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Comissão de Governança Indígena do REM MT aprova edital e curso superior para formação de agentes ambientais indígenas em Mato Grosso

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Decisões importantes marcaram o encontro da governança indígena, que avança na agenda estratégica da fase II

Membros da Comissão de Governança Indígena do Subprograma Territórios Indígenas do REM MT – Foto: Fernanda Fidelis/Programa REM MT

 

Entre os dias 17 e 20 de março de 2026, foi realizada a 17ª Reunião da Comissão de Governança Indígena do Subprograma Territórios Indígenas do Programa REM MT, com participação de lideranças indígenas e representantes do poder público para discutir estratégias e definir encaminhamentos da fase II do programa.

 

O encontro teve como principais deliberações a aprovação da minuta do edital para o chamamento de projetos da segunda fase e a validação da proposta de curso superior tecnólogo em Gestão Ambiental para formação de agentes ambientais indígenas, em parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

 

Participaram da reunião representantes das regionais indígenas do Xingu, Norte, Cerrado/Pantanal, Médio Araguaia, Noroeste, Vale do Guaporé e Xavante, além de lideranças da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT) e da Organização das Mulheres Indígenas de Mato Grosso (Takiná).

 

Também estiveram presentes instituições públicas que integram a comissão de governança, tais como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

 

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CURSO PARA AGENTES AMBIENTAIS INDÍGENAS

 

Um dos destaques da reunião foi a elaboração e aprovação da proposta de curso superior tecnológico voltado à formação de agentes ambientais indígenas. Desenvolvido em parceria com a Unemat, o curso terá duração de dois anos, com abordagem teórica e prática, e com previsão inicial de 30 alunos por turma.

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A iniciativa foi debatida no âmbito do Eixo 3 do Subprograma Territórios Indígenas, que trata do fortalecimento da gestão territorial e ambiental, e recebeu contribuições das lideranças indígenas e, posteriormente, foi aprovada pela governança. A proposta visa fortalecer a autonomia dos povos indígenas na proteção de seus territórios, aliando conhecimento tradicional e formação técnica.

 

EDITAL DA FASE II É APROVADO

 

Outro avanço importante foi a aprovação do edital para seleção de projetos da fase II do Programa REM MT. O edital prevê investimento total de aproximadamente R$ 8,7 milhões, com definição de linhas temáticas, critérios de participação e etapas de seleção.

 

O Programa REM MT apresentou apenas as informações gerais do edital, em respeito ao princípio da isonomia, previsto no art. 5º da Constituição Federal, garantindo a democratização do acesso aos editais e abrindo espaço para receber contribuições e o esclarecimento de dúvidas.

 

Também foram discutidos mecanismos de apoio às organizações indígenas, incluindo mentorias para elaboração de propostas, ampliando as oportunidades de acesso aos recursos. Foi deliberada a destinação de recursos específicos para iniciativas estratégicas, incluindo o fortalecimento institucional de organizações indígenas.

 

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AVALIAÇÃO DA FASE I E NOVOS ENCAMINHAMENTOS

 

A programação ainda incluiu a avaliação das ações e dos projetos apoiados na fase I do programa, com apresentação dos resultados alcançados e dos critérios utilizados pela equipe técnica. Também foi discutido e aprovado o Regimento Interno da comissão.

 

Já na pauta sobre a fase II, a comissão fez contribuições e propostas para os três eixos temáticos que serão trabalhados pelo Subprograma Territórios Indígenas na fase II, que são: Fortalecimento do Movimento Indígena; Deliberação e Governança e Fortalecimento da Gestão Territorial e Ambiental dos Povos Indígenas.

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Outro ponto abordado foi a integração de ações voltadas ao manejo integrado do fogo, com a participação do Batalhão de Emergências Ambientais de Mato Grosso (BEA). Ao final do encontro, a governança recebeu informações sobre os projetos sociais do Governo do Estado (Setasc), sobre o Programa MT Produtivo (Seaf) e sobre programas jurisdicionais de REDD+ (Sema).

 

CONHEÇA O REM MT

 

O Programa REM MT é uma premiação dos governos da Alemanha e do Reino Unido, por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), ao Estado de Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento.

 

Na fase I, entre 2022 e 2025, o Programa REM MT apoiou 155 projetos, beneficiando 131 organizações sociais, entre elas, 104 associações ou cooperativas. Os projetos abrangem os três biomas de Mato Grosso: Amazônia, Cerrado e Pantanal.

 

Dentre os resultados alcançados, destacam-se as mais de 500 aldeias atendidas, onde vivem 43 povos indígenas, os 108 municípios mato-grossenses beneficiados, as mais de 44 mil pessoas atendidas e os 160 mil hectares de desmatamento evitados em Mato Grosso por meio da atuação do REM MT, nos anos de 2021 e 2022.

 

O Programa REM MT é coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e tem como gestor financeiro a Fundação Amazônia Sustentável (FAS). Para sugestões, reclamações ou esclarecimentos, fale com a ouvidoria da SEMA pelo telefone: 0800 065 3838 ou (65) 99321-9997 (WhatsApp).

Fonte: Programa REDD Early Movers Mato Grosso (REM MT)/Priscila Soares

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Programa da JBS leva profissionais de Goiás ao exterior para desenvolvimento de carreira

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Programa de educação corporativa na Austrália integra idioma, cultura e rotina industrial para fortalecer o Global Talent que, há 10 anos, desenvolve profissionais para as operações da companhia no exterior

Goiânia, 07 de maio de 2026 – O que começou com uma mudança do interior do Piauí para Goiás, em busca de trabalho, hoje se transforma em uma experiência internacional. A colaboradora Fernanda Machado, da unidade da JBS em Mozarlândia (GO), é uma das 30 profissionais da área de produção selecionadas em toda a companhia para a English Academy, iniciativa que combina ensino do idioma, adaptação cultural e experiência prática na indústria.

A escola está localizada em Dinmore, Ipswich, no estado de Queensland. O programa de imersão pode durar até 12 meses, dependendo do progresso de cada aluno. As aulas são presenciais, com carga horária de 20 horas semanais, e têm foco no vocabulário técnico da indústria de alimentos e no contexto cultural australiano.

Os materiais didáticos foram desenvolvidos internamente, em conformidade com o Australian Education Services for Overseas Students (ESOS) Framework, e aprovados pela Australian Skills Quality Authority, órgão regulador nacional do setor de educação e treinamento vocacional na Austrália.

De Goiás para o mundo

Fernanda ingressou na companhia em 2023, após participar de um processo de recrutamento, e iniciou sua trajetória como operadora de produção. Hoje, integra o primeiro grupo de brasileiros selecionados para desenvolver habilidades linguísticas e profissionais na Austrália – uma oportunidade que, até pouco tempo, parecia distante. “É a minha chance, não dá para deixar passar”, relembra ela sobre a decisão de se inscrever no programa Global Talent.

Há cerca de um mês no exterior, Fernanda vivencia uma rotina que exige comunicação constante. Pequenas conquistas do dia a dia, como fazer compras ou se comunicar com colegas e supervisores na fábrica, marcam sua evolução. Os participantes da English Academy foram acomodados em casas mobiliadas a aproximadamente dois quilômetros da planta e da escola, o que permite conciliar aprendizado do idioma com experiência profissional.

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Mais do que o desenvolvimento profissional e pessoal, a vivência internacional tem transformado a forma como Fernanda projeta o próprio futuro. “Mudou tudo. Hoje me sinto mais capaz e preparada para enfrentar desafios. Isso aqui é só o começo de um grande projeto”, diz.

Segundo a empresa, a criação da escola abre a oportunidade de aprimorar a proficiência em inglês de profissionais com forte experiência técnica que nem sempre tiveram acesso prévio ao ensino formal do idioma. “Além da fluência, a adaptação cultural é fundamental para que os profissionais se estabeleçam no país e evoluam em suas carreiras”, afirma Ana Ruperez, coordenadora de Mobilidade Global da JBS Austrália.

A preparação dos participantes começou no Brasil em julho de 2025, com aulas online realizadas duas vezes por semana e ministradas pelo mesmo professor que acompanha o grupo na etapa presencial. Em março de 2026, o treinamento passou a ser totalmente presencial e integrado à rotina da unidade da JBS em Dinmore.

De acordo com a JBS, trazer o curso para dentro da empresa permite um acompanhamento mais próximo do desempenho dos alunos e um melhor equilíbrio entre trabalho e estudo. “Temos profissionais altamente qualificados no Brasil e queremos ampliar as oportunidades para que esses talentos atuem globalmente. A escola foi criada para que o idioma não seja um obstáculo nesse caminho”, afirma Fernando Meller, diretor executivo de Recursos Humanos da JBS Brasil.

A English Academy faz parte do esforço mais amplo da companhia para preparar profissionais para posições internacionais. Criado há dez anos, o programa JBS Global Talent já levou pessoas da JBS para unidades nos Estados Unidos, Canadá, México, Inglaterra e Austrália. “Não se trata apenas de mobilidade, mas de desenvolvimento de carreira”, acrescenta Meller. “Quando integramos idioma, cultura e trabalho, aumentamos as chances de sucesso no longo prazo”.

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Em 2025, o programa Global Talent registrou mais de 1,2 mil inscrições, resultando na seleção de 53 profissionais para atuar em diferentes países, incluindo Austrália, Estados Unidos, Canadá e México, sendo seis deles de unidades em Goiás.

JBS em Goiás

A companhia mantém sete unidades industriais em Goiás, presentes em Goiânia e nos municípios de Senador Canedo, Anápolis, Itumbiara, Porangatu, São Luís de Montes Belos e Mozarlândia, com atuação relevante no estado. A empresa emprega mais de 7 mil colaboradores diretos na região, com operações que abrangem diferentes etapas da cadeia de proteínas. As unidades contribuem para o abastecimento do mercado interno e das exportações, conectando a produção local aos principais mercados internacionais e impulsionando a economia regional por meio da geração de empregos e da movimentação da cadeia produtiva.

Sobre a JBS

A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 280 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e China. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. A JBS prioriza um programa de segurança alimentar de excelência, adotando as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal ao longo de sua cadeia de valor, com o objetivo de alimentar o mundo de forma mais sustentável. Saiba mais em jbsglobal.com.

 

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