BRASÍLIA

AGRONEGÓCIO

Volatilidade do boi gordo cai pela metade em 2025 e mercado alcança maior estabilidade, aponta Cepea

Publicado em

Preços do boi gordo mostram maior estabilidade em 2025

O mercado do boi gordo tem apresentado menor oscilação de preços em 2025, sinalizando um cenário mais estável para o setor pecuário. Segundo cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), a volatilidade dos preços neste ano está em 53,1%, valor menos da metade do registrado em 2024 e 2023.

A volatilidade, no contexto estatístico, mede a variação dos preços em torno de sua média ao longo do tempo — neste caso, desde janeiro até o momento atual. Em termos práticos, o índice indica o quanto os preços sobem ou descem dentro de determinado período.

Eficiência da cadeia produtiva contribui para equilíbrio do mercado

De acordo com os pesquisadores do Cepea, essa redução nas oscilações sugere um ganho de eficiência na coordenação da cadeia da carne bovina, ainda que isso não signifique uma distribuição uniforme dos resultados entre todos os elos do setor.

Leia Também:  Rebanho bovino dos Estados Unidos atinge menor nível em 75 anos e mantém carne com preços altos

Os dados apontam que os preços mais estáveis refletem um maior controle na oferta de animais para abate, possivelmente com carcaças mais pesadas. Esse fator tem permitido manter as escalas de frigoríficos completas, as linhas de abate ativas e o abastecimento do mercado interno e externo sem grandes sobressaltos.

Setor encontra ponto de equilíbrio

Com esse avanço em eficiência produtiva e coordenação entre os agentes da cadeia, o mercado do boi gordo tem se aproximado de um ponto de equilíbrio, segundo o Cepea.

A estabilidade atual indica que o setor está conseguindo alinhar melhor produção, processamento e comercialização, reduzindo a exposição a variações bruscas de preço e garantindo previsibilidade maior aos produtores e à indústria.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

MPA realiza seminário sobre Extensão Pesqueira Artesanal

Published

on

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, nesta sexta-feira(4), o I Seminário Interno de Extensão Pesqueira Artesanal, com a finalidade de ampliar o debate sobre a realidade das mulheres pescadoras e marisqueiras. Com o tema “Mulheres Pescadoras: Autonomia, Igualdade e Sustentabilidade Ambiental”, o evento representou um momento de apresentação prévia dos resultados do Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal, realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

O seminário nasceu do Projeto Mulheres Pescadoras, desenvolvido pela Fiocruz, pelo MPA e pelo Ministério das Mulheres. O Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal aprofundou a análise em 52 municípios de atenção prioritária, distribuídos pelas cinco regiões do país: 18 no Norte, 10 no Sudeste, 6 no Sul e 3 no Centro-Oeste. Essa ação dialoga com o Programa Povos da Pesca Artesanal e teve como eixos estruturantes: Emergência Climática e Racismo Ambiental; Populações Tradicionais e Territórios; Segurança Alimentar, Epidemiologia e Saúde; e Economia Solidária e Cadeia Produtiva. 

De acordo com o secretário-executivo do MPA, Lázaro Medeiros, o evento traz para o centro do debate o tema das mulheres pescadoras. “É um tema que apresenta também um diálogo com quem vive de fato os territórios pesqueiros. Além disso, ele apresenta um mapeamento socioterritorial, apresentando com mais profundidade a realidade das comunidades”, destacou. 

Leia Também:  Alta produção impulsiona etanol e fortalece rentabilidade no campo

A pesquisadora da Fiocruz, Maria Juliana Correa, apontou a importância do seminário para dar visibilidade aos direitos sociais das mulheres pescadoras. “A gente sempre escutava das mulheres das águas a necessidade de um olhar específico para a saúde das pescadoras e marisqueiras, unindo o meio ambiente e a saúde nos territórios”, afirmou. 

O secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, destacou o objetivo do evento. “Encontros como esses criam caminhos para a construção do futuro da pesca artesanal do Brasil. Estamos aqui produzindo conhecimentos que serão transformados em políticas públicas”, afirmou. 

A pescadora sergipana, Arlene Costa, afirmou que são as mulheres as grandes guardiãs dos territórios. “Hoje enfrentamos diversas ameaças ambientais nos territórios e somos nós, as mulheres das águas, que preservamos e garantimos os recursos naturais para as próximas gerações”, disse. 

Para a coordenadora-geral de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira do MPA, Lorena Abrahão, o mapeamento é fundamental para a construção de políticas públicas estruturantes para as mulheres das águas. “Mais do que retratar vulnerabilidades, os dados evidenciam a força organizativa e o protagonismo das mulheres que vivem da pesca em todo o Brasil”, finalizou. 

Leia Também:  Rebanho bovino dos Estados Unidos atinge menor nível em 75 anos e mantém carne com preços altos

O evento contou também com a presença da coordenadora-geral da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres, Larissa Passos, e do secretário Nacional de Políticas de Ações Afirmativas e Combate e Superação do Racismo do Ministério da Igualdade Racial, Clédisson Geraldo dos Santos Júnior.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI