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Soja sobe em Chicago com acordo EUA-China, exportações recordes do Brasil e mercado atento ao feriado nos EUA

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O mercado global da soja iniciou a semana em recuperação, sustentado pelo avanço das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e pela forte demanda internacional pela oleaginosa brasileira. Em Chicago, os contratos futuros reagiram positivamente ao anúncio de compromissos agrícolas entre as duas maiores economias do mundo, enquanto no Brasil os preços seguiram amparados pelo ritmo robusto das exportações e pela competitividade do produto nacional.

Segundo análises do Cepea, a valorização recente da soja nos Estados Unidos está diretamente ligada às expectativas envolvendo o acordo comercial sino-americano. O entendimento prevê compras anuais de aproximadamente US$ 17 bilhões em produtos agrícolas norte-americanos pela China, além da perspectiva de aquisição de cerca de 25 milhões de toneladas de soja americana.

O anúncio trouxe forte repercussão aos contratos futuros na Bolsa de Chicago, que chegaram a atingir máximas recentes e movimentaram também as negociações nas principais regiões produtoras brasileiras.

Acordo entre China e EUA impulsiona Chicago

O compromisso foi divulgado pela Casa Branca após reuniões entre os presidentes dos dois países, reacendendo o otimismo no setor agrícola americano após o período de retração comercial provocado pela disputa tarifária entre Washington e Pequim.

O movimento elevou os contratos futuros logo no início da semana. Em um primeiro momento, a soja alcançou patamares próximos de US$ 12,13 por bushel em Chicago, refletindo a expectativa de retomada mais consistente da demanda chinesa pelo grão norte-americano.

Apesar do impacto positivo inicial, o mercado passou a operar com maior cautela nos dias seguintes diante da ausência de confirmação oficial por parte de Pequim sobre os volumes anunciados.

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Ainda assim, o saldo semanal permaneceu positivo.

De acordo com a TF Agroeconômica, o contrato julho encerrou o último pregão antes do feriado de Memorial Day nos Estados Unidos com leve alta de 0,19%, cotado a US$ 11,9650 por bushel. O vencimento agosto avançou 0,13%, para US$ 11,9500.

Entre os derivados, o farelo de soja registrou ganho mais expressivo, de 1,07%, negociado a US$ 331,90 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,15%, alcançando 73,98 centavos de dólar por libra-peso.

No acumulado da semana, os futuros da oleaginosa avançaram cerca de 1,66% em Chicago.

Demanda chinesa segue favorecendo soja brasileira

Mesmo com a aproximação comercial entre China e Estados Unidos, o Brasil continua ocupando posição estratégica no abastecimento do mercado chinês.

Pesquisadores do Cepea destacam que o menor prêmio de exportação da soja brasileira e a competitividade dos embarques nacionais mantêm o país como fornecedor altamente atrativo.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) reforçam esse cenário. A média diária de exportações brasileiras nos primeiros dias úteis do mês supera em 18,5% o desempenho registrado no período anterior, ampliando o ritmo já forte observado após o recorde de embarques alcançado em abril.

Para analistas de mercado, a presença chinesa segue concentrada em grandes volumes originados no Brasil, enquanto as compras nos Estados Unidos ainda permanecem dentro de um fluxo considerado sazonal.

A expectativa é de que os chineses ampliem gradualmente as aquisições da nova safra americana a partir do quarto trimestre, quando tradicionalmente cresce a competitividade da oferta dos EUA.

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Oferta global elevada limita ganhos da soja

Apesar da recuperação recente, o mercado segue monitorando fatores fundamentais que limitam avanços mais consistentes.

Nos Estados Unidos, as lavouras apresentam bom desenvolvimento climático, aumentando a perspectiva de produção elevada. Ao mesmo tempo, a entrada da safra sul-americana — acima das expectativas iniciais — mantém o quadro global de oferta confortável.

Na América do Sul, a Argentina também pode ganhar espaço competitivo nos próximos anos. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou sua estimativa de produção da safra atual, enquanto o governo argentino sinaliza redução gradual das tarifas de exportação da soja e de seus derivados a partir de 2027.

Esse cenário amplia a concorrência no comércio internacional e mantém investidores atentos aos próximos movimentos de oferta, demanda e política comercial.

Mercado brasileiro segue firme

No mercado físico brasileiro, o comportamento foi regionalizado, com diferenças entre estados e intensidade variável nos negócios.

Ainda assim, o ambiente permanece sustentado pela demanda externa aquecida e pelo forte escoamento da safra.

O diferencial competitivo dos preços brasileiros e os embarques em níveis historicamente elevados seguem dando suporte às cotações internas, mesmo diante das oscilações cambiais e da recuperação observada em Chicago.

Para o setor, o foco agora permanece dividido entre a evolução das negociações entre China e Estados Unidos, o desempenho das lavouras americanas e a continuidade do ritmo exportador brasileiro, fatores que devem continuar determinando a direção do mercado global da soja nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.

Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.

O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.

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A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.

No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.

Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.

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O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.

Fonte: Pensar Agro

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