valor e onde a relação com a empresa exige um esforço que poderia ser evitado”.

O perfil além do cadastro

Na abordagem da Recíproka, conhecer os públicos envolve investigar necessidades, comportamentos, expectativas e contexto de uso. Entrevistas, observação e análise dos relatos dos clientes ajudam a confrontar o que a organização acredita saber com aquilo que as pessoas efetivamente vivenciam. O objetivo é identificar as tarefas que precisam realizar, as dificuldades que enfrentam e os benefícios que esperam alcançar.

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Essa leitura também importa nas relações entre empresas, conhecidas como B2B. Quem aprova a contratação, quem utiliza a solução e quem acompanha seus resultados pode ter necessidades distintas. Na avaliação de Graziela, tratar a empresa cliente como um único perfil pode ocultar diferenças relevantes para a comunicação, a implantação e o suporte.

A partir desse entendimento, a Customer Vision estabelece como a organização deseja ser percebida e qual papel pretende ocupar na vida do cliente. No material “Cliente no centro”, da Recíproka, essa visão é apresentada como uma referência prática para orientar decisões, e não apenas como uma frase institucional. Se a intenção é ser reconhecida pela clareza, por exemplo, a linguagem dos contratos, as orientações de uso e as respostas do suporte precisam refletir essa escolha.

Do processo interno à experiência vivida

O mapeamento de processos permite compreender como a entrega acontece: quais são as etapas, os responsáveis, os sistemas, as aprovações e as passagens entre áreas. Mas esse desenho não equivale, por si só, à jornada do cliente. Enquanto o processo descreve o funcionamento da organização, a jornada registra o que o cliente faz, pensa e sente ao se relacionar com ela. Um exemplo apresentado pela Recíproka é a emissão de um boleto.

Internamente, a empresa pode cumprir as etapas de validação de dados, abertura de chamado e envio de segunda via. Para o cliente, a mesma sequência pode significar dificuldade para encontrar uma informação, espera e insegurança sobre o pagamento. A análise precisa relacionar essas duas perspectivas para identificar onde o fluxo operacional deixa de atender à necessidade de quem o utiliza.

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Esse diagnóstico compõe o as is, expressão que descreve a situação atual. O trabalho busca entender o que acontece de fato, inclusive os desvios, as repetições e as dificuldades que não aparecem no procedimento formal. Já o to be representa o desenho futuro: como a experiência deverá funcionar, considerando os perfis dos públicos, a Customer Vision e a viabilidade das mudanças.

Para Deusa Marcon, também sócia da Recíproka, a passagem entre esses dois momentos depende de colaboração entre áreas. Na avaliação da especialista, melhorar um ponto de contato isolado pode deixar intactas as dificuldades que surgem antes ou depois dele.

“A Customer Vision precisa aparecer nas escolhas do dia a dia. Se a empresa quer ser percebida como simples e confiável, é necessário traduzir isso em processos, comunicação e responsabilidades. O desenho futuro não pode ficar só no mapa: precisa indicar o que muda, quem participa e como será acompanhado”.

A experiência continua depois do desenho

Na proposta apresentada pela Recíproka, a implementação envolve definir prioridades, responsáveis e formas de acompanhamento, além de testar mudanças e ouvir novamente os clientes. Indicadores de satisfação, esforço e tempo de resolução podem ajudar a avaliar a entrega quando são analisados junto aos relatos e ao contexto de cada interação.

O entendimento dos públicos também orienta decisões sobre automação e contato humano. A abordagem diferencia situações previsíveis, que podem ser simplificadas ou resolvidas com autonomia, daquelas que exigem escuta e julgamento. O critério é o valor para o cliente e para o negócio, e não a adoção de uma ferramenta como fim em si mesma.

Para as especialistas, conhecer o cliente não se encerra na definição de um perfil, assim como redesenhar a experiência não termina na elaboração de um mapa. A revisão da jornada precisa acompanhar mudanças nas necessidades dos públicos e nas condições da operação. É essa continuidade que permite confrontar a experiência desejada com a efetivamente entregue e orientar novos ajustes.

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ABES-SP debate inovação e segurança hídrica na Fenasan 2026

Hub Saneamento ABES reunirá especialistas e profissionais para discutir desafios, compartilhar conhecimentos e apresentar soluções para o futuro do saneamento de 20 a 22 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo

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ABES-SP debate inovação e segurança hídrica na Fenasan 2026

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Seção São Paulo (ABES-SP) preparou uma programação especial para a Fenasan 2026, que será realizada de 20 a 22 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. No estande da entidade (ruas P13/P15), o Hub Saneamento ABES reunirá especialistas e profissionais para discutir desafios, compartilhar conhecimentos e apresentar caminhos para o desenvolvimento do saneamento no Brasil. A Fenasan é promovida pela Associação dos Engenheiros da Sabesp (AESabesp), em conjunto com o 37º Encontro Técnico AESabesp.

Com o tema "Conectando pessoas e saberes, transformando o saneamento", a programação da ABES-SP na feira inclui palestras, rodas de conversa, trilhas de conhecimento e atividades de interação com o público, abordando assuntos como universalização dos serviços, inovação, segurança hídrica, mudanças climáticas, reúso de água, drenagem, esgotamento sanitário, regulação, economia circular e formação profissional.

A abertura, no dia 20 de outubro, contará com a participação de Juliana Almeida Dutra, presidente nacional da ABES, e Nivaldo Rodrigues da Costa Júnior, presidente da ABES-SP. A palestra "Quem é a ABES e seu papel no saneamento" apresentará a atuação da entidade e sua contribuição para o desenvolvimento do setor.

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Ainda no primeiro dia, a programação contemplará debates sobre universalização, segurança e resiliência hídrica, normas técnicas, reúso de água e soluções desenvolvidas por empresas associadas. No final da tarde, o Pitch ABES abrirá espaço para que participantes apresentem ideias, experiências e propostas para o saneamento em até três minutos.

Segurança da água em pauta

No dia 21 de outubro, a Trilha de Conhecimento "Segurança da água: do manancial ao consumidor" discute a gestão de riscos em todo o sistema de abastecimento, desde a proteção dos mananciais até o ponto de consumo.

O encontro abordará temas como planos de segurança da água, controle de perdas, comunicação de riscos e participação dos diferentes atores envolvidos na garantia da qualidade e da segurança do abastecimento.

Ainda neste dia ocorrem debates sobre descarbonização, resiliência diante das mudanças climáticas, mobilização social, educação ambiental e soluções para drenagem urbana e manejo de águas pluviais.

Oportunidades para novos profissionais

No último dia da feira, 22 de outubro, o Diálogo do Saneamento "Carreiras no saneamento: onde estão as oportunidades para os novos profissionais?" colocará em discussão as perspectivas de atuação e os caminhos profissionais em um setor em transformação.

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Com a participação de representantes do Jovem Profissional do Saneamento (JPS) da ABES-SP e especialistas convidados, a atividade abordará novas competências, formação, empregabilidade e oportunidades diante das mudanças tecnológicas, ambientais e regulatórias que impactam o saneamento.

A quinta-feira também contará com discussões sobre economia circular nas estações de tratamento de esgoto, universalização do esgotamento sanitário, regulação tarifária e reúso potável.

A programação completa está disponível neste link.

Serviço:

Evento: ABES-SP na Fenasan 2026 – Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente

Data: de 20 a 22 de outubro de 2026

Local: Expo Center Norte – Pavilhões Verde e Vermelho

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo (SP)

Horário da feira: das 13h às 20h

Estande da ABES-SP: P13 + P15

Mais informações: fenasan.com.br

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