BRASÍLIA

Notícias Corporativas

BESS vira infraestrutura estratégica no Brasil

Sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS) deixam de ser conceito futuro e passam a ser considerados infraestrutura essencial no Brasil. O Ministério de Minas e Energia anuncia o primeiro leilão de reserva de capacidade para BESS, enquanto estudos da EPE recomendam projetos regionais. Dados da IEA e BloombergNEF apontam crescimento global acelerado, reforçando a importância do armazenamento para a estabilidade da rede elétrica.

Publicado em

BESS vira infraestrutura estratégica no Brasil

Os sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS) passaram a integrar o debate sobre segurança, flexibilidade e modernização do setor elétrico brasileiro. O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou a realização do primeiro Leilão de Reserva de Capacidade voltado especificamente a projetos BESS, com o objetivo de contratar potência que possa armazenar energia e liberá‑la sob demanda, contribuindo para a estabilidade do fornecimento.

A iniciativa ocorre simultaneamente ao avanço do planejamento técnico do setor. Em estudo divulgado em janeiro de 2026, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recomendou a implantação de um sistema BESS de 100 MW/200 MWh no Acre, conectado à Subestação Cruzeiro do Sul, como alternativa de melhor desempenho técnico‑econômico para ampliar a confiabilidade do suprimento regional. O documento destaca a capacidade de resposta rápida a contingências, a operação formadora de rede e a prestação de serviços ancilares.

No âmbito internacional, a Agência Internacional de Energia (IEA) estima que a capacidade global de armazenamento precise crescer seis vezes até 2030, com as baterias respondendo por cerca de 90% desse aumento. Dados da BloombergNEF apontam que, em 2025, as adições anuais de armazenamento ultrapassaram 100 GW, consolidando uma nova escala para a tecnologia. A consultoria projeta continuidade de crescimento impulsionada pela demanda por estabilidade de rede, integração de renováveis e necessidade de energia firme.

Leia Também:  Especialistas debatem futuro do turismo de saúde brasileiro

No Brasil, a expansão da geração solar e eólica aumenta a complexidade do sistema, exigindo recursos capazes de lidar com variações de produção ao longo do dia. O BESS permite armazenar energia em períodos de maior disponibilidade e entregá‑la quando a demanda ou a vulnerabilidade da rede exigem, reduzindo perdas e apoiando a operação em horários críticos.

Gabriella Reigada, CEO da SecPower, afirma que "a principal mudança é que o armazenamento deixou de ser visto apenas como tecnologia de futuro. Ele passa a ser uma ferramenta concreta de planejamento energético, continuidade operacional e segurança para setores que não podem ficar vulneráveis à instabilidade do fornecimento". Segundo a empresa, o mercado de BESS ainda depende da definição de diretrizes regulatórias e de modelos de negócio viáveis para transformar o debate em projetos efetivos.

Apesar da sinalização governamental, o setor ainda acompanha a publicação das diretrizes específicas para o leilão. Em artigo publicado no Canal Solar, Heber Galarce, presidente do INEL, avalia que a qualidade e o prazo das diretrizes serão decisivos para que o processo avance com previsibilidade, segurança jurídica e condições adequadas de competição.

Leia Também:  Alemanha ocupa a 8ª posição em ranking global de inovação

A tendência global indica que o armazenamento ocupará espaço crescente nas decisões de infraestrutura energética. Para setores como data centers, telecomunicações, hospitais, indústrias e projetos de energia renovável, a adoção de BESS deixa de ser apenas uma questão regulatória e passa a integrar a estratégia de segurança energética, reduzindo riscos financeiros, operacionais e reputacionais.

Em síntese, a consolidação do BESS no Brasil dependerá de três fatores principais: avanço regulatório, desenvolvimento de modelos de negócio sustentáveis e capacidade técnica para projetar, integrar e operar sistemas de armazenamento com segurança. O movimento já demonstra que o armazenamento de energia deixou de ser tema de futuro e passou a integrar o presente da infraestrutura elétrica.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Notícias Corporativas

Concurso da PM-SP abre inscrição para Oficial em junho

A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM-SP) publicou o edital do concurso para o cargo de Oficial (Cadete PM), com inscrições abertas de 1º de junho a 15 de julho de 2026 pelo site da Fundação Vunesp. O certame exige nível médio completo, possui taxa de inscrição de R$ 200 e oferece prazos específicos para pedidos de isenção ou redução do valor no início de junho.

Published

on

By

Concurso da PM-SP abre inscrição para Oficial em junho

A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM-SP) publicou o edital para o concurso público que visa o preenchimento de vagas para o cargo de Cadete PM (Oficial). Organizado pela Fundação Vunesp, o certame terá o período de inscrições aberto a partir das 10h do dia 1º de junho de 2026, estendendo-se até as 23h59 de 15 de julho de 2026 (horário de Brasília). A taxa de participação foi fixada em R$ 200. A seleção busca atrair candidatos para a carreira oficial da corporação, com exames previstos para ocorrer em diversas regiões do estado.

Para concorrer às vagas, os interessados devem realizar a inscrição exclusivamente por meio do site oficial da banca organizadora. Aqueles que não tiverem acesso particular à internet poderão utilizar os computadores das unidades físicas do Poupatempo, por meio do setor Poupatempo Digital, garantindo a democratização do acesso ao processo seletivo.

Etapas de inscrição no concurso da PM SP

Durante o processo de inscrição no portal da Vunesp, o candidato deverá preencher a ficha cadastral com os dados solicitados pela banca. É necessário escolher o município de preferência para a realização dos Exames de Conhecimentos, além de selecionar o idioma da prova de língua estrangeira, com opções entre inglês e espanhol.

Após o preenchimento dos dados, o sistema gerará a guia de pagamento da taxa de R$ 200, que poderá ser quitada via boleto bancário, Pix ou QR Code. Embora as inscrições se encerrem em 15 de julho, o pagamento da taxa poderá ser efetuado até o primeiro dia útil subsequente ao término do prazo regulamentar.

Leia Também:  Venda de veículos usados tem aumento de 10,9% no mês de agosto

Isenção e redução de 50% da taxa de inscrição

O edital da PM de São Paulo prevê o benefício de isenção total da taxa para candidatos que comprovarem ser doadores de sangue oficiais, com no mínimo três doações realizadas em um período de 12 meses. O pedido deve ser acompanhado pelo envio digital do comprovante emitido pela entidade coletora oficial no momento da inscrição.

Haverá também o direito à redução de 50% do valor da taxa para quem cumular as condições de ser estudante regularmente matriculado e comprovar remuneração mensal inferior a dois salários mínimos ou condição de desemprego. O prazo para solicitar tanto a isenção quanto o desconto começará às 14h do dia 1º de junho e terminará às 23h59 do dia 5 de junho de 2026.

Divulgação dos resultados e próximos passos

O resultado dos pedidos de benefício de isenção ou redução de taxa será publicado a partir de 10 de junho de 2026. A divulgação ocorrerá de forma simultânea no Diário Oficial do Estado de São Paulo, no Portal de Concursos Públicos do Estado e no site da própria organizadora do certame.

Os candidatos aprovados nesta etapa inicial e que tiverem as inscrições homologadas deverão seguir o cronograma oficial para a realização das provas escritas. A carreira de Oficial da Polícia Militar exige nível médio completo e oferece progressão funcional dentro da estrutura da segurança pública paulista.

A carreira do Oficial da Polícia Militar

A carreira de Oficial da Polícia Militar de São Paulo tem início no cargo de Cadete PM, integrante do Quadro de Oficiais de Estado-Maior (QOEM). No edital de 2026, foram ofertadas 200 vagas, com remuneração inicial de R$ 5.460,65, valor que inclui padrão salarial, Regime Especial de Trabalho Policial (RETP) e adicional de insalubridade.

Leia Também:  Compromisso com sustentabilidade alavanca crescimento das cleantechs

Após a posse, os aprovados ingressam no Curso de Formação de Oficiais (CFO), realizado na Academia de Polícia Militar do Barro Branco. A formação é voltada para Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública e prepara os futuros Oficiais para atividades de comando, gestão de pessoas e administração de processos relacionados à preservação da ordem pública, à polícia ostensiva e à polícia judiciária militar. O curso também enfatiza a atuação baseada nos direitos humanos e na filosofia de polícia comunitária.

Para participar do concurso, é necessário ser brasileiro, ter idade mínima de 17 anos e máxima de 30 anos, além de ensino médio completo. A seleção também exige aptidão física, condições adequadas de saúde física e mental, perfil psicológico compatível com a função e conduta social ilibada.

A progressão na carreira ocorre de forma gradual. Após a conclusão do CFO, o Cadete PM é promovido ao posto de Aspirante a Oficial PM. Em seguida, após estágio administrativo-operacional e permanência mínima de um ano como Aspirante, o militar poderá ser promovido, por merecimento intelectual, ao posto de Primeiro-Tenente PM, consolidando uma trajetória profissional marcada por liderança, responsabilidade e evolução dentro da segurança pública paulista.

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI