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Wine South America 2026 projeta expansão após edição histórica em 2025

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A Wine South America, uma das principais feiras profissionais de vinhos da América Latina, já tem data marcada para a próxima edição: será realizada de 12 a 14 de maio de 2026, em Bento Gonçalves (RS), a capital brasileira do vinho.

A edição de 2025 foi histórica, com crescimento de 20% no número de marcas expositoras, mais de R$ 100 milhões em negócios gerados e a presença de 7 mil compradores do Brasil e de 19 países, consolidando o evento como plataforma estratégica de negócios no setor.

Participação internacional deve se ampliar

Para 2026, a expectativa é de expansão da participação de vinícolas nacionais e internacionais e fortalecimento da presença de importadoras. Países como Portugal e Itália já confirmaram aumento de seus espaços, enquanto a Grécia ampliará sua participação e o Cone Sul (Argentina, Chile e Uruguai) deve manter crescimento tradicional, reforçando o alcance global da feira.

“A cada edição, a Wine South America cresce em relevância para os principais players do setor. Nosso compromisso é oferecer um ambiente estratégico para negócios, onde expositores e compradores encontrem oportunidades reais de expansão”, afirma Marcos Milanez, diretor do evento.

Serra Gaúcha mantém destaque nacional

A região da Serra Gaúcha, maior produtora de vinhos do Brasil, deve receber um número recorde de vinícolas em 2026. Em 2025, 200 marcas nacionais participaram, incluindo terroirs como Serra e Campanha Gaúcha, Serra do Sudeste, Campos de Cima da Serra, Serra Catarinense, Vales da Uva Goethe, Cerrado Goiano, Vale do São Francisco, Serra da Mantiqueira e Brasília.

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Entre as marcas tradicionais confirmadas estão Casa Valduga, Miolo, Aurora, Don Guerino, Pizzato e Nova Aliança, além de entidades como Aprobelo, Afavin, Aprovale e Altos Montes.

“A realização da feira na Serra Gaúcha fortalece não apenas as vinícolas nacionais, mas todo o setor vitivinícola brasileiro, conectando a região a compradores de todo o mundo”, comenta Daniel Panizzi, vice-presidente do Consevitis-RS.

Itália e Portugal ampliam presença internacional

Na edição anterior, a Itália destacou-se com mais de 80 marcas, apoiadas pela ITA – Italian Trade Agency, consolidando-se como protagonista internacional. Para 2026, a expectativa é de expansão do espaço italiano.

O projeto Wines of Portugal também chamou atenção, reunindo 11 produtores entre mais de 25 vinícolas portuguesas e mostrando terroirs como Douro, Alentejo, Vinho Verde, Dão, Bairrada e Lisboa.

“A WSA permite diversificar a distribuição e alcançar regiões que normalmente não chegaríamos. As rodadas de negócios são um destaque para nossos contatos”, afirma Daniela Costa, gerente de área do Wines of Portugal.

Mercado brasileiro de vinhos segue em crescimento

O mercado brasileiro mostrou expansão de 7% no primeiro trimestre de 2025, com 82,5 milhões de litros comercializados, impulsionado principalmente pelas importações, segundo a Ideal BI Consulting. A expectativa é que o setor ultrapasse R$ 22 bilhões em 2025, reforçando a relevância da Wine South America como plataforma de antecipação de negócios, especialmente no período de inverno, estratégico para consumo.

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Feira combina negócios e conhecimento

Exclusiva para profissionais do setor de vinhos, como varejistas, importadores, exportadores e supermercadistas, a feira é organizada pela Milanez & Milaneze, empresa do Grupo Veronafiere, detentora do know-how da Vinitaly, referência mundial no setor há mais de 55 anos.

Além da área expositiva, a edição 2026 contará com palestras de mercado, masterclasses e degustações, reforçando o papel da WSA como espaço de negócios e conhecimento para toda a cadeia produtiva de vinhos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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