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O Papel da Agropecuária na Sustentabilidade Global

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À medida que a ciência confirma o papel fundamental do agronegócio na sustentabilidade do planeta, cresce a necessidade de ampliar o diálogo sobre os esforços do setor em seus pilares social, econômico e ambiental. Foi essa busca por uma discussão objetiva, embasada em dados científicos, que levou o presidente e CEO da Alltech, Dr. Mark Lyons, a incentivar uma investigação aprofundada sobre o real impacto dos bovinos na sociedade.

A iniciativa resultou no documentário “World Without Cows” (Um Mundo sem Vacas), lançado no final de 2024. O longa-metragem, escrito e dirigido pelos premiados jornalistas Michelle Michael e Brandon Whitworth, percorreu 40 destinos ao longo de três anos para examinar o papel dos bovinos na nutrição, cultura, economia e meio ambiente. Com total independência editorial, os documentaristas analisaram realidades diversas, incluindo Estados Unidos, Brasil e Índia, em busca de respostas para uma pergunta provocativa: o mundo estaria melhor sem vacas?

“Com ‘Um Mundo sem Vacas’, queremos estimular conversas significativas sobre o papel dos bovinos, desafiando suposições e incentivando um olhar mais atento à ciência”, explica o Dr. Lyons. “O documentário também traz uma mensagem clara à indústria agroalimentar: temos o poder de contar nossa história de maneira inspiradora. A agropecuária não é apenas parte da solução para as mudanças climáticas, mas um elemento essencial nesse processo.”

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A relevância do tema também foi evidenciada em um estudo publicado na revista PLOS Climate, em setembro de 2023. O artigo destaca as oportunidades do setor agropecuário para avançar em sustentabilidade ambiental. “Nosso estudo reconhece que o sistema alimentar é uma das ferramentas mais poderosas no combate às mudanças climáticas”, afirma o coautor principal, Prof. Benjamin Z. Houlton, reitor do College of Agriculture and Life Sciences da Universidade de Cornell.

Segundo o Dr. Lyons, as pesquisas sobre genética, nutrição e microbioma ruminal ainda estão apenas começando a revelar o potencial transformador da agropecuária na sustentabilidade global. “Ao aprofundarmos nosso conhecimento nesses campos, podemos impulsionar avanços significativos que moldarão o futuro do setor”, afirma.

Reconhecimento pela comunicação no agronegócio

O compromisso do Dr. Lyons com a comunicação do setor agropecuário foi reconhecido em novembro de 2024, quando ele foi incluído no seleto grupo de CEOs que mais se destacam no relacionamento com a imprensa. A premiação ocorreu na 14ª edição da pesquisa Empresas que Melhor se Comunicam com Jornalistas, conduzida pela plataforma Negócios da Comunicação com mais de 25 mil jornalistas brasileiros. A Alltech foi uma das três homenageadas no segmento pecuário.

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Representando o Dr. Lyons na cerimônia, o diretor comercial da Alltech Brasil, Clodys Menacho, ressaltou a importância do reconhecimento. “A mensagem compartilhada foi clara: estamos todos enfrentando a mesma tempestade e, embora alguns barcos estejam mais preparados que outros, ninguém pode prosperar sozinho”, afirmou.

Desde sua fundação pelo cientista irlandês Dr. Pearse Lyons, pai de Mark, a Alltech sempre apostou na comunicação como ferramenta de transformação. “A ciência não precisa ser chata”, costumava dizer Pearse, destacando a importância de contar histórias que inspirem mudanças reais. “Mais do que um troféu, essa premiação é a confirmação de que nosso trabalho é sólido e mais necessário do que nunca”, concluiu Menacho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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