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Healthspan: o futuro da longevidade saudável

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Como a suplementação personalizada pode contribuir para um envelhecimento com qualidade de vida

Brasília, 24 de março de 2025 – O conceito de longevidade está passando por uma verdadeira revolução. Se antes falava-se sobre “anti-aging”, hoje o foco está em “healthspan”, termo que define o tempo de vida saudável de um indivíduo. Mais do que simplesmente viver mais, é primordial garantir qualidade de vida ao longo dos anos. Mas como isso é possível?

Segundo Leandra Sá, coordenadora farmacêutica da Farmacotécnica, uma combinação de hábitos saudáveis e suplementação personalizada pode fazer toda a diferença. “As pessoas estão vivendo mais, mas o grande problema é que muitas estão morrendo doentes. Precisamos olhar para a longevidade de maneira mais ampla, focando na manutenção da saúde ao longo do tempo”, explica Leandra. Para isso, três pilares são fundamentais: alimentação equilibrada, exercícios físicos regulares e sono de qualidade. Além disso, a suplementação personalizada entra como uma grande aliada na prevenção do envelhecimento precoce e na promoção da saúde a longo prazo.

Os ativos fundamentais para a longevidade

A suplementação com antioxidantes desempenha um papel crucial na promoção da saúde e na prevenção de doenças relacionadas ao envelhecimento. Entre os mais estudados, destaca-se o Resveratrol, encontrado principalmente nas uvas. “Ele melhora a produção de colágeno, combate a acne e a rosácea, além de oferecer benefícios cardiovasculares e metabólicos, como redução do colesterol e do risco de doenças neurodegenerativas”, detalha Leandra.

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Porém, a ciência avançou e chegou a uma versão ainda mais eficaz dessa substância: o Pterovita, uma forma aprimorada do Pterostilbeno, que se destaca por sua maior biodisponibilidade. “Os estudos demonstram que o Pterovita pode auxiliar na melhora da função cognitiva, na progressão do Alzheimer e na manutenção dos níveis saudáveis de glicose e lipídios no sangue”, acrescenta.

Outro nutriente indispensável à longevidade é o Ômega 3, especialmente o DHA, um ácido graxo essencial para a saúde cerebral. “Poucas pessoas consomem peixes em quantidade suficiente para garantir os níveis ideais de Ômega 3. A suplementação é uma estratégia importante para reduzir processos inflamatórios e proteger o cérebro contra doenças degenerativas”, destaca a especialista.

Já entre os minerais, o Magnésio Dimalato é um dos mais recomendados. “Ele é fundamental para mais de 300 reações bioquímicas no corpo, ajudando no funcionamento do coração, na produção de energia e na saúde muscular”, afirma Leandra. Para o suporte cognitivo, duas formas de magnésio se destacam: Magnésio Treonato e Magnésio Taurato, que atravessam a barreira hematoencefálica e contribuem para a memória, a aprendizagem e a redução do estresse.

Inovação na suplementação manipulada

A manipulação de suplementos permite personalizar as fórmulas de acordo com as necessidades individuais, otimizando a absorção e a eficácia dos ativos. Algumas inovações tecnológicas têm transformado a suplementação, como o Cureit, uma forma altamente biodisponível de cúrcuma, e o CAVAQ10®, coenzima Q10 revestida por γ-Ciclodextrina, que melhora sua absorção em até 1800%. “Essas tecnologias permitem que os pacientes obtenham todos os benefícios dos ativos com doses menores e mais eficientes. Isso melhora a adesão ao tratamento e garante melhores resultados na prevenção e manutenção da saúde”, pontua Leandra.

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Saúde cognitiva e longevidade cerebral

Para manter o cérebro jovem, é fundamental fornecer os nutrientes adequados. O BrainFactor 7 (BF7) é um exemplo de suplemento inovador, formulado a partir do casulo do bicho-da-seda, que melhora a memória e a capacidade de aprendizagem. Outro destaque é o Neumentix, extrato de hortelã patenteado, que oferece suporte para foco, cognição e função cerebral.

A evolução na suplementação personalizada possibilita que cada pessoa tenha um protocolo único de prevenção e promoção da saúde ao longo da vida. “A longevidade precisa ser acompanhada de vitalidade. O grande desafio é manter o corpo e a mente funcionando plenamente com o passar dos anos. E isso é possível com uma estratégia nutricional bem planejada e suplementação personalizada”, finaliza Leandra Sá.

Com uma abordagem inovadora, a Farmacotécnica segue trazendo soluções que unem tecnologia e bem-estar, garantindo um envelhecimento saudável e ativo para todas as fases da vida.

Sobre a Farmacotécnica – Prestes a completar 50 anos, a Farmacotécnica é a primeira farmácia de manipulação do Distrito Federal e uma das primeiras no Brasil. Se destaca pela inovação e qualidade de seus produtos, oferecendo soluções personalizadas e eficazes para a saúde e bem-estar de seus clientes. Com um compromisso contínuo com a pesquisa e desenvolvimento, a rede brasiliense, com sete lojas no DF, busca sempre oferecer o que há de mais moderno e eficiente no mercado farmacêutico.

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SAÚDE

Brasil e Canadá formalizam cooperação internacional em saúde com assinatura de memorando e adesão à Coalizão Global do G20

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Após duas décadas sem acordos estruturados na área da saúde entre Brasil e Canadá, os dois países retomaram, nesta terça-feira (19), a cooperação bilateral com a assinatura de um memorando de entendimento no terceiro dia da missão oficial do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Genebra. A iniciativa consolida a agenda internacional da saúde no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e inaugura uma nova etapa da parceria entre os países em temas estratégicos como saúde e clima, adaptação dos sistemas de saúde às mudanças climáticas, saúde digital, fortalecimento de sistemas públicos universais e transferência de tecnologia.

Outro resultado do encontro foi a manifestação formal de interesse do Canadá em integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo em Saúde, iniciativa liderada pelo Brasil e, atualmente, presidida pelo ministro Padilha. A adesão reforça o protagonismo internacional brasileiro na agenda de saúde global e amplia a articulação entre países do Norte e do Sul Global em torno de uma agenda comum de acesso equitativo à saúde.

Em carta encaminhada à Coalizão, a vice-ministra da Saúde do Canadá, Shalene Curtis-Micallef, e a presidente da Agência de Saúde Pública do Canadá, Nancy Hamzawi, reafirmaram o compromisso do país com a cooperação internacional voltada à ampliação do acesso a vacinas, diagnósticos, terapêuticos e outras tecnologias em saúde, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade e doenças negligenciadas, em alinhamento aos princípios da Carta de Genebra, documento que marca a criação da iniciativa.

“A Coalizão responde a uma das maiores prioridades do governo do presidente Lula: reduzir a dependência externa do Sul Global na produção de medicamentos, vacinas, diagnósticos e equipamentos de saúde, por meio do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O Brasil tem orgulho de contar com instituições públicas de excelência, como a Fiocruz e o Instituto Butantan, e reafirma seu compromisso com o acesso equitativo, porque inovação sem acesso não é inovação, é injustiça”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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O Canadá também indicou representantes para integrar o Comitê Diretor da Coalizão, responsável pelas decisões estratégicas da iniciativa. A entrada do país fortalece o peso político e técnico da Coalizão, diante da reconhecida capacidade canadense em pesquisa biomédica, inovação, regulação sanitária e produção biofarmacêutica, especialmente após os investimentos realizados para ampliar sua capacidade de resposta a futuras pandemias.

O ministro Alexandre Padilha anunciou a adesão de quatro organismos internacionais à Coalizão: a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a Medicines for Malaria Venture (MMV), o Medicines Patent Pool (MPP) e o South Centre. Com isso, a Coalizão amplia sua articulação internacional e passa a contar com 28 organizações participantes, reunindo atores estratégicos das áreas de inovação, pesquisa, financiamento, produção e políticas públicas em saúde.

O presidente da Fiocruz e secretário-executivo da Coalizão, Mario Moreira, destacou que a iniciativa representa um avanço estratégico para a soberania sanitária global. “Precisamos superar a lógica em que alguns países apenas produzem, enquanto outros permanecem dependentes de tecnologias em saúde. Essa discussão trata de soberania, resiliência e do direito de cada país desenvolver suas próprias capacidades científicas, tecnológicas e produtivas”, afirmou.

Durante a reunião, o Canadá também aderiu ao Plano de Ação de Belém, iniciativa internacional voltada à adaptação dos sistemas de saúde frente aos impactos da crise climática. Com isso, o país passa a integrar os esforços liderados pelo Brasil para fortalecer sistemas de saúde mais resilientes e sustentáveis.

Foto: Rafael Nascimento/ MS
Foto: Rafael Nascimento/ MS

O encontro também reforçou a parceria entre a Anvisa e a agência reguladora canadense. As duas instituições ocupam atualmente as vice-presidências da Associação Internacional de Agências Reguladoras e vêm ampliando a articulação conjunta em temas regulatórios, produção local e vigilância sanitária.

Dengue como pauta central da Coalizão

Em março deste ano, durante reunião de alto nível dos membros da Coalizão, a dengue foi definida como o primeiro desafio prioritário da iniciativa. Atualmente, quase metade da população mundial está em risco de contrair a doença, com estimativas entre 100 milhões e 400 milhões de infecções por ano

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“A dengue, que historicamente afetava países tropicais, hoje está presente em mais de 100 países e em todos os continentes. As mudanças climáticas ampliaram as condições para transmissão da doença e reforçam a necessidade de integrar as arboviroses ao Plano de Ação de Belém”, afirmou Padilha.

O ministro destacou ainda a importância da inovação e da produção regional de tecnologias em saúde no enfrentamento da doença. “A vacina Butantan-DV representa uma esperança concreta para o Brasil e demonstra a importância de fortalecer capacidades nacionais e regionais de pesquisa, desenvolvimento e produção”, ressaltou.

Padilha também convidou governos, instituições de pesquisa, organizações internacionais, financiadores e o setor privado a participarem da primeira Chamada de Propostas da Coalizão, aberta até 1º de julho. “Os desafios globais exigem respostas ambiciosas e coordenadas. Esta chamada representa apenas o início de uma agenda internacional de cooperação voltada à inovação, produção regional e acesso equitativo à saúde”, concluiu.

Sobre a Coalizão Global do G20

Criada a partir da assinatura da Carta de Genebra, durante a 78ª Assembleia Mundial da Saúde, a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo em Saúde atua para reduzir desigualdades no acesso a tecnologias em saúde e promove a produção local e regional, o fortalecimento das cadeias de suprimento e a cooperação internacional em pesquisa, inovação e desenvolvimento produtivo.

A iniciativa é multissetorial e reúne governos, organizações internacionais, setor privado, instituições públicas, filantrópicas, academia e sociedade civil. A Coalizão tem secretariado executivo da Fiocruz e foi concebida durante a presidência brasileira do G20, em 2024, e consolida-se como uma das principais iniciativas internacionais voltadas à soberania sanitária e à redução das desigualdades globais em saúde.

Carolina Miltão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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