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Clima impacta produtividade da soja em Mato Grosso do Sul na safra 2025/26, aponta Conab

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A produtividade da soja em Mato Grosso do Sul enfrenta impactos relevantes na safra 2025/26 em função das condições climáticas adversas. De acordo com o 6º Levantamento de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o excesso de calor aliado à baixa umidade no solo comprometeu o desempenho das lavouras, principalmente nas regiões oeste e sul do Estado.

Colheita avança gradualmente e ganha ritmo em fevereiro

A colheita da soja teve início de forma gradual em fevereiro, com evolução mais consistente ao longo do mês. Segundo a Conab, o avanço foi inicialmente lento, mas ganhou ritmo a partir do segundo decêndio, acompanhando a maturação das lavouras e a melhora pontual das condições de campo.

Estresse climático provoca perdas no potencial produtivo

As condições climáticas foram determinantes para o desempenho da safra em algumas regiões. No oeste e sul de Mato Grosso do Sul, as altas temperaturas combinadas com a escassez de umidade no solo causaram estresse nas plantas, resultando em perdas significativas de produtividade.

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As áreas mais afetadas registraram redução expressiva no potencial produtivo, refletindo o impacto direto do clima sobre o desenvolvimento da cultura.

Incidência de mosca-branca agrava quadro nas lavouras

Além dos efeitos climáticos, o levantamento aponta maior incidência de pragas, com destaque para a mosca-branca. A presença do inseto foi mais intensa justamente nas áreas que sofreram com o estresse hídrico e térmico, agravando os prejuízos nas lavouras.

Regularização das chuvas melhora cenário em parte das áreas

Apesar das adversidades localizadas, a safra apresenta desempenho positivo em outras regiões. A regularização das chuvas ao longo de janeiro, aliada ao aumento da frequência de precipitações em fevereiro, contribuiu para a recuperação das lavouras.

Atualmente, a maior parte das áreas cultivadas encontra-se em estágios reprodutivos, com potencial produtivo considerado satisfatório após a melhora nas condições hídricas.

Pressão de pragas aumenta e exige manejo mais rigoroso

No campo fitossanitário, a Conab destaca o aumento da pressão de pragas, especialmente do percevejo-marrom (Euschistus heros). A incidência é mais intensa em lavouras entre os estágios R3 e R6, o que demanda monitoramento constante e intervenções pontuais por parte dos produtores.

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Doenças foliares ocorrem de forma isolada

Também foram registradas ocorrências pontuais de doenças foliares, principalmente em áreas com elevada umidade por períodos prolongados. Apesar disso, os casos não apresentam, até o momento, impacto generalizado sobre a produção.

Safra apresenta cenário heterogêneo no Estado

O panorama da safra de soja em Mato Grosso do Sul é marcado por contrastes. Enquanto algumas regiões enfrentam perdas causadas por condições climáticas adversas, outras mantêm bom potencial produtivo graças à regularização das chuvas.

Diante desse cenário, o manejo adequado e o acompanhamento técnico seguem sendo essenciais para reduzir riscos e garantir melhores resultados até o encerramento do ciclo produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto que dá poder de veto ao Mapa contra ‘canetadas’ ambientais avança na Câmara

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5900/2025, uma proposta que cria um “freio de arrumação” na edição de normas federais e estabelece uma etapa obrigatória de avaliação técnica para qualquer medida que impacte o agronegócio.

Fruto de uma articulação direta da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o texto determina que regras sobre produção, cultivo, manejo, transporte ou comercialização no campo passem pelo crivo prévio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida ataca a insegurança jurídica que vinha travando licenças ambientais e linhas de crédito rural no País.

O projeto, de autoria do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, traz como principal trunfo o caráter vinculante da manifestação do Mapa. Na prática, a análise econômica e de abastecimento feita pela pasta da Agricultura terá peso decisivo. Atos federais editados por outros órgãos (como o Ministério do Meio Ambiente ou Ibama) sem essa consulta prévia perderão a validade jurídica em relação às atividades produtivas afetadas.

A movimentação da FPA ocorreu em resposta a um gargalo que vinha tirando o sono dos produtores: o enquadramento de espécies de altíssima relevância econômica em regimes regulatórios restritivos por órgãos ambientais, tratando culturas tradicionais quase como ameaças ou invasoras.

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A coordenação de Meio Ambiente da bancada, que relatou o projeto por meio do deputado Pezenti (MDB-SC), sustentou que a falta de uma análise técnica integrada vinha gerando prejuízos severos na base produtiva, dificultando a renovação de licenças e fazendo com que bancos questionassem a liberação de custeio. Com o texto costurado pela frente parlamentar, ficam protegidas contra restrições surpresas cadeias como:

  • Aquicultura e Pesca: Cultivos de tilápia, tambaqui e camarão cinza;

  • Silvicultura: Florestas plantadas de eucalipto e pinus;

  • Fruticultura Tropical: Pomares de manga, goiaba e outras variedades;

  • Pecuária: Pastagens de brachiaria, base da carne bovina nacional.

A tese defendida pela FPA é de que a conservação ambiental e a produção agropecuária não são agendas excludentes, mas complementares. O foco do trabalho institucional foi blindar quem produz de normas redigidas por corpos burocráticos sem diálogo com a realidade prática do campo.

Para garantir que a proposta não fosse derrubada por vício de iniciativa (quando o Legislativo tenta interferir diretamente na estrutura interna do Poder Executivo), a FPA desenhou uma estratégia jurídica rigorosa no substitutivo aprovado em Plenário.

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Em vez de propor alterações na lei de organização dos ministérios, a bancada deslocou a nova regra diretamente para a Lei nº 8.171/1991, que institui a Política Agrícola Nacional. Essa engenharia jurídica protege o projeto contra futuros questionamentos nos tribunais e consolida a coordenação institucional como um princípio definitivo da política de Estado para o campo. A aprovação foi defendida pelos membros da frente como uma qualificação da tutela ambiental, obrigando o governo federal a sentar à mesa de forma coordenada antes de emitir qualquer portaria ou decreto normativo.

A aprovação do projeto pela Câmara representa uma vitória institucional robusta para a FPA e sinaliza estabilidade para o planejamento de longo prazo do setor, fator essencial para o fechamento de contratos internacionais e atração de capital privado para o agro.

Ao exigir uma análise de impacto socioeconômico antes de qualquer nova exigência regulatória, a medida estruturada pela bancada visa evitar o desabastecimento, proteger postos de trabalho no interior e impedir o encarecimento de alimentos fundamentais na mesa dos brasileiros. O texto segue agora para as próximas etapas de tramitação no rito legislativo.

Fonte: Pensar Agro

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