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INPE realiza pré-estreia do documentário “Ciência na Mira” durante a COP30, em Belém

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade vinculada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), realizará uma sessão especial de pré-estreia do documentário “Ciência na Mira” durante a COP30. A exibição será no dia 14 de novembro, às 13h, no auditório do INPE Amazônia, unidade do Instituto localizada em Belém (PA). O filme, dirigido por Rafael Figueiredo, mergulha na trajetória de quatro cientistas brasileiros cujas vidas e carreiras foram profundamente impactadas pela perseguição e pelo cerceamento de suas pesquisas.

O documentário apresenta os casos da geógrafa Larissa Bombardi, especialista em geografia do uso de agrotóxicos; do infectologista Marcus Lacerda, pesquisador de doenças tropicais na Amazônia; da antropóloga Debora Diniz, estudiosa dos direitos reprodutivos; e do físico Ricardo Galvão, ex-diretor do INPE, que ganhou destaque internacional pela defesa dos dados de desmatamento. Através dessas histórias, o filme examina os efeitos do negacionismo científico e os desafios de produzir e defender o conhecimento em um contexto de intolerância e ameaças. 

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A abertura será realizada pela dra. Alessandra Gomes, ecóloga, pesquisadora e coordenadora do INPE Amazônia. Após a sessão, haverá uma mesa de debates com a participação do diretor do filme, Rafael Figueiredo; de Larissa Bombardi, cientista que publicou o Atlas “Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia” e precisou deixar o país em função de ameaças relacionadas ao seu trabalho; e de Luciana Gatti, cientista do INPE reconhecida por suas pesquisas sobre emissões de gases de efeito estufa na Amazônia. A mediação será conduzida pelo Antonio Miguel Monteiro, diretor do INPE e pesquisador na área de sensoriamento remoto. 

A realização desta pré-estreia durante a COP30 representa uma oportunidade singular para destacar a intrínseca conexão entre a liberdade científica e a ação climática efetiva. O filme evidencia como o cerceamento à ciência não apenas afeta pesquisadores individualmente, mas compromete a capacidade de resposta da sociedade frente a desafios globais urgentes, como as mudanças climáticas. A exibição de “Ciência na Mira” no INPE Amazônia, localizado no coração da região amazônica, reforça o compromisso do Instituto com a produção e divulgação de dados científicos robustos, essenciais para as discussões multilaterais da COP30.

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Para saber mais informações sobre o documentário, assista ao trailer e acesse o release completo da COOPAS, produtora do filme, clicando aqui.

O evento é gratuito e aberto ao público, constituindo uma oportunidade valiosa para refletir sobre os caminhos da ciência brasileira em tempos de crise climática e democrática.

SERVIÇO:

Pré-estreia na COP30 do documentário “Ciência na Mira”: exibição e debate

Data: 14 de novembro de 2025 

Horário: 13h

Local: Auditório do INPE Amazônia – Belém/PA

Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá, Prédio 50, avenida Perimetral, 2651.

Evento gratuito e aberto ao público

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Inteligência climática ganha força no Brics e orienta decisões estratégicas

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Informações qualificadas, cooperação internacional e uso estratégico da ciência são caminhos para enfrentar desafios climáticos e orientar políticas públicas mais eficientes. Com esse foco, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), promoveu nesta quinta-feira (16) o Seminário OCTI — Panorama da Produção Científica e Inteligência Climática no Brics. O evento reuniu especialistas para discutir tendências, capacidades e oportunidades de atuação do Brasil no cenário global. 

O encontro integra a programação dos 25 anos do CGEE e tem como objetivo qualificar a tomada de decisão com base em evidências. A iniciativa também amplia o debate sobre cooperação científica entre países do Brics, bloco que reúne economias emergentes com papel crescente na produção de conhecimento e no desenvolvimento tecnológico. 

Durante a abertura, o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do MCTI, Carlos Matsumoto, destacou o papel estratégico da informação na articulação internacional. “Acho que esse trabalho de levantar informação, de se conhecer mais e de ter muita clareza sobre o que nós queremos de benefício nessas cooperações é fundamental”, afirmou. 

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O seminário é um desdobramento do Boletim Anual OCTI 2024, publicado em 2025, que analisa a evolução da produção científica em inteligência climática no contexto do Brics. A programação incluiu debates sobre potencial de colaboração em ciência, tecnologia e inovação, além da apresentação de indicadores e estudos recentes. 

Para o presidente do CGEE, Anderson Gomes, o desafio vai além da produção de dados e envolve sua aplicação prática. “Temos capacidade para gerar bons estudos e disseminá-los amplamente, mas ainda enfrentamos dificuldades para fazer com que esse conhecimento chegue, de fato, a quem precisa utilizá-lo na tomada de decisão. Temos intensificado o nosso trabalho junto aos ministérios e outros demandantes para contribuir cada vez mais com políticas baseadas em evidências”, disse. 

Composto atualmente por 11 países, o Brics representa mais de 40% da população mundial e cerca de 41% do PIB global em paridade de poder de compra. Nesse cenário, o fortalecimento da cooperação científica e o uso de evidências ganham relevância para enfrentar desafios comuns, como as mudanças climáticas, e ampliar a capacidade de resposta dos países do Sul Global. 

 Novo Informe do OCTI 

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Durante o seminário, foi lançada a oitava edição do Informe OCTI, que aprofunda as análises sobre inteligência climática e reforça o uso de dados na definição de estratégias públicas e na atuação internacional do Brasil. 

O estudo aponta um campo em rápida expansão, impulsionado pela integração entre ciência do clima, inteligência artificial e tecnologias energéticas. De 2022 a 2025, foram publicados 32.040 artigos sobre o tema, dos quais 17.460 contam com participação de países do Brics, o equivalente a 54,5% da produção global. No período, o volume anual de publicações mais que dobrou, indicando o avanço dessa agenda em áreas como engenharia, ciências ambientais e modelagem climática. 

O levantamento também mostra que o Brasil tem presença relevante em temas como bioenergia, agricultura resiliente e estudos sobre biomas como Amazônia e Cerrado. Ao mesmo tempo, evidencia a concentração da produção científica em poucos países e a baixa cooperação entre membros do bloco, sinalizando espaço para ampliar parcerias e desenvolver soluções conjuntas diante dos desafios climáticos. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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