BRASÍLIA

Saúde

Beach tennis: como praticar o esporte sem prejudicar o corpo?

Publicado em

Fonte: Magnific / Magnific

Com mais de 1 milhão de praticantes no Brasil, a modalidade conquista diferentes gerações, mas exige preparo físico para prevenir lesões em ombros, joelhos e coluna


O beach tennis vive um dos momentos mais expressivos de sua história no Brasil. Segundo estimativas da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), o número de praticantes passou de 400 mil, em 2021, para cerca de 1,1 milhão em 2023, consolidando o país como uma das maiores potências mundiais da modalidade. 

O crescimento ganha ainda mais relevância em 2026, com a realização da Copa do Mundo de Beach Tennis, organizada pela Federação Internacional de Tênis (ITF), marcada para dezembro, em Brasília.

Parte desse sucesso está na combinação de exercício físico, socialização e facilidade de aprendizado. No entanto, o entusiasmo de quem descobre a modalidade nem sempre é acompanhado pelo preparo físico necessário. 

O resultado é um aumento expressivo das lesões musculoesqueléticas observadas nos consultórios de ortopedia e medicina esportiva. Um estudo publicado na Revista Brasileira de Ortopedia (RBO) identificou que 48,8% dos praticantes avaliados já haviam sofrido algum tipo de lesão relacionada ao beach tennis, principalmente em joelhos, ombros, cotovelos e coluna vertebral. 

Um esporte completo para a saúde

Os benefícios do beach tennis são amplamente reconhecidos por especialistas. Por reunir exercícios aeróbicos, deslocamentos rápidos e movimentos que exigem coordenação motora, a modalidade melhora o condicionamento cardiorrespiratório, o equilíbrio, a agilidade e a resistência muscular.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos pratiquem entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física moderada, ou de 75 a 150 minutos de atividade intensa, como estratégia para reduzir o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade e alguns tipos de câncer. Nesse contexto, o beach tennis pode contribuir significativamente para que essa meta seja atingida.

Além disso, o American College of Sports Medicine (ACSM) destaca que esportes que combinam exercícios aeróbicos e fortalecimento muscular favorecem a manutenção da massa magra, melhoram a capacidade funcional e ajudam na prevenção da perda de massa óssea ao longo do envelhecimento.

Outro diferencial da modalidade é a prática sobre a areia. Embora esse tipo de piso exija maior esforço muscular durante os deslocamentos, ele absorve parte do impacto gerado nas passadas, reduzindo a carga transmitida às articulações em comparação com superfícies rígidas.

Leia Também:  Moda no meio empresarial: Saiba porque ter um terninho (básico ou não) pode ser seu aliado.

O excesso de jogos é um dos maiores inimigos

Apesar dos diversos benefícios, especialistas da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) alertam que a forma como muitos brasileiros têm aderido ao esporte preocupa.

É comum encontrar praticantes que passam toda a semana sedentários e concentram três ou quatro horas de partidas consecutivas durante o fim de semana. Essa mudança brusca na carga de exercício aumenta significativamente o risco de lesões por sobrecarga.

Segundo a SBMEE, a progressão gradual da intensidade dos treinos é uma das principais estratégias para reduzir lesões esportivas. Isso significa aumentar a frequência e duração das partidas aos poucos, respeitando períodos de recuperação.

Outro erro frequente é acreditar que disputar diversas partidas consecutivas acelera a evolução técnica. Na prática, ocorre justamente o contrário. À medida que a fadiga muscular aumenta, o controle dos movimentos diminui, favorecendo erros biomecânicos e sobrecarga nas articulações.

Ombros, cotovelos e joelhos concentram boa parte das lesões

O beach tennis exige movimentos repetitivos acima da cabeça durante o saque e as rebatidas. Esse padrão biomecânico sobrecarrega principalmente a articulação do ombro. De acordo com a Revista Brasileira de Ortopedia, lesões do manguito rotador, tendinites e bursites estão entre as alterações mais frequentes observadas em esportes de raquete.

Os cotovelos também merecem atenção. A repetição constante das rebatidas pode desencadear quadros semelhantes à epicondilite lateral, conhecida popularmente como “cotovelo de tenista”. A condição é caracterizada por dor na parte externa da articulação e perda de força para realizar movimentos simples.

Já os joelhos sofrem com as mudanças bruscas de direção, arrancadas e desacelerações realizadas sobre a areia. Embora o piso reduza parte do impacto, ele exige maior trabalho da musculatura estabilizadora, especialmente quando o praticante ainda não possui condicionamento adequado.

Sempre que houver dor persistente nas articulações, dificuldade para movimentar o membro ou limitação das atividades diárias, a orientação é consultar um ortopedista. O diagnóstico precoce permite identificar tendinites, lesões ligamentares e alterações articulares antes que evoluam para quadros mais graves.

Leia Também:  Jorge Aragão volta a Brasília para a segunda edição do Samba do Seu Antônio em 9 de março na AABB

A coluna também pode sofrer

Apesar de muitas pessoas associarem o beach tennis apenas às lesões dos membros superiores, a coluna lombar também merece atenção. Segundo a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), a maioria das dores lombares relacionadas ao esporte melhora com repouso relativo, fortalecimento muscular e reabilitação fisioterápica. Entretanto, alguns sintomas indicam a necessidade de investigação especializada.

Quando a dor lombar passa a irradiar para uma ou ambas as pernas e vem acompanhada de formigamento, perda de sensibilidade ou diminuição da força muscular, torna-se importante buscar o diagnóstico do neurocirurgião geral. Esses sinais podem indicar compressão de raízes nervosas provocadas por hérnias de disco ou outras alterações da coluna vertebral.

O diagnóstico especializado permite diferenciar uma dor muscular simples de doenças que exigem tratamento específico, evitando complicações neurológicas e favorecendo uma recuperação mais rápida.

Como reduzir o risco de lesões

A boa notícia é que grande parte das lesões pode ser evitada com medidas simples. Especialistas da SBMEE recomendam realizar um aquecimento de 10 a 15 minutos antes das partidas, incluindo caminhada leve, mobilidade articular e exercícios específicos para ombros, quadris e tornozelos.

Outro cuidado indispensável é investir no fortalecimento muscular fora das quadras. Exercícios voltados para membros inferiores, região abdominal, coluna e cintura escapular aumentam a estabilidade das articulações e melhoram a eficiência dos movimentos durante o jogo.

A hidratação também influencia diretamente o desempenho. Conforme orientações da SBMEE, a prática esportiva em ambientes quentes favorece perdas importantes de água e eletrólitos, aumentando o risco de fadiga muscular e reduzindo a capacidade de resposta do organismo.

A entidade também reforça a importância de respeitar os sinais do corpo. Dor persistente não deve ser encarada como parte natural da evolução esportiva. Interromper a atividade diante de sintomas importantes e procurar avaliação médica permite tratar precocemente pequenas lesões antes que elas se tornem problemas crônicos.

Por fim, respeitar os períodos de recuperação, evitar o excesso de partidas em um único fim de semana, fortalecer a musculatura e procurar assistência especializada diante de dores persistentes são atitudes que fazem a diferença.

 

Advertisement

Beleza Masculina

Autocuidado masculino avança e passa a integrar preparação para situações profissionais

Published

on

By

72% dos homens brasileiros demonstram interesse por produtos de beleza específicos para eles, enquanto pesquisa da ESPM mostra que 91% consideram relevante a imagem que transmitem aos outros

 

O cuidado com a aparência vem ganhando um novo significado entre os homens brasileiros. Mais do que uma rotina associada à vaidade, hábitos relacionados à pele, cabelo, fragrância e vestuário começam a ser incorporados à forma como eles se preparam para diferentes situações do dia, inclusive reuniões, eventos e outros compromissos profissionais.

Dados da Kantar ajudam a dimensionar essa mudança. Segundo artigo publicado pela empresa de pesquisa, 72% dos homens brasileiros demonstram ou já demonstraram interesse por produtos de beleza desenvolvidos especificamente para o público masculino. Em 2023, eram 70%. Os homens também já respondem por 39% das ocasiões de uso de produtos de beleza no país.

A preocupação não se restringe ao consumo de cosméticos. Um estudo do Centro de Estudos Aplicados de Marketing, o CEAM, da ESPM, realizado com 295 homens da Região Metropolitana de São Paulo, mostrou que 91% dos entrevistados consideram relevante a imagem que transmitem aos outros.

Para Henrique Berri, fundador da Better e da DRUØN, os números refletem uma mudança na maneira como parte dos homens passou a enxergar a apresentação pessoal. Em vez de separar autocuidado, vestuário e preparação para compromissos, esses elementos começam a fazer parte de uma mesma rotina.

“Durante muito tempo, o cuidado masculino esteve muito associado ao básico e à praticidade. Isso continua importante, mas hoje existe uma preocupação maior com a forma como você chega aos lugares. Cabelo, pele, fragrância e roupa acabam fazendo parte de uma mesma preparação, seja para um encontro, um evento ou uma reunião profissional”, afirma.

O avanço aparece também em categorias que, até poucos anos atrás, tinham presença menor na rotina masculina. De acordo com a Kantar, nos últimos cinco anos, produtos como protetor solar e hidratante para a área dos olhos chegaram a triplicar seu alcance entre homens brasileiros. Categorias como corretivo para os olhos e esfoliante corporal também registraram crescimento no período.

Leia Também:  Ministério da Saúde abre audiência pública para criação de teste portátil de diagnóstico de tuberculose

 

De acordo com Henrique, porém, o movimento não significa simplesmente a adoção de rotinas de beleza mais complexas. A principal mudança estaria na percepção de que cuidar da própria imagem pode fazer parte da preparação para diferentes contextos.

“No ambiente profissional, estar bem apresentado pode transmitir atenção ao contexto e cuidado com os detalhes. Não significa que aparência determine competência, porque preparo, repertório e postura são o que sustentam uma relação profissional. Mas a apresentação faz parte da primeira percepção que as pessoas constroem umas sobre as outras”, diz.

Aos 23 anos, ele afirma perceber essa relação também na própria rotina como empreendedor. Por frequentemente estar entre os profissionais mais jovens em reuniões e eventos de negócios, passou a enxergar a maneira de se apresentar como um dos elementos de preparação para esses encontros.

“Ser mais jovem em determinados ambientes me fez prestar atenção nisso. A forma como me apresento pode ajudar na primeira impressão, mas ela precisa estar acompanhada do que você tem para entregar. A imagem pode contribuir para a percepção inicial, mas é a capacidade de conduzir uma conversa, apresentar uma ideia e demonstrar conhecimento que sustenta essa percepção depois”, afirma.

O movimento ajuda a explicar por que o mercado de cuidado masculino vem ultrapassando categorias tradicionalmente associadas à higiene básica. À medida que a preocupação com bem-estar e apresentação ganha espaço, diferentes aspectos da imagem pessoal passam a ser vistos de maneira integrada, sem necessariamente significar a adoção de rotinas extensas ou padrões estéticos.

Para Henrique, essa é justamente uma das mudanças mais relevantes no comportamento masculino recente. “O homem continua procurando soluções simples e práticas. O que mudou é que existe menos resistência em reconhecer que cuidar da própria imagem também pode contribuir para confiança e bem-estar. Não é sobre construir um personagem para o ambiente profissional, mas se sentir preparado para ocupar aquele espaço”, conclui.

Leia Também:  Ministério da Saúde e hospitais parceiros planejam novo ciclo do Proadi-SUS

 

Sobre a Better

A BETTER é uma marca voltada ao cuidado masculino, com uma proposta centrada em transformar os cuidados do dia a dia em um ritual de evolução pessoal. Seu portfólio reúne produtos de cabelo e skincare, com destaque para o Sea Salt Spray, desenvolvido para proporcionar textura, movimento e volume aos fios com uma aparência natural. A marca também trabalha com uma linha de skincare simplificado, reforçando a ideia de praticidade no cuidado diário.

A proposta da BETTER dialoga diretamente com a mudança de comportamento masculino apontada por Henrique Berri: a incorporação do autocuidado à rotina sem a necessidade de processos complexos. A marca destaca produtos pensados para facilitar esse processo e busca posicionar o cuidado pessoal como parte da construção da melhor versão de cada homem.

 

Sobre a DRUØN

A DRUØN é uma marca de calçados masculinos especializada em modelos que proporcionam aumento de altura de 6 centímetros, reunindo esse recurso em diferentes categorias, como sneakers, sapatos sociais, mocassins e botas. O catálogo atual inclui modelos de diferentes estilos, do casual ao social, com a proposta de incorporar o ganho de altura ao próprio design dos calçados.

A atuação da marca se relaciona à discussão levantada por Henrique sobre presença, imagem e percepção. No roteiro, o fundador explica que a DRUØN trabalha com a adição discreta de altura como uma forma de contribuir para a apresentação e confiança masculina, sem fazer da aparência o centro da personalidade.

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI