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EUA x China pode motivar ciberespionagem na América Latina

ESET identificou 90% dos alvos do FamousSparrow na região entre meados de 2025 e 2026; Brasil não aparece na campanha recente, mas já esteve entre os países atingidos pelo grupo.

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EUA x China pode motivar ciberespionagem na América Latina

A crescente disputa entre China e Estados Unidos por influência na América Latina pode estar se estendendo ao campo da ciberespionagem. Uma nova investigação da ESET identificou que o FamousSparrow, grupo de cibercriminosos ligado à China, passou a concentrar quase todas as suas operações recentes na região: entre meados de 2025 e 2026, 90% dos alvos registrados pela empresa estavam em países latino-americanos.

Desde agosto de 2025, o grupo vem usando uma nova ferramenta de espionagem digital, chamada SparroWocky, contra entidades governamentais da Argentina, Equador, Guatemala, Honduras, Panamá, Peru, Porto Rico e Venezuela. Para a ESET, a escolha dos alvos demonstra um padrão e é possível que a operação possa ter como objetivo acompanhar decisões de governos locais em um momento de maior pressão dos Estados Unidos sobre a região e de risco para investimentos estratégicos chineses.

"A ciberespionagem permite acompanhar movimentos políticos e econômicos antes que eles se tornem públicos. Ao acessar documentos, comunicações e redes governamentais, um grupo pode antecipar mudanças regulatórias, negociações e decisões sobre ativos estratégicos. O que chama atenção nessa campanha é justamente a combinação entre o perfil das vítimas, o momento geopolítico e a concentração inédita de alvos na América Latina", explica Jonathan Ramos, pesquisador de segurança da ESET Brasil.

Governos e ativos estratégicos no centro da disputa

A ESET relaciona a mudança de foco do FamousSparrow à retomada mais agressiva dos interesses norte-americanos na América Latina durante o segundo mandato de Donald Trump. Ao mesmo tempo, a China acumulou, ao longo da última década, investimentos em setores como energia, mineração e telecomunicações, áreas que ganharam peso na competição entre as duas potências.

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Um dos casos analisados reforça essa hipótese. No Panamá, uma das entidades atacadas estava diretamente envolvida na disputa em torno de dois importantes portos na área do Canal do Panamá, até então operados por uma empresa sediada na China. A concessão havia sido questionada pelo governo panamenho no início de 2025. Para a equipe de pesquisa, é provável que a operação buscasse obter informações antecipadas sobre as intenções das autoridades locais.

"Esse tipo de operação não busca necessariamente causar uma interrupção imediata ou tornar o ataque visível. O valor está em observar silenciosamente: saber como um governo pretende agir, quais empresas serão afetadas, que acordos estão em negociação e como um país responderá às pressões externas. Em cenários como esse, informação estratégica pode se transformar em vantagem política e econômica", afirma Ramos.

Por que o alerta também importa ao Brasil

O Brasil não aparece entre os países atingidos pela campanha atual com o SparroWocky, mas já esteve entre os alvos do próprio FamousSparrow. Em 2021, uma investigação da ESET identificou vítimas do grupo no país, além de organizações governamentais e privadas em outras partes do mundo. Naquele período, os criminosos exploravam falhas conhecidas em sistemas expostos à internet para entrar nas redes e manter acesso aos ambientes comprometidos.

O histórico ganha relevância diante da posição do Brasil nas relações entre China e Estados Unidos e da importância do país em setores disputados pelas duas potências, como energia, mineração, infraestrutura e telecomunicações. Embora não exista evidência de uma nova vítima brasileira, a concentração regional indica que decisões tomadas por governos e empresas latino-americanas passaram a despertar maior interesse de grupos de espionagem.

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"Não há indicação de que o Brasil faça parte desta campanha recente, e essa distinção é importante. Ao mesmo tempo, o grupo já atuou no país e agora demonstra uma prioridade clara pela América Latina. Isso significa que órgãos públicos e organizações que participam de setores estratégicos precisam considerar a ciberespionagem como um risco de negócio e de Estado, não apenas como um problema técnico", destaca Ramos.

Uma ferramenta criada para observar sem ser percebida

O SparroWocky funciona como uma porta de entrada secreta no computador comprometido. Depois de instalado, permite aos invasores executar comandos, localizar e retirar arquivos, capturar telas e coletar informações sobre a rede e os usuários. Também foi desenvolvido para dificultar sua identificação por ferramentas de segurança e pode receber novas funções durante a operação.

Para reduzir a exposição, a ESET recomenda manter atualizados os sistemas acessíveis pela internet, mapear serviços externos, adotar autenticação multifator em contas sensíveis, limitar privilégios administrativos, segmentar redes e monitorar comportamentos incomuns. Em ataques voltados à espionagem, pequenas alterações — como a criação de serviços, conexões externas inesperadas ou movimentação entre máquinas — podem ser os primeiros sinais de uma presença silenciosa.

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Thales apresenta estrutura global para proteger organizações críticas contra ataques de IA de fronteira

 A Thales acredita que os modelos de IA de fronteira exigem uma revolução no ritmo da defesa cibernética: embora os fundamentos da cibersegurança continuem válidos, eles agora precisam ser executados na velocidade da máquina, sem jamais abrir mão do julgamento humano nas decisões cruciais.Hoje, a Thales apresentou uma estrutura de ponta a ponta para ajudar organizações críticas a combater uma nova geração de ameaças cibernéticas, abrangendo segurança de aplicações, detecção e resposta, uma plataforma global de defesa cibernética, avaliação contínua e resiliência de ativos críticos.À medida que adversários atacam, se adaptam e se multiplicam na velocidade da máquina, simplesmente acumular ferramentas isoladas já não é suficiente. A Thales posiciona a defesa automatizada e impulsionada por IA, sob supervisão humana, como uma evolução essencial da defesa cibernética.

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Durante o Thales Cyber ​​Summit, realizado em Paris (França), a Thales apresentou hoje uma resposta global aos desafios criados pelos modelos de IA de fronteira. A capacidade de raciocínio, a autonomia e a escala desses sistemas de ponta superam em muito as gerações anteriores, podendo acelerar a descoberta de vulnerabilidades, o desenvolvimento de exploits e a execução de ataques cibernéticos na velocidade da máquina. Isso marca uma mudança na IA: de uma ferramenta que auxilia humanos para uma que atua de forma autônoma, remodelando o cenário de ameaças para as organizações, especialmente para aquelas que operam sistemas críticos.

Este comunicado de imprensa inclui multimédia. Veja o comunicado completo aqui: https://www.businesswire.com/news/home/20261001973525/pt/

©Thales

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“Os modelos de IA de fronteira representam um novo ponto de inflexão para a cibersegurança. O desafio não é apenas tecnológico; trata-se de ajudar as organizações a agir antes que os riscos se materializem, compreender as implicações, avaliar sua exposição e, caso um ataque ainda assim tenha sucesso, garantir resiliência e rápida recuperação. Ao combinar tecnologias avançadas com serviços estratégicos e operacionais de cibersegurança, nossa ambição é fornecer aos clientes os insights, a expertise e o suporte contínuo necessários para navegar nessa nova realidade com confiança”, afirmou Philippe Vallée,vice-presidente executivo de Cibersegurança e Identidade Digital da Thales.

A Thales acredita que a combinação de tecnologia avançada e conhecimento humano é essencial para interpretar ameaças emergentes, compreender a exposição, tomar decisões informadas e traduzi-las em ações operacionais eficazes. A tecnologia por si só não será suficiente para enfrentar essa mudança, uma vez que as capacidades evoluem à velocidade das máquinas.

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Ajudar os clientes a passar de medidas reativas para um modelo de resiliência continuamente testado

Esta estrutura liderada por serviços está estruturada em torno de cinco blocos de construção interconectados: proteção do ambiente de aplicações, detecção e resposta aprimoradas por IA, uma plataforma convergente de defesa cibernética, testes contínuos e avaliação de risco, e a proteção e resiliência de ativos críticos. Sua força não está em um único componente, mas na interligação automatizada entre eles, permitindo que informações sobre ameaças, vulnerabilidades, exposição, detecção, remediação e prova de eficácia circulem continuamente por toda a cadeia.

Parcerias estratégicas com fornecedores líderes de tecnologia

A Thales trabalha com fornecedores líderes de tecnologia para aprimorar a avaliação e mitigação de ameaças cibernéticas avançadas potencializadas por IA. Por meio de um único parceiro confiável, os clientes obtêm acesso privilegiado a recursos de IA de última geração projetados especificamente para segurança cibernética.

Como membro do programa Fairwind, do Google, a Thales permitirá que indústrias críticas se beneficiem das mais recentes inovações do Google em IA aplicada à cibersegurança, incluindo Gemini 3.8 Flash Cyber ​​e a ferramenta CodeMender.

Para saber mais sobre a abordagem global da Thales para combater ataques de modelos de IA de fronteira, acesse esta página. Segurança cibernética para modelos de IA de fronteira | Serviços de segurança cibernética | Thales

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Sobre a Thales

A Thales (Euronext Paris: HO) é líder global em tecnologias avançadas para os setores de Defesa, Aeroespacial e Cibernético e Digital. Seu portfólio de produtos e serviços inovadores ajuda a enfrentar diversos desafios importantes: soberania, segurança, sustentabilidade e inclusão.

O Grupo aloca € 4,5 bilhões por ano em pesquisa e desenvolvimento em áreas-chave, particularmente em ambientes críticos, como tecnologias de inteligência artificial, segurança cibernética, computação quântica e na nuvem. A Thales tem mais de 85.000 funcionários em 65 países. Em 2025, o Grupo gerou vendas de € 22,1 bilhões.

Imagens recentes da Thales e suas atividades de Defesa, Aeroespacial, e Cibernética e Digital podem ser encontradas na biblioteca de mídia da Thales. Para solicitações específicas, contate a equipe de relações com a imprensa.

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Thales, Relações com a Mídia

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Marion Bonnet

+33 (0) 6 60 38 48 92

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Fonte: BUSINESS WIRE

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