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FIV tem maior taxa de sucesso em tratamentos de reprodução e abre a possibilidade de gestação compartilhada

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Foto / Pixabay

A técnica é a mais indicada para casais homoafetivos femininos que buscam tratamentos de reprodução para realizar o sonho da maternidade

 

Os avanços contínuos da medicina reprodutiva têm transformado a realidade de milhares de famílias no Brasil. Com inovações tecnológicas e mudanças fundamentais na legislação, casais homoafetivos femininos já podem concretizar o sonho de ter um filho biológico com segurança e altas taxas de sucesso, afirmam os especialistas. As técnicas de Fertilização In Vitro (FIV) e Inseminação Intrauterina (IIU) despontam como os principais métodos, oferecendo esperança e um caminho viável para a maternidade compartilhada. Até poucos anos atrás, a possibilidade de um casal homoafetivo ter um filho biológico era considerada distante e, muitas vezes, alvo de preconceito. Contudo, a medicina evoluiu para ser cada vez mais inclusiva.

 

Um marco decisivo ocorreu em 2015, quando o Conselho Federal de Medicina (CFM) alterou suas resoluções para garantir explicitamente os direitos de casais homoafetivos ao uso de técnicas de reprodução assistida, estabelecendo regras claras e seguras para os procedimentos no país.

O impacto dessas mudanças é visível nos números recentes. Segundo dados da Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), a procura de casais homoafetivos por tratamentos de fertilidade vem crescendo exponencialmente nos últimos anos. Esse movimento acompanha uma tendência social mais ampla: apenas em 2024, o Brasil registrou mais de 14 mil casamentos homoafetivos, um aumento de 26% em relação ao ano anterior, e mais de 50 mil crianças foram registradas por casais do mesmo sexo nos últimos três anos.

Para casais formados por duas mulheres, o processo envolve a utilização de sêmen de um doador que sempre será anônimo, selecionado em bancos especializados de acordo com características desejadas pelas futuras mães.

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O doador abdica de todos os direitos e deveres legais sobre a criança, garantindo segurança jurídica para a família. A idade máxima permitida para doadores é de 50 anos para homens e 35 anos para mulheres.

 

Duas técnicas disponíveis: Diferenças e indicações

Inseminação Intrauterina (IIU)

A Inseminação Intrauterina é um procedimento de baixa complexidade, rápido e indolor, realizado no próprio consultório. Nela, uma das parceiras passa por indução de ovulação e recebe o sêmen do doador preparado em laboratório diretamente no útero durante o período fértil. A fecundação ocorre naturalmente dentro do corpo da

mulher. Esta técnica é geralmente recomendada para mulheres mais jovens, com ovulação regular e trompas uterinas saudáveis. As taxas de sucesso da IIU variam de acordo com a idade: até 20% por tentativa para mulheres com menos de 35 anos, caindo para 5% a 15% entre 35 e 39 anos, e aproximadamente 1% a 5% para mulheres com 40 anos ou mais.

Fertilização In Vitro (FIV)

A Fertilização In Vitro é uma técnica de alta complexidade que oferece maiores taxas de sucesso e abre a possibilidade da “gestação compartilhada”. Neste método, o óvulo de uma das mulheres é fecundado em laboratório com o sêmen do doador, e o embrião resultante é transferido para o útero da outra parceira. Dessa forma, ambas participam ativamente do processo – uma com a carga genética e a outra com a gestação. A FIV é frequentemente a escolha preferida quando há fatores de infertilidade associados, idade materna avançada, ou quando o casal deseja vivenciar a maternidade de forma biológica e gestacional conjunta.

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Elegibilidade e limites de idade

Uma dúvida comum entre as pacientes é sobre quem pode realizar o procedimento e se existe um limite de idade. A legislação brasileira não estabelece uma idade máxima rígida para a realização de tratamentos de reprodução assistida, deixando a decisão a critério médico com base na saúde geral da paciente. No entanto, a idade é o fator isolado mais importante para o sucesso do tratamento. Especialistas recomendam que, em casais homoafetivos femininos, a parceira mais jovem forneça os óvulos, pois a qualidade ovariana diminui significativamente após os 35 anos. Qualquer mulher com saúde reprodutiva adequada pode se submeter aos procedimentos, desde que passe por uma avaliação clínica completa e acompanhamento psicológico, que é

obrigatório para todas as partes envolvidas.

“A medicina não tem preconceitos. Nosso papel é utilizar a ciência para ajudar as pessoas a construírem suas famílias com amor e segurança. A possibilidade de uma gestação compartilhada, onde uma mãe doa o óvulo e a outra gesta o bebê, é um dos avanços mais bonitos da reprodução humana moderna, pois fortalece ainda mais o vínculo do casal com a criança desde o primeiro momento.” Dr. Alfonso Massaguer, especialista em Reprodução Humana e diretor da Clínica Mãe.

Para os casais que buscam esse caminho, é fundamental escolher clínicas especializadas que ofereçam não apenas excelência técnica, mas também um atendimento humanizado, acolhedor e livre de julgamentos. Todo o processo exige acompanhamento médico rigoroso e segue normas éticas estritas, incluindo a proibição de comercialização de material genético.

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SAÚDE

Ministério da Saúde envia mais 2,2 milhões de doses contra Covid-19 e mantém estoques garantidos no país

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Nesta semana, o Ministério da Saúde enviou mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal, garantindo estoque suficiente para atender às demandas regionais. Com essa entrega, o total de doses distribuídas pela pasta nos primeiros meses deste ano chega a 6,3 milhões. Os estoques estão garantidos em todo o país.

As vacinas ofertadas pelo SUS são as mais atualizadas contra as cepas em circulação e seguem recomendadas de forma prioritária para os grupos mais vulneráveis. “As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, afirma o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.

O Ministério da Saúde mantém estoque para atender todo o país. A distribuição das doses às unidades de saúde e a organização da logística local são de responsabilidade dos estados e municípios, que gerenciam seus estoques, controle de validade e aplicação das doses.

O envio é feito por meio de pauta automática, baseada em critérios como estimativa da população-alvo e o número de doses aplicadas. Estados podem formalizar solicitações adicionais caso identifiquem necessidades excepcionais. Quando acionado, o Ministério realiza o envio de mais doses.

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Abastecimento contínuo em todo o país

Entre janeiro e março de 2026, o Ministério da Saúde enviou 4,1 milhões de doses aos estados, com 2 milhões já aplicadas. A nova remessa, com mais 2,2 milhões de doses enviada nesta semana, dá continuidade ao envio regular e se soma aos estoques regionais para crianças e adultos, reforçando a estratégia de ampliação da cobertura vacinal.

A distribuição é feita pelo Ministério da Saúde diretamente às secretarias estaduais de saúde (SES), responsáveis pela logística de recebimento e distribuição das doses aos municípios.

Quem deve se vacinar?

  • O esquema de vacinação contra a Covid-19 no Brasil segue diretrizes atualizadas, estruturadas conforme faixa etária e condições de saúde, com foco na proteção dos grupos mais vulneráveis:
  • Idosos (a partir de 60 anos ou mais): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas;
  • Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;
  • Crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;
  • Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);
  • População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.
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A estratégia de vacinação também contempla outros grupos especiais, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.

A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia.

Cenário epidemiológico

A Covid-19 é uma infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2, com potencial de agravamento, especialmente em grupos de maior risco, podendo evoluir para óbito. Em 2026, até 11 de abril, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal (SG) por Covid-19. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% por Covid-19 (1.456 casos), com 188 óbitos de SRAG por Covid-19.

Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

Marcela Motta
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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