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Em Aracaju, Edipo Araujo reforça a importância da inclusão do pescado na alimentação dos brasileiros

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As etapas estaduais da 4ª Conferência Nacional de Pesca e Aquicultura continuam mobilizando o setor no país. Nesta segunda-feira (15/09), foi a vez da etapa estadual de Sergipe, que contou com a presença do ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, além de outras autoridades, pesquisadores e representantes dos setores pesqueiro e aquícola. 

Em sua fala, Edipo destacou a importância de difundir o hábito e aumentar o consumo de pescado no país. “O pescado é a proteína animal que menos impacta o meio ambiente e tem alto valor nutricional. Nós precisamos estimular o consumo, pois é a melhor forma de contribuir para o trabalho dos pescadores e aquicultores”, declarou. 

Aos presentes, o ministro falou ainda sobre a necessidade do diálogo entre os diferentes setores da pesca e aquicultura. “Precisamos reduzir os conflitos que existem entre os povos das águas. Por isso, estamos aqui dialogando com vocês da aquicultura, da pesca artesanal, da pesca industrial e da indústria do pescado para encontrar as melhores soluções e construir as políticas públicas para a geração de emprego e renda e é para isso que serve essa conferência”, ressaltou. 

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O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, também esteve presente e disse que é uma honra receber a conferência no estado. “Este é um momento em que podemos discutir políticas públicas, entender a experiência de outros estados e do país e trocar de informações e conhecimentos que fortalecem a economia e o trabalho dos pescadores e aquicultores”, afirmou. 

Pesca e Aquicultura em Sergipe 

Atualmente, são mais de 45 mil pescadores profissionais registrados no estado, dos quais 62% são mulheres. Além disso, são 867 aquicultores e 123 embarcações de pesca habilitadas. Juntos, eles produzem mais de 10,5 mil toneladas de pescado ao ano, com destaque para espécies como camarão, albacoras, tainhas, ostras, vieiras e mexilhões. 

Em Sergipe, apenas em 2025 foram transferidos, por meio do pagamento do seguro-defeso, mais de R$ 38 milhões de reais, beneficiando 19.057 mil pescadores. O benefício pago aos pescadores artesanais garante a subsistência nos meses de proibição da pesca. 

O MPA têm investido na pesca e aquicultura no estado, com mais de R$ 8,5 milhões. Os investimentos são feitos por meio de Termos de Execução Descentralizada (TEDs), convênios e termos de fomento com outras instituições locais, que contribuem para que as políticas cheguem até os pescadores.  

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Governo Federal no Estado – Cerca de 352 mil famílias sergipanas recebem o Bolsa Família, sendo que mais de 200 mil saíram da pobreza e 43,7 mil empregos formais foram gerados desde 2023. Até 2027 vão ser entregues mais de 33 mil moradias pelo Minha Casa, Minha Vida. Recentemente o governo do Brasil também investiu R$ 2,3 bilhões na indústria local e R$ 5,1 bilhões em crédito rural. Também foram construídos 169 novos empreendimentos para a educação, incluindo 2 institutos federais e uma universidade.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio prioriza eficiência e retorno rápido em meio a juros altos e desaceleração do setor

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Agro adota postura mais conservadora diante de cenário de juros elevados e crédito restrito

O agronegócio brasileiro vive um momento de maior cautela na tomada de decisões de investimento. Em um ambiente marcado por juros elevados, restrição de crédito e maior incerteza econômica, empresas do setor têm priorizado projetos com retorno financeiro mais rápido e previsibilidade de resultados.

A mudança ocorre após um ciclo de forte desempenho em 2025, quando o agro teve papel relevante na expansão da economia. Para 2026, no entanto, a expectativa é de desaceleração, com impacto direto sobre margens e ritmo de investimentos.

Esse novo cenário reforça uma tendência de maior disciplina na alocação de capital, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade financeira no longo prazo.

Plano Safra revela retração em linhas de investimento e mudança no perfil do crédito rural

Dados do Plano Safra 2025/2026, divulgados pelo Ministério da Agricultura com base em informações do Banco Central, mostram que o crédito rural mantém crescimento no volume total, mas com forte retração nas linhas de investimento.

Entre os principais recuos estão:

  • Moderfrota: queda de 49%
  • Proirriga: redução de 48%
  • Inovagro: retração de 33%
  • Pronamp: queda de 34%

O movimento indica uma mudança de comportamento no campo: produtores estão priorizando o custeio da operação imediata e adiando decisões relacionadas à modernização e expansão das atividades.

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Na prática, o setor passa por uma reorganização de prioridades, com maior foco na manutenção da liquidez e menor apetite por projetos de longo prazo.

Juros altos e incerteza reduzem apetite por investimentos de longo prazo no agro

Para o economista Alexandre Schwartsman, o ambiente atual combina custo elevado de capital e menor previsibilidade, fatores que influenciam diretamente a estratégia de investimento das empresas.

“Com crédito mais caro e maior incerteza, as empresas passam a priorizar caixa e previsibilidade, reduzindo o apetite por projetos com retorno mais longo”, avalia.

Esse movimento tem levado companhias do agronegócio a revisar portfólios de projetos, elevar critérios de aprovação e reforçar análises de retorno financeiro, especialmente em iniciativas ligadas à expansão e modernização.

Eficiência operacional e tecnologia ganham protagonismo nas decisões do setor

Com maior pressão sobre resultados, cresce a prioridade por projetos voltados à eficiência operacional, redução de custos e ganho de produtividade. A lógica é clara: em um cenário de margens mais apertadas, apenas iniciativas com impacto direto no resultado ganham espaço.

Empresas que atuam na modernização de sistemas e processos, como a MIGNOW, observam aumento na participação de áreas financeiras — especialmente CFOs — na avaliação de investimentos, com foco em previsibilidade e retorno mais rápido.

Segundo o CEO da companhia, Paulo Secco, há uma mudança clara no perfil de aprovação de projetos no setor.

“O que vemos na prática é uma mudança clara de comportamento. Empresas que antes aprovavam projetos com mais flexibilidade hoje exigem retorno muito mais rápido e previsível”, afirma.

De acordo com ele, iniciativas são cada vez mais reavaliadas não pela falta de necessidade, mas pela exigência de maior visibilidade sobre impacto financeiro.

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Automação e controle de riscos se tornam estratégicos no agronegócio moderno

Além da revisão de prioridades, cresce a demanda por maior controle de prazos, custos e execução em projetos de transformação digital e operacional.

A adoção de abordagens mais estruturadas e automatizadas tem sido apontada como fator de redução de riscos e aumento de eficiência. Em projetos de atualização e conversão de sistemas, por exemplo, há casos de automação que chegam a até 97%, contribuindo para menor incidência de falhas e maior previsibilidade de resultados.

Nesse contexto, o agronegócio passa a incorporar práticas mais rigorosas de governança e gestão de projetos, alinhadas ao ambiente de maior pressão financeira.

Eficiência se torna fator central de competitividade no agro

O atual cenário reforça uma mudança estrutural no comportamento do agronegócio brasileiro. Com crédito mais caro e menor espaço para erro, a eficiência operacional, a disciplina financeira e a priorização de investimentos com retorno claro passam a ser determinantes para a competitividade do setor nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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