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Tendência: Setor financeiro é responsável por 9% dos investimentos em publicidade: ações da Viraliza para Santander já envolveu mais de 120 influenciadores, como Mari Palma e Ary Fontoura

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Mesmo em um cenário publicitário cada vez mais competitivo, com os anunciantes disputando a atenção do consumidor em um ambiente saturado, o setor financeiro continua a ocupar uma posição de destaque. Segundo dados mais recentes da Kantar, cinco segmentos tradicionais concentraram 51% das verbas publicitárias. E o setor financeiro foi responsável por 9% desses investimentos, que totalizaram R$80 bilhões em 2023. Isso reflete a crescente importância de campanhas estratégicas para instituições financeiras, que buscam se conectar de forma mais autêntica e acessível com o público, especialmente por meio de parcerias com influenciadores digitais​. Essa tendência é visível na parceria entre a Viraliza, agência de marketing de influência, e o Santander, que ao longo de sua colaboração envolveu mais de 120 influenciadores em campanhas, incluindo nomes como Ary Fontoura, Giovanna Ferrarezi, Álvaro, e Mari Palma.

A escolha dos influenciadores pela Viraliza não é apenas uma questão de números de seguidores ou engajamento. A agência realiza uma curadoria cuidadosa para garantir que o perfil dos criadores esteja alinhado com a imagem e os valores do Santander. A estratégia envolve o uso de plataformas que analisam a reputação e a qualidade dos conteúdos produzidos, além de uma avaliação de como esses influenciadores podem representar os serviços financeiros de forma autêntica.

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Segundo Igor Beltrão, diretor artístico da Viraliza, essa abordagem tem se mostrado eficaz. “Não basta que os influenciadores tenham um grande público. A ideia é garantir que a mensagem passada seja genuína e se conecte com as experiências reais que esses criadores têm com o banco”, afirma.

O crescimento do uso de influenciadores no setor bancário reflete uma mudança maior na maneira como essas instituições se comunicam com seus clientes. A linguagem tradicional, formal e técnica, tem sido cada vez mais adaptada para ser mais acessível e inclusiva, falando com públicos de diferentes idades, classes sociais e etnias. Isso inclui influenciadores que já utilizam os serviços do banco, ajudando a construir uma narrativa mais próxima do cotidiano do consumidor.

A Viraliza também foi responsável por gerenciar a parceria entre a influencer Lívia e o Santander, promovendo o cartão American Express®️The Platinum. Através dessa colaboração, Lívia compartilhou sua experiência com o cartão, ressaltando  os benefícios, dando o engajamento com os seguidores e ampliando a visibilidade da marca.

A parceria da Viraliza com o Santander destaca o desafio enfrentado por muitas instituições financeiras: equilibrar uma comunicação inovadora, utilizando influenciadores digitais, com a segurança e confiança esperada por seus clientes. Conforme essa tendência cresce, o setor bancário continuará buscando formas de adaptar sua linguagem e expandir suas conexões através do marketing de influência, que já se consolidou como uma ferramenta relevante no mercado financeiro.

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SOBRE A VIRALIZA ENTRETENIMENTO

A Viraliza é a maior agência de marketing de influência do Nordeste. Atua desde 2017 com influenciadores principalmente da área de humor, e iniciou em 2024 uma forte ampliação para atender influencers não exclusivos e também relacionados aos segmentos de moda, fitness e culinária de todo o Brasil. Seu principal diferencial é sua abordagem 360 única e humanizada. A agência não vê os influenciadores apenas como veículos de marketing, mas como artistas em potencial. Por isso, oferece suporte integral para que os influencers possam desenvolver suas habilidades e alcançar sucesso sustentável. O alcance direto atual da Viraliza ultrapassa 100 milhões de seguidores em diversas plataformas, o que reforça sua liderança em engajar e influenciar um público diversificado em todo o digital. Um de seus  sócios é também um case de sucesso da agência: o Álvaro (@alvxaro), que faz parte dos maiores influenciadores do Brasil no segmento de humor, e que atualmente colabora com marcas de renome mundial como Havaianas, Coca-Cola, Disney e Itaipava.

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A Arte de Viralizar

Do “alcance alugado” à Propriedade Intelectual: a nova governança da Creator Economy

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A economia criativa atravessa uma crise de identidade. Enquanto a IA mimetiza fórmulas de engajamento, o diferencial competitivo migra da vitrine para a infraestrutura de negócios. O jogo estratégico agora é sobre quem detém autenticidade radical.
Tenho observado que o marketing de influência atravessa, em 2026, sua mais severa crise de identidade. Após uma década de crescimento pautado em métricas de vaidade e alcance massivo, o setor esbarra em um teto estrutural: a comoditização do conteúdo.
Com a Inteligência Artificial (IA) generativa replicando fórmulas de engajamento e edições dinâmicas em escala industrial, o diferencial competitivo deslocou-se. O risco para marcas e líderes é claro: sem uma visão estratégica de longo prazo, o criador de conteúdo vira apenas uma commodity substituível por algoritmos.
Este cenário, que dominou as discussões de inovação no SXSW 2026, sinaliza uma mudança de paradigma urgente. O criador de conteúdo como simples “vitrine” faliu. Em seu lugar, emerge o criador como infraestrutura de negócios e detentor de Propriedade Intelectual (IP).
A armadilha da audiência alugada
A urgência dessa transição é validada por um afunilamento do capital. Enquanto a Goldman Sachs Research projeta que a economia criativa movimentará US$ 480 bilhões até 2027, o valor real está migrando da “audiência alugada”, aquela que pertence exclusivamente às plataformas e seus algoritmos, para a autonomia da narrativa.
A IA já sentou à mesa da criação e ela é infinitamente mais eficiente na execução técnica. Se uma marca ou um criador se limita a seguir padrões de algoritmo, está competindo com uma máquina de custo zero.
É aqui que entra o conceito do Humano Premium. O que o código ainda não mimetiza é o repertório cultural, o erro autêntico, a opinião ácida e o contexto histórico. Onde a IA entrega perfeição técnica, o humano entrega conexão emocional. Na nova economia, o “perfeito” virou commodity; o “real” virou o novo luxo.
De fãs para comunidades: o ROI da relevância
Essa mudança de tom reflete a saturação do modelo de interrupção. Dados do relatório State of the Creator Economy indicam que a sustentabilidade financeira migrou para modelos de comunidades proprietárias, com canais de monetização direta.
Para a gestão de marcas, isso significa que o alcance abre a porta, mas é a relevância que a mantém aberta. O criador deixou de ser apenas um canal de mídia para virar uma camada logística de negócios. O desafio para os CMOs e CEOs é parar de comprar “espaço em posts” e começar a investir na co-criação de universos narrativos que sobrevivam às mudanças de humor das Big Techs.
O playbook da liderança na era da pós-automação
Para líderes e gestores que buscam governar a influência em 2026, a estratégia exige quatro pilares fundamentais:
1. Abandono das fórmulas rígidas: Conteúdos com excesso de zelo estético ou roteiros engessados são lidos pelo público como ruído. A imperfeição intencional e o improviso real são os novos drivers de confiança e conversão.
2. Construção de IP Coletivo: A marca e o criador devem co-criar ativos proprietários. Quem não for dono da própria narrativa será refém eterno das mudanças discricionárias das plataformas.
3. Valorização do ócio criativo: A ciência da criatividade prova que a “produtividade tóxica” destrói a inovação. Criadores e estrategistas precisam de tempo de desconexão para gerar insights complexos que a IA ainda não processa.
4. Creator as a Founder: O influenciador de sucesso deve ser gerido sob a lógica de uma startup. Ele deve deter seus próprios produtos e, principalmente, a governança sobre seus dados.
Vencer na economia criativa atual não é mais sobre quem posta mais, mas sobre quem consegue transformar visão em linguagem e audiência em um ativo de valor sustentável. A pergunta para o líder de hoje não é quanto alcance ele pode comprar, mas quanto valor real sua narrativa consegue reter.

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Igor Beltrão
Diretor Artístico da Viraliza Entretenimento, especialista em estratégia de conteúdo e novos modelos de monetização na economia da influência. Com olhar focado na intersecção entre criatividade e governança de dados, lidera a transformação de audiências passivas em ativos proprietários de alto valor.

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