AGRONEGÓCIO
Clima e El Niño elevam alerta no agronegócio brasileiro, aponta relatório AgroInfo 2026 do Rabobank
Publicado em
25 de junho de 2026por
infocoweb
O clima voltou ao centro das atenções do agronegócio brasileiro. Em seu mais recente relatório AgroInfo 2026, o Rabobank alerta que a alta probabilidade de retorno do fenômeno El Niño nos próximos meses poderá influenciar diretamente a produção agrícola, a pecuária e diversos mercados do agro nacional durante a safra 2026/27.
Segundo a análise do banco, embora o Brasil esteja colhendo resultados expressivos em diversas cadeias produtivas, os riscos climáticos passam a ser um dos principais fatores de atenção para produtores, cooperativas, indústrias e investidores do setor.
El Niño pode afetar produção de grãos e recuperação das pastagens
O relatório destaca que, após um ciclo marcado por condições climáticas favoráveis, o mercado já começa a monitorar os possíveis impactos do El Niño sobre a próxima safra brasileira de soja. Após a colheita norte-americana, a atenção dos agentes de mercado deverá se voltar para a América do Sul e para os efeitos do fenômeno climático na temporada 2026/27.
No caso do milho, além da expectativa de uma safra robusta estimada em 138 milhões de toneladas, o banco alerta para a ocorrência de geadas em áreas produtoras do Sul do país e para os desafios climáticos que poderão surgir nos próximos meses.
Na pecuária de corte, o Rabobank ressalta que um eventual fortalecimento do El Niño poderá dificultar a recuperação das pastagens e comprometer a produtividade agrícola necessária para a produção de alimentos destinados aos rebanhos.
Citricultura pode enfrentar novo ciclo de pressão produtiva
Entre os setores mais vulneráveis ao clima está a citricultura. O relatório aponta que a safra brasileira de laranja 2026/27 deverá atingir 255,2 milhões de caixas, volume 12,9% inferior ao ciclo anterior.
Além da redução esperada na produtividade dos pomares, os analistas alertam que um evento climático intenso durante o segundo semestre poderá prejudicar o período de florada e a formação dos frutos para a safra 2027/28.
O cenário se soma aos desafios estruturais enfrentados pelo setor, como o avanço do greening, aumento dos custos de produção e retração do consumo global de suco de laranja.
Produção de leite também entra no radar climático
No mercado de lácteos, a preocupação está relacionada aos impactos regionais do El Niño sobre as principais bacias leiteiras do país.
De acordo com o Rabobank, o excesso de chuvas no Sul pode reduzir a produção em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Ao mesmo tempo, a ocorrência de condições mais secas no Sudeste e Nordeste poderá limitar a disponibilidade de pastagens e comprometer a oferta de leite.
O banco projeta estabilidade na produção nacional de leite em 2026, após uma recuperação moderada dos preços pagos ao produtor durante o primeiro semestre.
Florestas plantadas e setor de celulose monitoram riscos
O setor florestal também acompanha com atenção a evolução dos modelos climáticos.
Segundo o relatório, a chegada do El Niño poderá provocar redução das chuvas e temperaturas mais elevadas em parte do Nordeste, enquanto a Região Sul poderá enfrentar excesso de precipitações. Ambos os cenários exigem monitoramento por seus potenciais impactos sobre as florestas plantadas e a produção de celulose.
Apesar disso, o banco mantém expectativa de recuperação gradual dos preços internacionais da celulose no final de 2026, sustentada pela redução dos estoques globais e por cortes de produção em importantes regiões produtoras.
Clima será variável decisiva para o agro nos próximos meses
A avaliação do Rabobank mostra que, embora os fundamentos de mercado continuem relevantes para a formação dos preços agrícolas, o clima deverá exercer papel decisivo na definição dos resultados da próxima temporada.
Com riscos crescentes associados ao retorno do El Niño, produtores e empresas do agronegócio terão de intensificar o monitoramento das condições meteorológicas e reforçar estratégias de gestão de risco para minimizar impactos sobre produtividade, custos e rentabilidade.
Em um cenário global marcado por incertezas geopolíticas, volatilidade cambial e mudanças climáticas cada vez mais frequentes, a capacidade de adaptação ao clima tende a se tornar um diferencial estratégico para a competitividade do agro brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Doenças respiratórias dos bovinos (DRB) exigem prevenção, manejo e resposta rápida para reduzir perdas na pecuária
Published
31 minutos atráson
25 de junho de 2026By
infocoweb
O complexo de doenças respiratórias dos bovinos (DRB) permanece entre os principais desafios sanitários da pecuária moderna, especialmente em sistemas intensivos de produção. Apesar disso, sistemas extensivos também estão sujeitos à enfermidade em situações de estresse, como mudanças bruscas de temperatura, transporte de longa distância e outras condições que comprometem a imunidade dos animais.
De origem multifatorial, a DRB afeta diretamente o desempenho zootécnico, o bem-estar animal e pode levar à mortalidade, resultando em prejuízos econômicos significativos quando não há prevenção e tratamento adequados.
DRB resulta da interação entre agentes infecciosos, ambiente e manejo
O desenvolvimento da doença está associado à combinação entre agentes infecciosos, condições ambientais, práticas de manejo e resposta imunológica dos animais.
Entre os principais agentes bacterianos envolvidos estão:
- Mannheimia haemolytica
- Pasteurella multocida
- Histophilus somni
- Mycoplasma bovis
Esses microrganismos estão frequentemente associados a quadros respiratórios graves e processos inflamatórios pulmonares, que podem evoluir para lesões severas quando não controlados adequadamente.
Segundo a médica-veterinária e gerente da linha de produtos da Unidade de Pecuária da Ceva Saúde Animal, Baity Leal, esses agentes podem estar presentes nas vias respiratórias sem causar doença, mas se tornam problemáticos em situações de desequilíbrio imunológico.
“O problema ocorre quando há queda de imunidade ou estresse, permitindo que as bactérias se multipliquem e alcancem o trato respiratório inferior”, explica.
Fatores de estresse aumentam ocorrência da doença no campo
A DRB tende a se manifestar com maior frequência em momentos críticos da produção, como:
- Transporte de longa distância
- Jejum prolongado
- Mistura de animais de origens diferentes
- Formação recente de lotes
- Alta densidade de animais
- Ventilação inadequada
- Poeira, lama e excesso de umidade
Em sistemas intensivos, como confinamentos de gado de corte e propriedades leiteiras, a proximidade entre os animais e a qualidade do ambiente aumentam a pressão de infecção.
A doença também pode atingir bovinos a pasto, especialmente quando submetidos a estresse ou condições que comprometem a imunidade.
Sinais clínicos da DRB exigem atenção imediata no rebanho
Os principais sintomas observados incluem:
- Febre
- Secreção nasal
- Lacrimejamento
- Tosse
- Dificuldade respiratória
- Apatia
- Redução do consumo de alimento
- Queda no desempenho produtivo
Em animais jovens, como bezerras leiteiras, os impactos são ainda mais severos, podendo comprometer desenvolvimento, reprodução e produtividade futura.
Impactos econômicos reforçam importância da prevenção
Além das perdas diretas com medicamentos e mão de obra, a DRB provoca impactos indiretos relevantes, como:
- Redução do ganho de peso
- Piora da conversão alimentar
- Maior tempo de recuperação
- Desuniformidade dos lotes
- Aumento da mortalidade
Esses fatores tornam a doença um problema sanitário e econômico relevante em diferentes sistemas produtivos.
Prevenção depende de manejo, ambiência e vacinação
A prevenção da DRB envolve um conjunto de práticas integradas, incluindo:
- Controle de poeira, umidade e ventilação
- Organização adequada de lotes
- Redução de estresse durante o manejo
- Período de adaptação para animais recém-chegados
- Cuidados com colostragem em bezerros
- Higienização e cura correta do umbigo
- Programas de vacinação estruturados
Para Baity Leal, a prevenção deve fazer parte da rotina da fazenda.
“A DRB não é apenas um problema de confinamento. Sempre que há impacto na imunidade e no conforto dos animais, o risco aumenta”, reforça.
Diagnóstico precoce e tratamento rápido são decisivos para o controle
Quando a doença se instala, a rapidez na identificação e no início do tratamento é determinante para reduzir danos pulmonares e perdas produtivas.
O tratamento envolve o controle da infecção bacteriana, da inflamação e dos sintomas clínicos, garantindo melhor recuperação do animal.
“O tratamento precisa ser iniciado no momento certo e mantido pelo período adequado, com controle da infecção e da inflamação para favorecer a recuperação”, explica a especialista.
Terapias combinadas ganham espaço no controle da DRB
Soluções que associam ação antimicrobiana e anti-inflamatória vêm sendo incorporadas às estratégias de manejo sanitário.
Entre elas está o Zeleris®, da Ceva Saúde Animal, que combina:
- Florfenicol, antibiótico de amplo espectro
- Meloxicam, anti-inflamatório, analgésico e antipirético
O produto atua contra principais agentes da DRB, como Mannheimia haemolytica, Pasteurella multocida e Histophilus somni, além de controlar febre, dor e inflamação por período prolongado, contribuindo para a recuperação clínica dos animais.
O uso deve sempre seguir orientação veterinária e protocolos de uso responsável de antimicrobianos.
Sanidade respiratória como pilar da pecuária moderna
Para especialistas, o avanço no controle da DRB está diretamente ligado à profissionalização da pecuária e à adoção de protocolos sanitários mais estruturados.
“A redução do impacto das doenças respiratórias depende de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento bem conduzido”, conclui Baity Leal.
Em um cenário de intensificação produtiva, a DRB segue como um dos principais pontos de atenção da pecuária, exigindo integração entre manejo, ambiência, sanidade e tecnologia para preservar desempenho, bem-estar e rentabilidade dos rebanhos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

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