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Integração de sistemas redefine mercado de rastreamento

Especialista explica como plataformas conectadas ao ERP, gestão de pátio e seguradoras ajudam a evitar falhas e a fortalecer a competitividade no setor logístico.

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Integração de sistemas redefine mercado de rastreamento

O mercado brasileiro de rastreamento e monitoramento de ativos tem vivido um ponto de inflexão nos últimos anos, deixando de ser apenas uma atividade de transporte para se tornar uma operação baseada em dados. Com isso, a evolução do setor trouxe novos desafios, especialmente relacionados à densidade de informações geradas em tempo real. Nesse cenário, a integração entre plataformas passou de um diferencial competitivo para uma necessidade entre empresas que buscam eficiência e sustentabilidade econômica.

Segundo André Luiz Ota, CEO da Ikonn, empresa especializada em soluções de telemetria e rastreamento, o maior desafio enfrentado atualmente pelas companhias é o chamado "apagão de dados", causado por sistemas legados que não se comunicam. "Antigamente, o desafio era físico: deslocar a carga. Hoje, o desafio é informacional: como processar a densidade de dados gerada em tempo real? Quem busca o melhor sistema de rastreamento já entendeu que a ferramenta precisa ser capaz de filtrar o ruído e entregar apenas o que é decisivo para a operação", afirma.

Um relatório da Business Research Insights reforça essa tendência ao estimar que o mercado global de software de rastreamento deve dobrar nos próximos dez anos, passando de US$ 10,05 bilhões em 2026 para cerca de US$ 20,96 bilhões até 2035. O estudo aponta ainda que quase 48% das empresas já integram software de rastreamento de ativos com plataformas de ERP e inteligência de negócios (Analytics).

Para Ota, essa integração é vital para a sobrevivência econômica das operações. "Uma plataforma de rastreamento que opera isolada cria o que chamamos de ‘ilha de informação’. Quando o rastreamento não conversa com o ERP, o gestor precisa de intervenção manual para cruzar dados de faturamento com dados de entrega, o que gera erro humano e latência. Sem integração, a empresa sofre de uma obesidade operacional que drena a agilidade necessária para competir", avalia.

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Os impactos de uma operação não integrada são significativos. De acordo com o executivo, além do aumento invisível do custo operacional, há também uma perda de produtividade causada pela falta de sincronia entre sistemas. "Estimo que operações desintegradas percam até 20% de sua capacidade produtiva apenas na falha de sincronia entre sistemas", identifica.

Na prática, integrar sistemas como ERP, gestão de pátio e plataformas de rastreamento significa criar uma "Única Fonte da Verdade", eliminando a necessidade de planilhas paralelas e garantindo previsibilidade ao cliente final. "Se um sensor de abertura de baú é acionado, essa informação deve atualizar instantaneamente o status da nota fiscal no ERP e liberar o gate no sistema de pátio. É a automação da confiança", informa Ota.

O papel dos sistemas de rastreamento dentro de uma operação logística moderna também mudou. O executivo ressalta que eles deixaram de ser acessórios de segurança para se tornarem o "cérebro" da operação, fornecendo dados de alta fidelidade que alimentam todo o ecossistema. "Uma plataforma de rastreamento moderno não apenas localiza, mas também analisa o comportamento do motorista, a saúde do motor e o cumprimento de metas de tempo, fornecendo a inteligência de base necessária para que todas as outras ferramentas possam operar com precisão", explica.

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Além da eficiência operacional, Ota enfatiza que a integração de sistemas pode impactar diretamente o valor de mercado das empresas. "Uma operação que utiliza a melhor plataforma de rastreamento integrada ao seu ecossistema gera o que chamamos de Arquitetura Focada em Equity. Na prática, você está construindo um ativo digital proprietário. A integração não apenas corta custos, como também valoriza o patrimônio para uma futura fusão ou venda".

O especialista alerta ainda para o erro mais comum cometido por gestores ao escolher uma plataforma de rastreamento: optar por ecossistemas fechados. "O maior erro é construir um castelo em terreno alugado. Muitos optam por plataformas que parecem completas, mas que não oferecem soberania sobre os dados. A melhor plataforma deve ser agnóstica e aberta, permitindo que o empresário dite o ritmo da sua própria inovação", salienta.

Diante desse quadro, a Ikonn mantém uma área dedicada à análise de tendências e desenvolvimento de novas tecnologias, aplicando os insights diretamente em sua plataforma corporativa. "Nossa arquitetura é Cloud-Native e desenhada para ser um camaleão tecnológico, facilitando a integração via APIs robustas com qualquer ERP ou sistema de gestão do mercado. Aplicamos o conceito de Zero-Bloat Engineering para garantir que nossa plataforma seja leve, rápida e estável, independentemente da escala", conclui.

Para saber mais, basta acessar: http://www.ikonn.com.br

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Exposição a ruídos acende alerta para perda auditiva

Em crianças e adolescentes, a perda auditiva pode comprometer aprendizagem e desenvolvimento de linguagem, afetando desempenho escolar e socialização.

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O hábito de passar horas por dia com fones de ouvido, som alto e exposição constante a ambientes ruidosos está ampliando o risco entre a população jovem. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de jovens adultos no mundo podem desenvolver perda auditiva permanente e evitável por práticas de escuta inseguras, como volume elevado em fones e ruído intenso no cotidiano.

No Brasil, o tema é ainda mais sensível porque há forte subdiagnóstico. A perda auditiva atinge pelo menos 10 milhões de brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas muitos casos não são reconhecidos ou avaliados a tempo, o que torna o problema maior do que os números capturam oficialmente.

"O jovem costuma achar que perda auditiva é assunto de idoso, mas a escuta insegura está antecipando esse risco. O dano pode começar de forma discreta e ir se acumulando sem que a pessoa perceba, até que o impacto se torne permanente", afirma Erica Bacchetti, fonoaudióloga e gerente de Audiologia da AudioNova.

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A OMS projeta que, até 2050, quase 2,5 bilhões de pessoas terão algum grau de perda auditiva e mais de 700 milhões deverão precisar de reabilitação auditiva. Além do impacto em saúde e qualidade de vida, o custo social é relevante: a perda auditiva não tratada gera um ônus estimado em US$ 980 bilhões por ano para a economia global, refletindo efeitos em produtividade, educação, inclusão e bem-estar.

"Quando a audição piora, não é só a ‘capacidade de ouvir’ que cai. A compreensão de fala, a interação social e o desempenho em atividades do dia a dia também são afetados. E isso pode ter repercussões na vida escolar, no trabalho e na saúde mental", explica Erica.

Impactos que vão além da audição

Em crianças e adolescentes, a perda auditiva pode comprometer aprendizagem e desenvolvimento de linguagem, afetando desempenho escolar e socialização. Em adultos, pode reduzir produtividade e participação social. Já em idosos, estudos associam perda auditiva ao declínio cognitivo e ao agravamento de quadros de demência. Justamente por isso, o foco em jovens é estratégico: reduzir exposição hoje diminui riscos acumulados ao longo da vida.

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"Cuidar da audição precisa virar hábito de saúde preventiva, como acompanhar pressão, glicemia ou colesterol. A diferença é que, quando o dano auditivo se consolida, muitas vezes ele é irreversível", alerta a fonoaudióloga.

Como reduzir o risco no dia a dia:

  • Baixar o volume e evitar usar o som no máximo, especialmente por longos períodos;
  • Fazer pausas ao longo do dia; exposição contínua é mais agressiva do que picos curtos;
  • Em ambientes ruidosos (academia, transporte público, rua), preferir fones que isolem o ruído, para não "compensar" aumentando o volume;
  • Atenção aos sinais: zumbido, tontura, dificuldade de entender palavras e fadiga auditiva;
  • Procurar avaliação: a audiometria pode entrar na rotina, sobretudo se houver sintomas.

"A audiometria deveria entrar na rotina, assim como outros exames preventivos. Quanto antes o jovem ajustar hábitos de escuta e buscar avaliação diante de sinais como zumbido e dificuldade de compreensão, maior a chance de evitar danos permanentes e preservar qualidade de vida no longo prazo", conclui Bacchetti.

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