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Acordo Mercosul-EFTA fortalece exportações do agro brasileiro e amplia negócios com a Noruega

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A rivalidade entre Brasil e Noruega pode ganhar destaque dentro das quatro linhas, mas, no comércio internacional, os dois países vivem um momento de aproximação. Impulsionada pelo acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), a relação bilateral deve abrir novas oportunidades para o agronegócio brasileiro e diversos setores da economia nacional.

Concluído em 2025, o acordo entre Mercosul e EFTA — bloco formado por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein — avançou no processo de internalização no Brasil após aprovação na Câmara dos Deputados, em junho deste ano. O texto segue agora para análise do Senado Federal.

A expectativa é que o tratado fortaleça o fluxo comercial entre os países por meio da redução de tarifas de importação, simplificação de procedimentos aduaneiros e criação de cotas de exportação com isenção ou redução de impostos, aumentando a competitividade dos produtos brasileiros.

Agro brasileiro terá acesso ampliado ao mercado europeu

Entre os principais beneficiados pelo acordo estão diversos segmentos do agronegócio nacional. O bloco europeu concederá acesso preferencial para uma série de produtos brasileiros, ampliando o potencial de exportações para mercados de alto poder aquisitivo.

Os itens que deverão registrar os maiores ganhos incluem carne bovina, carne de aves, carne suína, café verde e torrado, soja, milho, mel e frutas frescas, como uvas e melões. A expectativa é de que a redução das barreiras comerciais aumente a previsibilidade para produtores e exportadores brasileiros, favorecendo novos investimentos no setor.

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Além do agronegócio, o tratado também beneficia a indústria brasileira. Os países da EFTA assumiram o compromisso de eliminar integralmente as tarifas para produtos industriais e pesqueiros logo na entrada em vigor do acordo, fortalecendo segmentos como calçados, móveis, madeira, celulose, ferro e aço semimanufaturados.

Na mineração, a expectativa também é positiva, especialmente para produtos como ouro, óxidos e hidróxidos de alumínio, que deverão contar com maior segurança jurídica e eficiência nas operações comerciais com os países europeus.

Comércio entre Brasil e Noruega mantém trajetória de crescimento

A relação comercial entre Brasil e Noruega já apresenta resultados expressivos. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que, entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras para o país europeu ultrapassaram US$ 664 milhões em matérias-primas não comestíveis.

As vendas de combustíveis minerais somaram mais de US$ 126 milhões no período, enquanto máquinas e equipamentos de transporte responderam por aproximadamente US$ 80 milhões. Já os embarques de alimentos e animais vivos superaram US$ 55 milhões.

A pauta exportadora também inclui produtos estratégicos para o agronegócio brasileiro, como café, soja em grãos, farelo de soja e minerais utilizados pelas cadeias industriais e alimentícias da economia norueguesa.

Segurança jurídica e previsibilidade impulsionam investimentos

Para especialistas em comércio internacional, o acordo representa um avanço importante na consolidação das relações econômicas entre os dois blocos.

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Segundo Frederico Favacho, sócio das áreas de Agronegócio e Contratos do Santos Neto Advogados, a Noruega já é um parceiro comercial relevante para o Brasil, e o tratado amplia as oportunidades ao oferecer maior estabilidade para empresas e investidores.

Na avaliação do especialista, a redução das incertezas regulatórias e o estabelecimento de regras claras favorecem novos negócios, especialmente para setores que ainda possuem espaço para expandir sua presença no mercado europeu.

Favacho destaca ainda que a iniciativa fortalece o compromisso entre os países com o multilateralismo e amplia a integração das cadeias produtivas em um cenário global marcado por desafios geopolíticos e mudanças nas relações comerciais.

Brasil amplia presença em mercados de alto valor agregado

Além dos benefícios econômicos imediatos, o acordo Mercosul-EFTA representa uma estratégia para diversificar os destinos das exportações brasileiras e reduzir a dependência de mercados tradicionais.

Para o agronegócio, o acesso facilitado a consumidores com elevado poder de compra fortalece a competitividade da produção nacional e amplia as oportunidades para produtos de maior valor agregado.

Com a expectativa de entrada em vigor do tratado após a conclusão da tramitação legislativa, Brasil e Noruega reforçam uma parceria comercial que vem crescendo de forma consistente, tendo o agronegócio como um dos principais protagonistas da expansão das relações econômicas entre os dois países.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Vacinação de precisão melhora bem-estar das aves, aumenta produtividade e reduz prejuízos na avicultura

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A vacinação é uma das principais ferramentas para garantir a sanidade dos plantéis avícolas, mas sua eficiência depende muito mais do que da qualidade dos imunizantes. A forma como o procedimento é realizado influencia diretamente o bem-estar das aves, os índices produtivos e a rentabilidade das granjas.

Segundo o médico-veterinário Filipe Dalla Costa, coordenador técnico de Bem-Estar Animal da MSD Saúde Animal, a vacinação deve ser conduzida com precisão técnica e manejo adequado para evitar estresse, lesões e perdas de desempenho.

De acordo com o especialista, uma operação eficiente considera três pilares fundamentais: ambiente preparado, interação adequada entre pessoas e animais e respeito aos cinco domínios do bem-estar animal — alimentação, saúde, conforto, comportamento e estado mental.

“As aves são, por natureza, animais de presa e interpretam a contenção física como uma ameaça. Quando esse manejo ocorre de forma brusca ou por equipes sem treinamento, o estresse pode ser intenso, provocando hipertermia e outras reações que comprometem o desempenho do lote”, explica.

Falhas na vacinação comprometem produtividade e aumentam prejuízos

Erros durante a aplicação das vacinas podem transformar um procedimento preventivo em um fator de risco para a produção.

Entre as falhas mais comuns estão a aplicação em locais anatômicos inadequados, profundidade incorreta da agulha, utilização de materiais danificados ou contaminados, além de problemas relacionados à dosagem e à diluição das vacinas.

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Esses erros costumam provocar sinais clínicos facilmente observados nas aves, como dificuldade de locomoção, inchaços na região da aplicação, redução do consumo de ração e água e queda no desempenho produtivo.

Além de comprometer a resposta imunológica, o estresse provocado pelo manejo inadequado reduz o ganho de peso, prejudica a uniformidade dos lotes e pode comprometer auditorias relacionadas aos protocolos de bem-estar animal, cada vez mais exigidos pelo mercado nacional e internacional.

Capacitação das equipes é decisiva para o sucesso da imunização

Para minimizar riscos, a recomendação é investir continuamente na capacitação das equipes responsáveis pela vacinação.

Segundo Filipe Dalla Costa, profissionais treinados realizam a contenção das aves de forma mais rápida e segura, reduzem o tempo de manejo, evitam movimentos bruscos e respeitam os locais anatômicos indicados para cada tipo de vacina.

O especialista também destaca que um planejamento adequado da operação reduz a fadiga dos colaboradores, melhora a segurança do trabalho e garante maior eficiência durante todo o processo.

“Quando a vacinação é realizada corretamente, as aves retornam rapidamente ao comportamento normal. Dessa forma, o investimento em sanidade se converte efetivamente em produtividade e sustentabilidade para a atividade”, afirma.

Bem-estar animal fortalece a competitividade da avicultura

A adoção de boas práticas de vacinação contribui para que as aves desenvolvam uma resposta imunológica eficiente sem desviar energia metabólica necessária para o crescimento ou para a produção de ovos.

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Na avaliação do especialista, investir em bem-estar animal deixou de ser apenas uma exigência de mercado e passou a representar uma estratégia econômica para aumentar a eficiência produtiva.

“Alinhar as boas práticas de vacinação ao bem-estar animal é garantir que todo o potencial produtivo do lote seja alcançado, reduzindo perdas econômicas e entregando um produto final de elevada qualidade ao mercado”, ressalta.

Tecnologia torna vacinação mais segura e sustentável

A evolução tecnológica também vem contribuindo para aperfeiçoar os processos de vacinação na avicultura. Entre as inovações disponíveis está a tecnologia Sphereon®, desenvolvida pela MSD Saúde Animal.

O sistema utiliza vacinas armazenadas em pequenos recipientes de alumínio totalmente recicláveis, substituindo os tradicionais frascos de vidro. Além de facilitar o manuseio e acelerar a diluição do produto, a tecnologia proporciona maior uniformidade na aplicação, reduz riscos de contaminação e diminui significativamente a geração de resíduos nas propriedades.

Disponível no mercado brasileiro desde 2021, a solução também integra ações de sustentabilidade. Por meio de uma parceria com a organização WeForest, a comercialização das vacinas Sphereon® contribui para projetos de reflorestamento.

No Brasil, a iniciativa já possibilitou o plantio de mais de 16 mil árvores nos estados de São Paulo e Amazonas, reforçando o compromisso da cadeia avícola com a produção sustentável e a preservação ambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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