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Embrapa Gado de Leite: Produção de Leite no Brasil Durante a Entressafra

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As recentes políticas econômicas dos Estados Unidos, caracterizadas pela imposição de tarifas unilaterais sobre seus parceiros comerciais, estão gerando impactos no comércio internacional e na economia global. A medida, que visa corrigir o déficit comercial americano, desvalorizar o dólar e estimular a produção interna de bens e serviços, tem gerado incertezas e volatilidade nos mercados. Esse cenário de riscos elevados de recessão nos Estados Unidos e em outras grandes economias pode também afetar o Brasil.

No mercado mundial de lácteos, observa-se um ajuste da produção em resposta à demanda, com um pequeno aumento nos volumes produzidos. Esse crescimento resultou em uma leve redução nas cotações internacionais de lácteos, após um período de alta contínua. No mais recente leilão do Global Dairy Trade (GDT), os preços se estabilizaram, mantendo-se em torno de USD 4.245 por tonelada.

No cenário doméstico, as projeções econômicas para 2025 indicam um crescimento de 2,0%, conforme o último Boletim Focus, embora inferior ao desempenho de 2024. Apesar disso, os indicadores de emprego e renda seguem positivos, impulsionando o poder de compra da população. Alguns setores, como serviços e comércio, apresentaram retração no início de 2025, mas o desempenho anual permanece favorável. No entanto, a trajetória crescente das expectativas inflacionárias, a alta taxa de juros e a gestão fiscal ainda geram incertezas que podem impactar o mercado de trabalho e, consequentemente, a demanda por leite e derivados.

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A produção de leite inspecionada no Brasil apresentou crescimento pelo segundo ano consecutivo, com aumento de 3,1% em 2024, em comparação com o ano anterior. Esse resultado reflete margens mais favoráveis aos produtores e a recuperação da produção nacional. Contudo, as importações continuam em níveis elevados. Em contrapartida, a pecuária leiteira da Argentina tem apresentado crescimento, favorecido pela maior estabilidade econômica, controle da inflação e a redução de barreiras às exportações. O Brasil permanece como um dos principais destinos desse fluxo.

O mês de março marca o início da entressafra do leite no Brasil, período no qual, historicamente, a produção mensal fica abaixo da média anual, estendendo-se até julho. Os preços do mercado spot, que apresentaram forte alta em março, refletem a menor disponibilidade de leite e uma demanda consistente da indústria. Essa menor oferta, somada à postura mais agressiva de algumas empresas na busca por novos fornecedores, pode levar a um aumento no preço ao produtor nos próximos meses.

Apesar da pressão das importações, o aquecimento da atividade econômica nos últimos anos, com aumento da renda das famílias, tem sustentado a demanda por produtos lácteos. Esse fator tem favorecido a produção nacional, que se mantém firme, e o cenário de evolução positiva nos termos de troca contribui para uma maior oferta interna de leite. No entanto, a evolução do poder de compra da população e os custos domésticos elevados em relação aos internacionais geram incertezas sobre o desempenho da produção no futuro, especialmente em um contexto de baixo crescimento do emprego e da renda, o que é uma das possibilidades para 2025.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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