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Milho mantém preços firmes no Brasil, enquanto produção global cresce e pressiona bolsas

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O mercado de milho segue dividido entre fundamentos internos de suporte e pressões externas vindas das projeções globais de oferta. No Brasil, a firme demanda doméstica e a cautela dos vendedores mantêm os preços estáveis, mesmo diante do aumento da produção estimada. Já no cenário internacional, as expectativas de safra recorde nos Estados Unidos impulsionaram quedas nas cotações da Bolsa de Chicago, influenciando também os contratos na B3.

Produção brasileira cresce, mas preços seguem sustentados

De acordo com dados da Conab, a produção da safra 2024/25 foi revisada para cima, atingindo 139,69 milhões de toneladas, um avanço de 2% em relação ao mês anterior e de 21% frente à temporada passada.

Apesar disso, levantamentos do Cepea indicam que os preços internos continuam firmes, apoiados pela forte demanda doméstica e pela estratégia de retenção de estoques por parte dos produtores, o que limita a oferta disponível no mercado físico.

Safra recorde nos EUA pressiona Chicago

Nos Estados Unidos, o USDA elevou a projeção da safra 2025/26 para 427,11 milhões de toneladas, sustentada pela maior área colhida em quase um século — 36,42 milhões de hectares, a maior desde 1933.

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A produtividade foi projetada em 186,7 bushels por acre, o que, se confirmado, representaria novo recorde histórico. O relatório também apontou exportações de 75,57 milhões de toneladas, reforçando a competitividade norte-americana no mercado global.

No balanço mundial, a produção deve chegar a 1,573 bilhão de toneladas, com estoques finais ajustados para 281,4 milhões de toneladas, queda puxada por reduções na China e Rússia, parcialmente compensadas por altas na África do Sul e Ucrânia.

Preços caem em Chicago e na B3 após relatório do USDA

As bolsas refletiram imediatamente os números do USDA. Na manhã desta segunda-feira (15), os contratos de milho na CBOT registraram quedas generalizadas: setembro/25 recuou para US$ 4,25/bushel, enquanto março/26 foi cotado a US$ 4,42/bushel.

Na B3, os futuros também abriram no campo negativo: setembro/25 a R$ 65,07 (-0,05%), novembro/25 a R$ 67,91 (-0,43%) e janeiro/26 a R$ 70,96 (-0,27%).

Semana termina com cenário misto para o milho

Apesar das quedas pontuais, o mercado encerrou a última semana de forma mista. No Brasil, o índice Cepea subiu 0,39%, refletindo a demanda firme, enquanto o dólar recuou 1,10%, aliviando custos de importação.

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Na B3, os contratos variaram: setembro/25 caiu para R$ 65,12, enquanto novembro/25 avançou para R$ 68,20. Já em Chicago, mesmo com a revisão positiva da safra americana, os preços subiram no fechamento semanal, com o contrato dezembro valorizando 2,44%, a US$ 430,00/bushel.

Perspectivas para o mercado de milho

Analistas da TF Agroeconômica recomendam que produtores brasileiros adotem cautela nas vendas, aproveitando a tendência de preços firmes no mercado interno e possíveis altas até dezembro. A orientação é realizar negociações apenas em casos de necessidade, destinando parte dos recursos (8% a 12%) para contratos futuros na B3, como forma de proteção contra oscilações.

Com a colheita americana avançando e o Brasil com oferta crescente, o milho permanece como ativo estratégico, equilibrando pressões externas de queda e fundamentos locais de sustentação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA realiza seminário sobre Extensão Pesqueira Artesanal

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, nesta sexta-feira(4), o I Seminário Interno de Extensão Pesqueira Artesanal, com a finalidade de ampliar o debate sobre a realidade das mulheres pescadoras e marisqueiras. Com o tema “Mulheres Pescadoras: Autonomia, Igualdade e Sustentabilidade Ambiental”, o evento representou um momento de apresentação prévia dos resultados do Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal, realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

O seminário nasceu do Projeto Mulheres Pescadoras, desenvolvido pela Fiocruz, pelo MPA e pelo Ministério das Mulheres. O Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal aprofundou a análise em 52 municípios de atenção prioritária, distribuídos pelas cinco regiões do país: 18 no Norte, 10 no Sudeste, 6 no Sul e 3 no Centro-Oeste. Essa ação dialoga com o Programa Povos da Pesca Artesanal e teve como eixos estruturantes: Emergência Climática e Racismo Ambiental; Populações Tradicionais e Territórios; Segurança Alimentar, Epidemiologia e Saúde; e Economia Solidária e Cadeia Produtiva. 

De acordo com o secretário-executivo do MPA, Lázaro Medeiros, o evento traz para o centro do debate o tema das mulheres pescadoras. “É um tema que apresenta também um diálogo com quem vive de fato os territórios pesqueiros. Além disso, ele apresenta um mapeamento socioterritorial, apresentando com mais profundidade a realidade das comunidades”, destacou. 

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A pesquisadora da Fiocruz, Maria Juliana Correa, apontou a importância do seminário para dar visibilidade aos direitos sociais das mulheres pescadoras. “A gente sempre escutava das mulheres das águas a necessidade de um olhar específico para a saúde das pescadoras e marisqueiras, unindo o meio ambiente e a saúde nos territórios”, afirmou. 

O secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, destacou o objetivo do evento. “Encontros como esses criam caminhos para a construção do futuro da pesca artesanal do Brasil. Estamos aqui produzindo conhecimentos que serão transformados em políticas públicas”, afirmou. 

A pescadora sergipana, Arlene Costa, afirmou que são as mulheres as grandes guardiãs dos territórios. “Hoje enfrentamos diversas ameaças ambientais nos territórios e somos nós, as mulheres das águas, que preservamos e garantimos os recursos naturais para as próximas gerações”, disse. 

Para a coordenadora-geral de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira do MPA, Lorena Abrahão, o mapeamento é fundamental para a construção de políticas públicas estruturantes para as mulheres das águas. “Mais do que retratar vulnerabilidades, os dados evidenciam a força organizativa e o protagonismo das mulheres que vivem da pesca em todo o Brasil”, finalizou. 

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O evento contou também com a presença da coordenadora-geral da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres, Larissa Passos, e do secretário Nacional de Políticas de Ações Afirmativas e Combate e Superação do Racismo do Ministério da Igualdade Racial, Clédisson Geraldo dos Santos Júnior.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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