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Produção de café do Brasil pode atingir recorde de 75,65 milhões de sacas na safra 2026/27

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A produção brasileira de café para a safra 2026/27 foi revisada para cima pela consultoria Safras & Mercado, que passou a estimar um volume recorde de 75,65 milhões de sacas de 60 kg. A projeção anterior era de 71 milhões de sacas.

O novo número representa um crescimento de 17% em relação à temporada passada, consolidando uma expectativa positiva para o setor cafeeiro nacional.

Condições climáticas favoráveis impulsionam produtividade das lavouras

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, o bom desempenho das lavouras está diretamente ligado às condições climáticas observadas nos primeiros meses do ano.

Segundo ele, o regime de chuvas adequado e temperaturas mais amenas favoreceram o desenvolvimento das plantas, resultando em maior carga produtiva.

“Chuvas em bom volume e temperaturas mais amenas garantiram bom desenvolvimento das plantas, o que acabou se refletindo em uma carga produtiva mais elevada”, destaca o analista.

Esse cenário também confirmou as boas expectativas geradas durante o período de florada, reforçando o otimismo do mercado e justificando a revisão positiva da safra.

Café arábica lidera crescimento e se destaca na produção nacional

O principal destaque da revisão é o café arábica, cuja produção está estimada em 49,95 milhões de sacas, ante 46,70 milhões projetados anteriormente.

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Esse volume representa um avanço de 29% em relação à temporada passada, que foi fortemente impactada pela seca registrada em 2024.

Produção de conilon apresenta leve recuo, mas supera projeções iniciais

Já a produção de café conilon/robusta está estimada em 25,70 milhões de sacas na safra 2026/27, o que representa uma leve queda de 1,2% em relação ao ciclo anterior.

Apesar do recuo, o desempenho foi melhor do que o inicialmente projetado, que indicava queda de 6%. O resultado foi sustentado pelo crescimento da produção em Rondônia e por um desempenho acima do esperado no Espírito Santo.

Exportações de café recuam em março, com queda em volume e receita

No comércio exterior, o Brasil exportou 3,040 milhões de sacas de café em março, gerando uma receita cambial de US$ 1,125 bilhão, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve queda de 7,8% no volume embarcado e retração de 15,1% na receita.

Embarques acumulados também apresentam queda no ano-safra

No acumulado dos nove primeiros meses do ano-safra 2025/2026, as exportações brasileiras somaram 29,093 milhões de sacas, volume 21,2% inferior ao registrado no mesmo período anterior.

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Apesar da redução no volume, a receita cambial alcançou US$ 11,431 bilhões, alta de 2,9% na comparação com o mesmo intervalo do ciclo anterior, refletindo preços mais elevados no mercado internacional.

Desempenho no primeiro trimestre confirma retração nas exportações

No primeiro trimestre deste ano, os embarques brasileiros totalizaram 8,465 milhões de sacas, uma queda de 21,2% frente às 10,739 milhões exportadas no mesmo período do ano passado.

A receita cambial no período foi de US$ 3,371 bilhões, recuo de 13,6% em relação aos US$ 3,901 bilhões registrados nos três primeiros meses de 2025.

Mercado acompanha safra recorde e ritmo mais lento das exportações

O cenário atual do café brasileiro combina expectativas de safra recorde, impulsionada por condições climáticas favoráveis, com um ritmo mais lento nas exportações, influenciado por fatores de mercado e logística.

A combinação desses elementos deve seguir no radar dos agentes do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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