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Mercado de algodão enfrenta pressão com oferta elevada e demanda moderada, aponta Itaú BBA

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Oferta Global Elevada Mantém Pressão Sobre os Preços

O mercado de algodão segue pressionado no cenário internacional, de acordo com o relatório Agro Mensal divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA. O principal fator é a oferta global confortável, que continua limitando movimentos mais consistentes de alta nos preços.

Em fevereiro, os contratos da pluma na Bolsa de Nova York apresentaram queda de aproximadamente 3%, encerrando a USDc 62,4 por libra-peso. O movimento refletiu revisões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicaram aumento da produção mundial e dos estoques finais, além de leve redução no consumo global.

Esse cenário reforça a percepção de que o mercado segue bem abastecido no curto prazo, com menor espaço para valorizações expressivas.

Preços Reagem em Março com Influência do Petróleo

Apesar do viés baixista, o início de março trouxe uma recuperação pontual nos preços do algodão. Os contratos registraram alta de cerca de 1%, alcançando USDc 63,2/lb, impulsionados principalmente pela valorização do petróleo no mercado internacional.

O encarecimento da energia aumenta os custos de produção e transporte, além de influenciar o ambiente macroeconômico global. Esse movimento tende a sustentar os preços no curto prazo, ainda que não seja suficiente para alterar os fundamentos estruturais do mercado.

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Estoques Elevados e Demanda Chinesa Limitam Avanços

As projeções do USDA reforçam o cenário de abundância:

  • Produção global revisada para 26,3 milhões de toneladas;
  • Estoques finais globais elevados para 16,6 milhões de toneladas.

Além disso, a demanda chinesa — tradicionalmente um dos principais motores do mercado — tende a ser mais moderada. O aumento da produção interna da China e o acúmulo de estoques reduzem a necessidade de importações, limitando o potencial de altas mais intensas nos preços internacionais.

Historicamente, movimentos mais fortes de valorização do algodão estiveram ligados a picos de compras chinesas, cenário que não se repete no momento.

Mercado Brasileiro: Estoques Altos e Exportações Firmes

No Brasil, o mercado apresenta estabilidade nos preços, mesmo diante do cenário internacional mais pressionado. Em fevereiro, a pluma foi negociada em torno de R$ 3,28 por libra-peso em Rondonópolis, mantendo-se estável ao longo do mês.

O país segue com:

  • Estoques elevados, resultado do crescimento da produção nos últimos ciclos;
  • Exportações robustas, que ajudam a sustentar o escoamento da safra.

Para a safra 2025/26, a expectativa é de estoques finais recordes, já que o aumento da produção superou o crescimento das exportações e do consumo interno.

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Caroço de Algodão Segue Pressionado no Mercado Interno

Outro ponto de atenção é o mercado do caroço de algodão, que continua pressionado. Em fevereiro, o preço médio foi de R$ 879 por tonelada, queda de 3% no mês e abaixo da média histórica recente.

Esse movimento reflete:

Oferta elevada remanescente da safra anterior;

  • Demanda mais contida;
  • Concorrência com o farelo de soja.
Perspectivas: Mercado Deve Seguir Volátil e Sem Altas Expressivas

A perspectiva de curto prazo indica que o mercado de algodão deve continuar com limitações para altas mais intensas, mesmo com possíveis ajustes na oferta global.

Entre os principais fatores que devem guiar o mercado estão:

  • Evolução do conflito no Oriente Médio e impacto nos preços de energia;
  • Nível de estoques globais;
  • Ritmo da demanda chinesa;
  • Crescimento econômico global e consumo têxtil.

No curto prazo, o mercado segue precificando risco, com maior volatilidade e um viés ainda cauteloso, refletindo um ambiente de incertezas tanto do lado da oferta quanto da demanda.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fortaleza recebe agenda de fortalecimento da pesca e da aquicultura

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta terça-feira (29) uma agenda em Fortaleza (CE) voltada ao fortalecimento da pesca e da aquicultura no estado. A programação reuniu a apresentação do Pronaf Azul a pescadores artesanais e marisqueiras, a entrega de certificados do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC), uma visita à Universidade Federal do Ceará (UFC) e uma reunião com representantes do setor industrial. 

Pela manhã, na Secretaria da Pesca e Aquicultura do Ceará, o ministro participou da apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito voltada aos pescadores e demais trabalhadores das águas, além da entrega dos certificados do PROPESC. Em mensagem direcionada aos pescadores cearenses, Edipo destacou a importância de ampliar o acesso às políticas de crédito para o setor. “Essa linha de crédito tira da invisibilidade o público dos homens e mulheres das águas. Pela primeira vez, nós temos um plano safra recorde com R$ 85 bilhões, mas que tem uma linha voltada aos homens e mulheres que trabalham com o alimento que vem das águas”, afirmou o ministro. 

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O Pronaf Azul contempla três linhas de crédito direcionadas ao público da pesca e da aquicultura: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Costeiro. Durante a agenda, o ministro também reforçou a orientação para que pescadores busquem as instituições financeiras acompanhados de técnicos ou extensionistas, de forma a apresentar os projetos e acessar os recursos destinados ao desenvolvimento sustentável das atividades. 

Ciência e formação na UFC 

Na segunda parte da agenda, Edipo visitou a Universidade Federal do Ceará (UFC), que conta com quatro projetos apoiados financeiramente pelo Ministério da Pesca e Aquicultura. A programação incluiu conversa com os coordenadores dos projetos, visita às iniciativas e uma roda de conversa com estudantes. 

A agenda na universidade reforça a integração entre políticas públicas, pesquisa e formação profissional. Segundo o ministro, os investimentos em ciência e inovação são fundamentais para fortalecer as políticas voltadas à pesca e à aquicultura. “Política pública boa e robusta só faz com ciência, inovação, tecnologia e pesquisa”, afirmou Edipo. Ele também destacou a importância da participação dos estudantes, que, segundo ele, representam o futuro do setor. 

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Diálogo com o setor industrial 

No fim do dia, o ministro se reuniu com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e do Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca do Estado do Ceará (SINDIFRIO-CE). O encontro foi dedicado à discussão das principais demandas e desafios do setor. 

Entre os temas da agenda esteve o Plano Brasil Soberano, apresentado pelo ministro como uma iniciativa voltada à proteção da indústria brasileira diante de impactos econômicos. Edipo também destacou a estratégia de diversificação dos mercados para as exportações brasileiras, com aproximação de países da América do Sul, além dos mercados asiático, africano e europeu. 

A agenda em Fortaleza integra as ações do Governo Federal para aproximar políticas públicas, setor produtivo, instituições de pesquisa e trabalhadores da pesca e da aquicultura, ampliando as oportunidades de desenvolvimento e sustentabilidade para a atividade no Ceará. 

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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