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Geração Z impulsiona compra da casa própria no DF

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Mais de 51% dos compradores de apartamentos no primeiro semestre de 2026 tinham entre 18 e 30 anos, segundo dados da MRV. Em 2022, esse percentual era de 24%

Geração Z quer estabilidade e independência. Dados levantados pela MRV, construtora presente em 22 estados e 80 cidades do Brasil, revelam que mais de 54% das pessoas que compraram apartamentos no primeiro semestre de 2026, em todo o país, têm entre 18 e 30 anos. No mesmo período de 2025, esse percentual era de 50%, ante 44% em 2024.

Enquanto a mudança foi gradual no Brasil, no Distrito Federal ela ocorreu de forma mais acentuada. De 2022 para 2026, a companhia nota um salto percentual de 24% para 51% de compradores com menos de 30 anos. Entre as principais explicações para esse movimento, estão a busca por estabilidade financeira, investimento e o desejo de sair do aluguel.

Dados da MindMiners sobre o comportamento dos jovens adultos no país, divulgados em março deste ano, revelam que a maioria da geração Z adulta se preocupa em guardar dinheiro (67%) e tem estabilidade financeira como principal meta de vida (52%). Dos 4 mil respondentes entre 18 e 29 anos, mais de 23% estão em busca de moradia independente.

Para Fernanda Reginatto, gestora comercial da MRV, o crescimento desse público na região se explica pela combinação de uma tendência geracional com características locais. O Distrito Federal está entre os maiores PIBs do país e também apresenta alguns dos maiores índices de interesse na compra de imóveis, segundo o Índice de Demanda Imobiliária, desenvolvido pelo Ecossistema Sienge e CV CRM, com metodologia do Grupo Prospecta e em parceria com a CBIC.

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A executiva explica ainda que os compradores mais jovens chegam mais informados e em busca de um estilo de vida independente e estável. “Quando comparamos os valores dos aluguéis nos principais centros urbanos com as parcelas de financiamento, especialmente considerando as facilidades oferecidas pelos programas habitacionais, entendemos melhor esse movimento. Se a renda vai ser comprometida, que seja em algo que una moradia e construção de um patrimônio. Além da independência, o imóvel tende a se valorizar ao longo do tempo e pode representar segurança financeira, estabilidade e até uma fonte de renda extra no futuro”, explica.

Em resposta a esse movimento, a MRV vem adaptando o perfil de seus empreendimentos às novas demandas dos compradores. No Distrito Federal, os próximos residenciais da construtora já devem contar com itens como espaços para home office, bicicletário, espaço zen, academia, piscina, gazebo, churrasqueira, playground e salão de festas. Além disso, as localizações são definidas de forma estratégica, em áreas próximas a centros comerciais e de serviços. Segundo Fernanda, o próximo lançamento da companhia em Samambaia, o Torres do Parque, já segue essa proposta.

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“O empreendimento tem entrada facilitada e conta com subsídios municipais de até R$ 55 mil, conforme a faixa de renda do comprador. A proposta é ampliar o acesso à moradia e atender esse público com uma solução mais viável financeiramente, sem abrir mão de uma estrutura alinhada às novas demandas de consumo e de moradia”, conta.

O empreendimento conta com 245 unidades habitacionais, com valor médio de R$316 mil. Todos os apartamentos se enquadram nas faixas 3 e 4 do programa Minha Casa, Minha Vida e possuem entrada facilitada e parcelamento direto com a construtora.

Sobre a MRV

Com 46 anos de mercado e o propósito de construir sonhos que transformam o mundo, a MRV é uma das cinco empresas que compõem o grupo MRV&CO. É considerada a maior construtora e incorporadora da América Latina, tendo como foco empreendimentos residenciais econômicos, com preços acessíveis para um público que busca o sonho da casa própria. A companhia já entregou mais de 550 mil chaves. Hoje, mais de 1,8 milhão de pessoas vivem em um imóvel construído pela MRV. Acesse e conheça mais sobre a companhia: www.mrv.com.br.

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Fadiga severa em mulheres pode indicar doença hepática rara

Considerada o sintoma mais incapacitante da colangite biliar primária, doença rara e progressiva, exaustão extrema que não melhora com o sono afeta até 80% das mulheres com a condição e atrasa o diagnóstico precoce

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A exaustão extrema em mulheres pode acabar frequentemente sendo relativizada e atribuída ao estresse ou à menopausa. No entanto, quando esse esgotamento se torna persistente, pode sinalizar a colangite biliar primária (CBP), uma doença autoimune e crônica que ataca os pequenos canais que conduzem a bile dentro do fígado e pode evoluir para cirrose. Embora prevaleça em mulheres de 55 a 75 anos, a enfermidade acende um alerta ao surgir na faixa dos 35 aos 55 anos. Segundo a hepatologista Liliana Mendes, o impacto nessa fase é ainda mais avassalador, pois coincide com o auge da atividade profissional, cuidados com filhos e a gestão de múltiplos projetos pessoais.

O grande desafio da CBP está em sua natureza silenciosa e na falta de especificidade dos sintomas iniciais, frequentemente confundidos com ansiedade ou depressão. "Muitas mulheres passam longos períodos assintomáticas, descobrindo a patologia de forma incidental por meio de alterações em exames laboratoriais de rotina, como a elevação da enzima fosfatase alcalina", esclarece a especialista. No momento do diagnóstico, 60% das pessoas com a doença estão assintomáticas.

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O sintoma mais comum e limitante da doença é a fadiga, que afeta até 80% das pessoas. Diferente do cansaço comum, ela não tem ligação com o esforço físico e é refratária ao repouso, persistindo mesmo após uma boa noite de sono. Liliana pontua que esse peso afeta o bem-estar de forma tridimensional: fisicamente, uma vez que reduz a força para tarefas simples; mentalmente, porque prejudica a cognição com lapsos de memória e concentração; e emocionalmente, pois gera frustração, ansiedade e isolamento – impactando diretamente o trabalho e os relacionamentos.

Além da exaustão, as manifestações clínicas da CBP costumam incluir o prurido – coceira intensa que ocorre sem lesões visíveis na pele, piora à noite e compromete a qualidade do sono –, secura nos olhos e na boca, e a associação com outras condições autoimunes, como problemas na tireoide ou artrite. A especialista ressalta que, embora possa estar associada a outras doenças, a CBP exige um cuidado adequado específico (que permite maior controle da doença) e não deve ser vista apenas como consequência de outros problemas. "Atualmente, o Brasil já conta com uma terapia específica, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), capaz de retardar a progressão da doença, melhorar o prurido e a fadiga e garantir mais qualidade de vida", reforça a médica.

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Conscientização e o diagnóstico precoce são pontos que mudam o desfecho clínico. "A maioria das mulheres alcança um excelente prognóstico e evita a progressão das lesões hepáticas se a intervenção ocorrer cedo. Sintomas persistentes não devem ser normalizados. Enfrentar fadiga crônica ou coceira inexplicável por vários meses é um indicativo mandatório para investigar a saúde do fígado e assegurar a preservação da autonomia e da qualidade de vida", finaliza a hepatologista.

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