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Na Bienal do Livro, Editora Mostarda celebra salto de 58% nas vendas e presença da ministra Cármen Lúcia

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Além de integrar a programação oficial de debates, autores da casa comandam lançamentos, contação de histórias e ações de acessibilidade no estande com agenda voltada à diversidade

 

São Paulo, setembro de 2026 – A Editora Mostarda participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo com uma programação centrada em representatividade, inclusão e diversidade. A agenda reúne lançamentos, bate-papos, sessões de autógrafos e contação de histórias para aproximar os leitores de obras que refletem diferentes identidades e trajetórias.

O engajamento do público reflete-se também nos resultados comerciais: a Editora Mostarda registra um crescimento de 58% nas vendas em comparação com 2024. Entre as obras mais procuradas até o momento estão Meu Pé de África, de Marcos Cajé; Carolina, de Orlando Nilha; e A Menina e a Toga, assinado por Flávia Martins de Carvalho e Micaela Prado.

Para Pedro Mezette, fundador e CEO da Mostarda Editora, os números evidenciam transformações no comportamento dos leitores e das instituições de ensino. “Entendemos que o público busca, cada vez mais, uma literatura infantil inclusiva e representativa. Ver obras que celebram a nossa ancestralidade e a diversidade entre as mais vendidas mostra que o letramento racial e social já é uma prioridade para as famílias e educadores que visitam a Bienal”, afirma o executivo.

Um dos grandes destaques da programação será a participação da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, no dia 11 de setembro, no Distrito Anhembi. Única mulher a presidir tanto o STF quanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a magistrada integrará dois painéis e apresentará seu lançamento infantojuvenil publicado pela casa editorial, O Livro da Democracia, focado em cidadania, Constituição e formação de novas gerações.

Ao longo de todo o evento, o estande da editora abrigará desde atividades infantis até painéis sobre personalidades e experiências de vida. A proposta vai além da exposição do catálogo e visa criar um espaço de diálogo direto entre público e autores. Com obras adaptadas em Braille e acervo voltado a autores e personagens negros, povos originários e figuras históricas, a Mostarda reafirma a literatura como ferramenta essencial de acesso, cidadania e identificação social.

 

Lançamentos 

O Livro da Democracia – Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, Mariana Oliveira e Sabichinho

Você provavelmente já ouviu falar em democracia, mas sabe explicar direito o que é? O livro não traz respostas prontas, mas explica sobre o que é a democracia desde a Grécia antiga, de urna eletrônica, de direitos e de ditadura, de faixa presidencial e de Constituição. Das lutas pelo direito de votar e de quem trabalha todo dia para garantir que direitos estão adquiridos. 

 

A Menina e a Toga: uma história de começos, meios e começos – Flávia Martins de Carvalho e Micaela Prado.

A obra narra a história de Micaela, uma jovem negra que passou parte da infância e da adolescência sob a guarda do Estado, e seu encontro com Flávia Martins, juíza da Vara da Infância e da Juventude e Micaela Prado. A partir dessa relação, a obra discute pertencimento, acolhimento e a importância de redes de apoio na formação de crianças e jovens. O título dialoga com o propósito da editora de colocar em pauta narrativas que ampliem as referências de identificação dos leitores.

 

Pequena Leitora, Grande Escritora 

Outra novidade do catálogo é Pequena Leitora, Grande Escritora, escrito por Marcos Cajé e ilustrado por Lhaiza Morena, finalista do Prêmio Jabuti em 2022. O livro acompanha Amora, uma garota apaixonada por literatura que sonha em criar as próprias histórias, incentivando o hábito da escrita desde a infância.

A narrativa une ancestralidade e literatura afro-afetiva ao abordar o contato da personagem com a cultura africana por meio de elementos do realismo afrofantástico — representado por um encontro mágico entre Amora e seus antepassados. Recomendado para crianças a partir dos 6 anos, o livro busca fortalecer a autoestima e o letramento cultural dos pequenos. 

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Pequena Leitora, Grande Museóloga

O livro Pequena Leitora, Grande Museóloga apresenta a jornada de Kora, uma menina de cinco anos que vive em Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Kora é uma leitora atenta que se interessa por histórias, fotos e objetos antigos, questionando quem cuida dessas memórias. Sua avó, Kalunga, a leva ao museu local para encontrar a resposta, quando conhece Sanofa, uma museóloga que explica seu trabalho. A obra foi escrita pelas autoras Cássia Vale e Luciana Palmeira com ilustrações de Lhaiza Morena.

 

Não sei explicar, escrito por Suzane Lopes e ilustrado por Paula de Aguiar, aborda a tristeza e o acolhimento emocional. Voltada para o público infantil e seus responsáveis, a obra acompanha os sentimentos que surgem sem motivo aparente e mostra como o afeto e a escuta ajudam a reorganizar esse mundo interno. Na escola ou em família, a narrativa atua como ferramenta de mediação para abrir conversas francas, incentivando as crianças a reconhecerem emoções e a buscarem apoio quando o coração fica apertado. A história nasce da reconexão de Suzane Lopes com suas próprias memórias de infância, período em que viveu a introspecção e a dificuldade de nomear tristezas. Ao transformar diários e silêncios do passado em literatura, a autora constrói uma ponte entre a criança que foi e a mulher que é hoje. Com tom sensível, o lançamento reforça que toda emoção merece ser ouvida e que compreender o que sentimos começa no momento em que encontramos alguém disposto a escutar.

 

Carlos Gomes: O maestro do Brasil, escrito por Fabiano Ormaneze e Francisco Lima Neto, com ilustrações de Vienno. Integrante do selo “Nossa Gente” e lançada em celebração aos 190 anos de nascimento do compositor campineiro, a obra resgata a trajetória do autor da célebre ópera O Guarani. Por meio de linguagem simples e contextualizada, o livro explora desde o início humilde como professor de música na juventude até a projeção internacional e a nomeação como diretor do Conservatório de Música de Belém.

Fruto de ampla pesquisa documental, a publicação traz bastidores e curiosidades da vida do maestro, como seu acervo de fauna e flora brasileiras na Itália e sua relação com a Família Imperial e o movimento abolicionista. O ponto central da narrativa é o resgate de sua identidade negra — historicamente apagada por representações que o retratavam como um homem branco —, abordando o preconceito racial que marcou sua trajetória e a visão exotizada que a imprensa europeia da época mantinha sobre o artista.

 

Ações com a Fundação Dorina Nowill reforçam compromisso com a acessibilidade

A inclusão ganha destaque no estande da Editora Mostarda por meio de uma parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos. Nos dias 9 e 11 de setembro, o espaço oferece mediações de leitura e contação de histórias conduzidas por Andrea Aparecida de Queiroz, que é consultora de acessibilidade, utilizando como base as obras Ovelhinhas e O Jardim de Marielle. A ação proporciona uma experiência imersiva e reafirma a literatura como ferramenta de acesso, representatividade e participação social.

A iniciativa reforça o compromisso do selo com a acessibilidade, característica já presente em seu catálogo com obras adaptadas em Braille. Ao integrar lançamentos, bate-papos e mediações inclusivas ao longo da Bienal, a editora consolida seu estande como um espaço interativo voltado ao diálogo e à diversidade.

 

Bate-papos, autógrafos e contação de histórias movimentam o estande

Ao longo dos nove dias da Bienal, o estande da Editora Mostarda reunirá leitores, autores e convidados em uma programação focada em infância, representatividade e diversidade. A agenda inclui lançamentos, bate-papos, sessões de autógrafos e contação de histórias. Entre os principais destaques estão os lançamentos de A Menina e a Toga, no dia 5 de setembro, e de Museóloga, no dia 13, além de painéis sobre a obra de Carlos Gomes e a Coleção Pequena Leitora.

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Programação Oficial 

REPRESENTATIVIDADE E PODER FEMININO

Elas no topo: caminhos para a representatividade feminina no Brasil

Data e Horário: 11 de setembro, às 10h00 

Local: Espaço Salão das Ideias 

Participantes: Cármen Lúcia (STF), Lilia Moritz Schwarcz (USP / ABL) e Mariana Oliveira

Jornalista especializada na cobertura do Poder Judiciário há 20 anos e coatora do livro 

Mediação: Cris Pàz (Coordenadora do Espaço Salão de Ideias e escritora) 

 

EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA, RAÇA E CIDADANIA

Democracia se aprende: escuta, raça e cidadania para o Brasil de amanhã

Data e Horário: 11 de setembro, às 16h15 

Local: Arena Cultural / Espaço Educação 

Participantes: Cármen Lúcia (STF), Flávia Martins de Carvalho (TJ-SP) 

Mediação: Sol Petrosino (Coordenadora do Espaço Educação)

 

Programação da Editora Mostarda

7 de setembro | segunda-feira
15h às 17h – Do erudito ao infantil: a biografia de Carlos Gomes seguido de sessão de autógrafos — Fabiano Ormaneze e Francisco Lima Neto.

8 de setembro | terça-feira
15h às 17h – Contação de histórias — Marcos Cajé.

9 de setembro | quarta-feira
14h às 16h – Ação com a Fundação Dorina Nowill para Cegos — Andrea Aparecida de Queiroz.
19h às 21h – Biografia é gênero infantojuvenil? Representatividade e experiência de vida sobre Carlos Gomes, seguido de sessão de autógrafos — Fabiano Ormaneze e Francisco Lima Neto 

10 de setembro | quinta-feira
15h às 17h – Sessão de autógrafos — Marcos Cajé.

11 de setembro | sexta-feira
10h às 12h – Ação com a Fundação Dorina Nowill para Cegos — Andrea Aparecida de Queiroz.
14h às 16h – Ação com a Fundação Dorina Nowill para Cegos — Andrea Andrea Aparecida de Queiroz.

12 de setembro | sábado
10h às 12h – Crianças em foco: espaço de representatividade e proteção para infâncias – Bate-papo sobre infâncias — Flávia Martins de Carvalho, Letícia Pires, com a mediação de Moisés Machado.

 

15h30 às 17h30 – Encontro com leitores, bate-papo ou sessão de autógrafos — Flávia e Micaela.
19h às 21h – Bate-papo da Coleção Pequena Leitora: literatura infantil, empoderamento e descoberta de profissões, seguido de sessão de autógrafos — Marcos Cajé, Cássia Valle, Luciana Palmeira e Lhaiza Morena.

 

13 de setembro | domingo
15h às 17h – Lançamento de Pequena Leitora, Grande Museóloga, seguido de sessão de autógrafos — Cássia Valle, Luciana Palmeira e Lhaiza Morena.

 

Serviço

Bienal do Livro de São Paulo 2026
Data: 4 a 13 de setembro de 2026
Local: Distrito Anhembi – São Paulo (SP)

 

Sobre a Editora Mostarda: 

A Editora Mostarda nasceu com o compromisso de fortalecer a educação por meio de histórias que ampliem a representatividade e valorizem identidades historicamente invisibilizadas. Seu catálogo inclui a Coleção Black Power, com biografias ilustradas de personalidades negras, e a Coleção Kariri, dedicada a lideranças indígenas brasileiras.

A editora também investe em acessibilidade, com edições em braille e versões com fonte ampliada. Voltado ao público adulto, o selo Referência reúne títulos dedicados à reflexão social e ao desenvolvimento humano. Já o selo Melancia contempla obras para a primeira infância.

Com essas frentes, a Editora Mostarda reafirma seu compromisso com uma produção editorial plural, inclusiva e socialmente engajada.

 

Site: www.editoramostarda.com.br

Instagram: @editoramostarda

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Instituto Cervantes recebe escritoras espanholas em evento gratuito nos dias 11 e 15 de setembro

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Instituto Cervantes recebe escritoras de renome em evento gratuito nos dias 11 e 15 de setembro, às 19h

 

Por ocasião da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo e tendo a Espanha como país convidado de honra, estarão reunidas em diversas cidades do Brasil, nomes relevantes da atual literatura espanhola. Especificamente no Rio de Janeiro, serão trazidas para estas mesas as escritoras Luz Pichel, Sabina Urraca e Azahara Palomeque. O evento acontecerá no Instituto Cervantes do Rio de Janeiro, em Botafogo, em duas datas: 11 e 15 de setembro, sempre às 19h.

A atividade é organizada pelo Ministério da Cultura da Espanha, Acción Cultural Española, AECID – Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, Instituto Cervantes, Bienal Internacional do Livro de São Paulo e Espanha Cultura Viva. Conta com a colaboração da Embaixada da Espanha no Brasil, da Federação de Grêmios de Editores da Espanha e da Mostra Espanha 2026.

 

No primeiro encontro, o público terá a oportunidade de conversar com as escritoras sobre onde escrevem: lugar, classe, corpo, memória, idade, língua, tradição. Refletir sobre como fizeram para encontrar sua maneira de escreverAs autoras percorrerão juntas a história de suas escritas, perguntando-se como chegaram ao momento em que se encontram atualmente, passando por alguns marcos importantes de suas vidas dedicadas à escrita.

“Gente diante da nossa escrita ou nossa escrita diante das pessoas. Amigas, família, gente do povoado e da ilha”, assim Urraca e Pichel definem o encontro.

A respeito de leituras importantes, compartilharão com o público do Rio o que precisam para poder escrever, espaços e condições, colocando em questão, inclusive, se a inspiração existe.

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No dia 15, assim como em seus dois últimos livros, a escritora Azahara Palomeque falará sobre as memórias rurais; a terra como reserva de lembranças, mas também como reserva ecológica (mudanças climáticas) e cultural; as guerras de antes e as de agora; além de uma reivindicação da alegria e dos afetos.

 

O lugar da escrita – dia 11 de setembro, às 19h

Participantes: Luz Pichel e Sabina Urraca.

Local: Auditório do Instituto Cervantes RJ (Rua Visconde de Ouro Preto, 62 – Botafogo)

Entrada gratuita

Luz Pichel é poeta. Nasceu em Alén, Pontevedra, em 1947. Ali aprendeu a falar dentro de uma língua que poderia morrer, mas não quer morrer. Quem fala essa língua pensa que são sempre os outros que falam bem. A tensão entre línguas maiores e menores, e a potencialidade de um uso não estabilizado nem folclorizante do dialeto são caminhos explorados por sua poesia.

Livros: El pájaro mudo, La marca de los potros, Casa Pechada, El pájaro mudo y otros poemas, cativa en su lughar/casa pechada, tra(n)shumancias, COCOCO U, ALÉN ALÉN, DIN DIN DON Y MÁS HORTENSIAS AZULES, y TU EXISTE.

Sabina Urraca (San Sebastián, 1984) é escritora e editora. Autora dos romances Las niñas prodigio (Fulgencio Pimentel, 2017), Soñó con la chica que robaba un caballo (Lengua de trapo, 2021), Chachachá (Dueto) (Comisura, 2023), El celo (Alfaguara, 2024) e Escribir antes (Comisura, 2025).

Colaboradora nos espaços radiofônicos Carne Cruda e El ojo crítico, e em veículos como El País, El Cultural e Zenda. Foi editora residente do selo Caballo de Troya (Penguin Random House) durante 2023 e 2024, e editora de livros como Panza de burro, de Andrea Abreu (Barrett), e Seismil, de Laura C. Vela (Niños gratis). Recebeu as bolsas do MFA da Universidade de Iowa (2020), a Bolsa Leonardo de criação literária da Fundação BBVA (2022) e a Bolsa Montserrat Roig (2025).

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Azahara Palomeque: memória da terra e da agua – 15 de setembro, às 19h.

Participante: Azahara Palomeque.

Local: Auditório do Instituto Cervantes RJ (Rua Visconde de Ouro Preto, 62 – Botafogo)

Entrada gratuita

Azahara Palomeque (El Sur, 1986) é escritora e uma das vozes mais inovadoras do panorama literário em espanhol.

Autora de oito livros, tornou-se conhecida com o ensaio Vivir peor que nuestros padres (Anagrama, 2023), antes de publicar seu romance Pueblo blanco azul (Cabaret Voltaire, 2026), aclamado pelo público e pela crítica, finalista do Prêmio Herralde 2024 e vencedor do Prêmio Librería de Mujeres.

Palomeque é colunista do El País e do ElDiario.es e já proferiu conferências e participou de apresentações em feiras nacionais e internacionais, universidades norteamericanas e espanholas e no Parlamento Europeu, em Bruxelas, entre outros lugares.

É formada em Jornalismo e Comunicação Audiovisual pela Universidade Carlos III de Madri e doutora em Estudos Culturais pela Universidade de Princeton.

Apaixonada pelo Brasil desde que realizou, em 2007, uma temporada acadêmica em São Paulo, também possui mestrado em Estudos Luso-Brasileiros pela Universidade do Texas em Austin. Em outubro, será lançado seu novo livro de poemas, Febril y lluviaAtualmente vive em Córdoba (Andaluzia), cercada de flores e afetos, e dedicada exclusivamente à literatura.

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