BRASÍLIA

saúde

Frio e alta circulação de vírus respiratórios acendem alerta para bronquiolite em bebês e crianças pequenas

Publicado em

Fonte: Freepik

Especialista explica sinais de alerta, impacto do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e importância das novas estratégias de prevenção disponíveis no Brasil

Com a chegada das temperaturas mais baixas e o aumento da circulação de vírus respiratórios em diversas regiões do país, especialistas reforçam o alerta para os casos de bronquiolite, uma das principais causas de internação infantil durante os períodos de maior incidência de doenças respiratórias.

A bronquiolite é uma infecção que afeta principalmente bebês e crianças menores de dois anos, sendo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) o principal agente associado aos quadros mais graves. Dados nacionais mostram a dimensão do problema: até julho de 2024, mais de 22 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por VSR foram notificados em crianças de até dois anos, com quase 200 óbitos registrados no período.

Em 2025, o Brasil também registrou um aumento significativo dos casos relacionados ao vírus. Houve crescimento superior a 60% nas internações por SRAG em menores de dois anos em comparação com 2024, acumulando cerca de 43,2 mil casos de VSR até outubro.

Leia Também:  “Estação Brasil” desembarca em junho no DF

Segundo a doutora Carol Xavier, especialista em fisioterapia respiratória pediátrica e referência nacional no manejo da bronquiolite, os períodos de frio favorecem a circulação viral e exigem atenção redobrada das famílias, principalmente em relação aos primeiros sinais respiratórios apresentados pelas crianças.

“Os bebês possuem vias respiratórias muito menores e mais sensíveis. Por isso, quadros que inicialmente parecem simples podem evoluir rapidamente. Quanto mais precoce for a identificação dos sinais de desconforto respiratório, maiores são as chances de evitar agravamentos e internações”, explica.

Com mais de 16 anos de experiência na assistência respiratória infantil e atuação em terapia intensiva pediátrica, a doutora Carol Xavier destaca que muitos pais ainda têm dificuldade em reconhecer sintomas que indicam piora clínica, como aumento do esforço para respirar, chiado, retração das costelas, cansaço excessivo e dificuldade para mamar ou se alimentar.

Além da preocupação com o aumento dos casos, a especialista chama atenção para os avanços recentes na prevenção contra o VSR. Atualmente, o Brasil conta com duas estratégias principais para reduzir quadros graves da doença: a vacina destinada a gestantes a partir da 28ª semana de gravidez e o Nirsevimabe, anticorpo monoclonal indicado para prematuros menores de seis meses e crianças com comorbidades menores de dois anos.

Leia Também:  EDUCAÇÃO DO INVESTIDOR E BOAS PRÁTICAS NO MERCADO IMOBILIÁRIO  

“A prevenção representa um avanço muito importante no enfrentamento da bronquiolite. Mas, além da imunização, ainda é essencial orientar as famílias sobre cuidados respiratórios, acompanhamento especializado e identificação precoce dos sintomas”, afirma.

Fundadora da Respirar & Crescer, empresa especializada em urgências respiratórias pediátricas domiciliares no Rio de Janeiro, a doutora Carol Xavier também observa uma mudança no comportamento das famílias, que hoje buscam atendimentos mais rápidos e acompanhamento individualizado para evitar a evolução dos quadros respiratórios.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

SAÚDE

Ministério da Saúde cria fórum nacional para combater desigualdades no trabalho e na formação do SUS

Published

on

Em mais uma agenda voltada à promoção da equidade no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde lançou o Fórum Permanente dos Comitês de Equidade no âmbito da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. O lançamento ocorreu durante o Encontro Nacional realizado nos dias 13 e 14 de maio, em Brasília. O objetivo é fortalecer a articulação nacional entre os comitês estaduais, ampliar o diálogo entre os territórios e consolidar espaços de construção coletiva para promoção da equidade no trabalho e na educação em saúde no SUS. A iniciativa também busca impulsionar a participação social e compartilhar experiências exitosas desenvolvidas nos estados e municípios. 

Os Comitês de Equidade no âmbito do Trabalho e Educação no SUS são uma estratégia criada para fomentar, articular e acompanhar ações do Programa Nacional de Equidade nas esferas estadual, municipal e distrital. O foco está na promoção da equidade de gênero, raça e etnia, além do enfrentamento das violências, preconceitos e discriminações no ambiente de trabalho e na formação em saúde. Atualmente, os 21 comitês já instituídos atuam de forma integrada com as áreas de gestão do trabalho e da educação para fortalecer a valorização das trabalhadoras e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Em parceria com estados, municípios e Distrito Federal, o Fórum atuará no fortalecimento e na consolidação dos comitês regionais, incentivando a autonomia e a sustentabilidade das ações nos territórios. A proposta também é subsidiar a tomada de decisão do Ministério da Saúde e de outras instâncias governamentais, além de dar visibilidade às experiências construídas localmente. 

“A criação do Fórum vai permitir que a gente conecte as experiências dos estados e municípios, fortalecendo uma rede nacional de troca e aprendizado. Existem experiências muito potentes acontecendo nos territórios e queremos que elas inspirem outros caminhos e novas soluções. A ideia é justamente fortalecer essa articulação nacional e ampliar o diálogo entre os comitês”, destacou a coordenadora-geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde, Erika de Almeida. 

Leia Também:  Receita Federal abre prazo de entrega da declaração do imposto de renda

Valorização das trabalhadoras do SUS 

Com orçamento superior a R$ 41 milhões, o Programa Nacional de Equidade tem como foco enfrentar desigualdades estruturais vividas pelas trabalhadoras e trabalhadores do SUS, promovendo melhores condições de trabalho e valorização profissional. Desenvolvido pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), em parceria com o Hospital Sírio-Libanês e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o programa vem fortalecendo ações para construção de ambientes mais inclusivos, respeitosos e livres de discriminação, com iniciativas voltadas à equidade de gênero e étnico-racial em todas as regiões do país. 

O secretário-adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jérzey Timóteo, ressaltou que colocar a equidade no centro das políticas públicas é também enfrentar desigualdades históricas que impactam diretamente a saúde da população. 

“Trazer a equidade para o centro da gestão do SUS é reconhecer que a desigualdade também adoece. A pandemia evidenciou isso de forma muito forte, especialmente para segmentos historicamente invisibilizados e para trabalhadoras negras, que muitas vezes ocupam posições mais precarizadas dentro do sistema de saúde. O programa surge justamente para enfrentar essas desigualdades e construir relações de trabalho mais justas e humanas”, afirmou. 

Para o secretário Timóteo, o fortalecimento dos comitês e dos espaços de diálogo também amplia a capacidade de construção coletiva dentro do SUS. “Quanto mais equitativo for o sistema, mais capacidade teremos de produzir cuidado de qualidade para brasileiros e brasileiras. Essa é uma agenda transversal e estratégica para todas as ações do Ministério da Saúde”, completou. 

Impacto para o povo brasileiro 

Com a criação do Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras do SUS, o Governo do Brasil passou a reconhecer de forma estruturada a diversidade que compõe o SUS e a colocar a equidade como um eixo central da gestão do trabalho e da educação na saúde. 

Leia Também:  EDUCAÇÃO DO INVESTIDOR E BOAS PRÁTICAS NO MERCADO IMOBILIÁRIO  

Historicamente, a ausência de diretrizes coordenadas limitou o enfrentamento das desigualdades, muitas vezes tratadas como temas periféricos nas políticas públicas. O programa busca mudar essa lógica ao investir na formação, qualificação e valorização da força de trabalho do SUS, refletindo diretamente na qualidade do atendimento prestado à população. 

A proposta é fortalecer uma abordagem mais humanizada, sensível às diversidades e capaz de ampliar o acesso, qualificar o cuidado e aumentar a capacidade do sistema público de saúde de responder às diferentes realidades da população brasileira. 

Atualmente, os Comitês de Equidade já estão presentes em 21 estados: Acre, Amazonas, Amapá, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Piauí, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Pará, Tocantins, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. 

Desde sua criação, o programa também realizou 11 oficinas regionais e duas oficinas nacionais, reunindo 1.612 participantes de todas as regiões do país. Além disso, foi criada a Especialização e Aprimoramento em Equidade, que formou 558 pessoas na primeira turma e conta atualmente com 1.025 participantes na segunda edição. 

Em parceria com a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), também foram desenvolvidos cursos autoinstrucionais sobre o Programa Nacional de Equidade e Interculturalidade Indígena. Já em 2025, uma das iniciativas lançadas foi a coletânea Cadernos de Equidade, ampliando a produção e disseminação de conhecimento sobre o tema. 

Conheça o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras no SUS

Nádia Conceição
Ministério da Saúde  

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI