BRASIL
AGCO 35 anos: trajetória e revolução sustentável da agricultura brasileira
Por Rodrigo Junqueira, gerente-geral da AGCO e vice-presidente da Massey Ferguson América do Sul
Em 2025, a AGCO, líder global em projeto, fabricação e distribuição de máquinas agrícolas e tecnologia de agricultura de precisão, celebra 35 anos de história. Presente em mais de 170 países, a empresa se consolidou como protagonista global no desenvolvimento de máquinas e tecnologias voltadas ao agronegócio. No Brasil, sua atuação está diretamente relacionada à evolução que o setor viveu nas últimas décadas.
De 1990 até os dias de hoje, a agricultura brasileira protagonizou um grande salto de produtividade e tecnologia. A produção de grãos no Brasil cresceu quase 500%, enquanto a área cultivada aumentou apenas 2,2% ao ano. A soja, por exemplo, saltou de 1,5 tonelada por hectare para mais de 4 toneladas por hectare, um avanço de 173%, segundo Estudo da Embrapa “Visão 2030: O Futuro da Agricultura Brasileira”.
Além disso, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país consolidou o cultivo de três safras por ano, com cerca de 30 milhões de hectares em sistemas contínuos de plantio e assumiu a liderança global em exportações de produtos como soja, carne bovina e frango.
Esse crescimento se deu, sobretudo, por meio de iniciativas como o melhoramento genético de sementes, mais produtivas e resistentes a pragas e condições climáticas adversas, adoção de práticas sustentáveis, como o plantio direto, que contribuiu para a preservação do solo e uso mais eficiente dos recursos naturais. Tecnologias de agricultura de precisão, como sensores e GPS, aliados à análise de dados, também permitiram um manejo mais eficiente e personalizado das lavouras.
E a AGCO esteve presente em cada uma dessas transformações. Com um portfólio que inclui suas marcas Fendt, Massey Ferguson, Valtra e PTx, a companhia impulsionou a transformação agrícola. Suas soluções ajudaram a mecanizar, digitalizar e tornar mais sustentável o processo de produção agrícola no Brasil e no mundo. Da introdução de tratores com piloto automático ao desenvolvimento de plantadeiras com sensores e controles de produtividade inteligentes, a AGCO antecipou tendências e respondeu às necessidades de produtores rurais de todos os perfis e regiões.
A sustentabilidade se consolidou como um dos pilares centrais da estratégia da AGCO, que estabeleceu metas ambiciosas de descarbonização, rastreabilidade, agricultura regenerativa, orgânica de alta produtividade, bem-estar animal, saúde do solo e segurança dos colaboradores. Suas tecnologias estão cada vez mais voltadas à produção de baixo impacto, com destaque para soluções que contribuem com o sequestro de carbono no solo, o uso eficiente de fertilizantes e o avanço da agricultura digital.
No foco dessa trajetória está o produtor rural. Para a AGCO, colocar o agricultor no centro de tudo significa desenvolver soluções que atendam à realidade do campo, respeitando as características regionais e fortalecendo a experiência com produtos descomplicados, confiáveis e acessíveis. Com cerca de 550 concessionárias na América do Sul, cinco unidades estrategicamente localizadas no Brasil e duas na Argentina, a AGCO se conecta diretamente com o produtor rural.
Investimentos nas fábricas de Mogi das Cruzes (SP), Canoas (RS), Ibirubá (RS) e Santa Rosa (RS) e inauguração do Centro de Transmissões Reman da América Latina, com sede em Jundiaí (SP), e do Centro de Desenvolvimento de Plantadeiras em Ibirubá (RS), garantiram a produção local de equipamentos inovadores, além da exportação de tecnologia brasileira para mercados estratégicos como Estados Unidos, Europa, África e América Latina, reforçando a importância do Brasil no desenvolvimento de tecnologia agrícola.
Ao completar 35 anos, a AGCO celebra um legado de inovação e confiança construído junto aos agricultores e reafirma seu propósito de alimentar o mundo de forma inteligente e responsável, colocando o agricultor no centro das decisões e da inovação.
Sobre a AGCO
A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em design, fabricação e distribuição de máquinas agrícolas e tecnologia agrícola de precisão. A AGCO agrega valor aos agricultores e clientes OEM por meio de seu portfólio de marcas diferenciadas, incluindo as marcas líderes Fendt®, Massey Ferguson®, PTx e Valtra®. A linha completa de equipamentos, soluções agrícolas inteligentes e serviços da AGCO ajuda os agricultores a alimentar nosso mundo de forma sustentável. Fundada em 1990 e sediada em Duluth, Geórgia, EUA, a AGCO teve vendas líquidas de aproximadamente US$ 11,7 bilhões em 2024. Para obter mais informações, visite www.agcocorp.com.
BRASIL
Nova regulamentação da Lei de Incentivo ao Esporte amplia exigências e reforça papel social dos projetos
Published
6 horas atráson
17 de abril de 2026By
Gabriel
Atualização traz mais transparência, critérios técnicos e foco em acesso público, impactando diretamente organizações do terceiro setor
A Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) entra em um novo momento com a regulamentação do Decreto nº 12.861/2026, que atualiza as regras de funcionamento da política pública sem alterar sua estrutura central. A medida, que regulamenta a Lei Complementar nº 222/2025, reorganiza o sistema, elucida pontos que geravam dúvidas e reforça o papel do esporte como ferramenta de transformação social.
Nesse contexto, iniciativas voltadas à qualificação do terceiro setor ganham ainda mais relevância. É o caso da Rede CT – Capacitação e Transformação, que atua na formação de organizações que utilizam o esporte como ferramenta de impacto social, preparando agentes e instituições para acessar e executar projetos com mais consistência e segurança dentro da LIE.
Diante das mudanças, a Rede CT tem atuado diretamente para garantir que seus participantes estejam alinhados às novas diretrizes e aptos a aplicá-las na prática. Segundo Daiany França Saldanha, coordenadora de Mentoria da Rede CT, a estratégia foi transformar as atualizações da legislação em conteúdos acessíveis e aplicáveis.
“Na prática, a régua subiu. A Lei entra em uma fase mais exigente, com menos margem para erros de gestão e maior rigor técnico e documental”, afirma.
Entre as ações implementadas estão a realização de um aulão com todos os participantes da edição 2026 e a produção de uma cartilha com os principais pontos da nova regulamentação. “A nossa postura é justamente essa: ajudar para que as pessoas conheçam essas atualizações e já consigam aplicar nos seus projetos. É um trabalho muito conectado com a vivência do dia a dia. Então, acompanhamos de perto os nossos alunos para que eles estejam sempre atualizados em tudo o que se relaciona à lei. A partir dessas mudanças, organizamos esse conteúdo para ser trabalhado com eles, de forma prática”, completa.
Entre as mudanças previstas no decreto está a atualização das nomenclaturas das categorias esportivas, que passam a ser denominadas como Formação Esportiva, Esporte para Toda a Vida e Excelência Esportiva. Mais do que uma alteração conceitual, a nova regulamentação consolida diretrizes que já vinham sendo aplicadas na prática, especialmente no que diz respeito ao caráter público dos projetos.
“A inclusão social deixa de ser apenas um princípio e passa a ser uma exigência explícita. Os projetos precisam garantir acesso gratuito e aberto, o que reforça o papel da política pública como instrumento de transformação. Como consequência, projetos realizados em circuitos privados ou com públicos restritos deixam de se enquadrar nessas categorias, reforçando o compromisso da política com a inclusão social”, explica Daiany.
Outra alteração está no aprimoramento dos critérios técnicos de avaliação e na definição de regras mais claras para execução e prestação de contas. O decreto estabelece prazos mais rigorosos, amplia os mecanismos de controle e traz maior previsibilidade para investidores e proponentes. “Não há mais espaço para inconsistências na documentação ou fragilidades na execução”, avalia.
O uso de recursos incentivados para aquisição de espaços publicitários e restringe práticas como a cobrança de beneficiários em projetos caracterizados como atividade regular, passa a ser vedado, expressamente.
No campo do financiamento, a lógica geral é mantida. Pessoas jurídicas poderão deduzir até 2% do Imposto de Renda devido até 2027, com aumento para 3% a partir de 2028. Projetos com foco em inclusão social podem alcançar até 4% de dedução. Já para pessoas físicas, o limite permanece em 7%.
As mudanças exigem uma postura ainda mais assertiva das organizações do terceiro setor. “A era da tentativa e erro ficou ainda mais restrita. As organizações precisam chegar mais preparadas, com estrutura, clareza de propósito e capacidade técnica”, afirma Daiany.
Planejamento, gestão qualificada e acompanhamento contínuo passam a ser indispensáveis em um cenário que demanda maior consistência técnica e compromisso com resultado, pontos diretamente trabalhados por iniciativas como a Rede CT em seus ciclos de formação e mentoria. (www.capacitacaoetransformacao.org)
Com a nova regulamentação, a Lei de Incentivo ao Esporte se consolida como uma política pública mais estruturada e orientada ao impacto social. Para organizações e profissionais do setor, o momento exige atualização, adaptação e investimento em formação: fatores que podem determinar o sucesso na captação e execução de projetos nos próximos anos.
Sobre a Rede CT – Capacitação e Transformação
A Rede CT – Capacitação e Transformação nasce da união de mais de 20 anos de experiência do Instituto Futebol de Rua em desenvolvimento e captação de recursos com a Rede Igapó em projetos incentivados. A iniciativa conta com o Itaú como patrocinador master, além do patrocínio da B3 e do Instituto Aegea, e tem como objetivo capacitar empreendedores sociais esportivos para o uso da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, apoiando programas que utilizam a prática esportiva como ferramenta de transformação social.
Rede CT – Capacitação e Transformação

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