BRASIL
Dia dos Namorados: a posição de Vênus no mapa astral pode dar dicas do presente ideal para cada pessoa
Planeta associado ao amor, ao prazer e aos relacionamentos, o posicionamento de Vênus no mapa astral pode apontar como cada indivíduo gosta de receber afeto e pode ajudar a escolher um presente mais alinhado às expectativas do parceiro.
Enquanto muita gente corre para escolher flores, chocolates ou experiências românticas para o Dia dos Namorados, a Astrologia sugere que existe um detalhe importante capaz de tornar qualquer presente ainda mais especial: a posição de Vênus no mapa astral.
Conhecido como o planeta dos afetos e dos prazeres, Vênus revela como cada pessoa expressa carinho, o que valoriza em um relacionamento e quais gestos a fazem se sentir verdadeiramente amada.
Segundo Emily Rosa, astróloga do Astrolink, olhar para esse posicionamento pode ajudar a compreender por que algumas pessoas se emocionam com uma carta escrita à mão, enquanto outras preferem uma viagem surpresa ou um presente tecnológico.
“Vênus representa aquilo que apreciamos e desejamos receber do outro. Ela fala sobre nossa linguagem afetiva, nossos valores e a forma como experimentamos prazer e conexão. Por isso, conhecer o signo de Vênus pode ser uma ótima ferramenta para acertar no presente e fortalecer os vínculos”, explica.
Como descobrir sua Vênus?
A posição de Vênus varia de acordo com a data, horário e local de nascimento. Para descobrir em qual signo está sua Vênus e entender melhor sua linguagem afetiva, basta fazer gratuitamente seu mapa astral no Astrolink.
Vênus em Áries: paixão e aventura
Quem tem Vênus em Áries gosta da emoção da conquista e de sentir que existe iniciativa na relação. Presentes que envolvam movimento, novidade e espontaneidade costumam fazer sucesso. Algumas sugestões que podem surpreender são experiências radicais ou esportivas, viagens de última hora, itens ligados a atividades físicas e produtos exclusivos ou lançamentos.
Vênus em Touro: conforto e prazer sensorial
Em Touro, Vênus busca estabilidade, qualidade e experiências que despertem os sentidos. O amor é percebido através do cuidado concreto e do prazer compartilhado. Escolhas interessantes podem ser perfumes, chocolates artesanais, jóias, jantares especiais e até mesmo massagens e experiências relaxantes.
Vênus em Gêmeos: conexão pela conversa
Curiosa e comunicativa, essa posição valoriza estímulos intelectuais e experiências que tragam novidades. Optar por livros, cursos, jogos, ingressos para eventos culturais e presentes criativos com significado para o casal pode deixar a data ainda mais especial.
Vênus em Câncer: afeto e memória
Para essa Vênus, o amor está ligado ao acolhimento e ao sentimento de pertencimento. Presentes carregados de significado emocional costumam ser os mais marcantes. Aposte em cartas escritas à mão, álbuns de fotos, objetos de valor sentimental e peças antigas ou de família.
Vênus em Leão: reconhecimento e celebração
Vênus em Leão gosta de se sentir especial. Gestos generosos e demonstrações de admiração costumam tocar profundamente esse posicionamento. Itens como jóias, experiências luxuosas, presentes personalizados, roupas e acessórios marcantes podem ser presentes perfeitos para quem tem essa configuração no mapa astral.
Vênus em Virgem: amor nos detalhes
Mais do que grandes declarações, essa Vênus valoriza atenção e cuidado com as necessidades do dia a dia. Para acertar em cheio, escolha produtos de autocuidado, livros, organizadores, ferramentas para hobbies e itens que facilitem a rotina
Vênus em Libra: romantismo e beleza
Regido pelo próprio planeta do amor, esse posicionamento aprecia harmonia, elegância e experiências compartilhadas. Presentes clássicos como flores, perfumes, obras de arte, objetos decorativos e jantares românticos podem surpreender quem você ama.
Vênus em Escorpião: intensidade e profundidade
Aqui, o que importa não é o valor material, mas o significado. A autenticidade pesa mais do que qualquer formalidade. Por isso, para agradar opte por experiências íntimas, presentes que demonstrem conhecimento profundo sobre a pessoa e objetos simbólicos.
Vênus em Sagitário: liberdade e descoberta
Aventureira por natureza, essa Vênus associa amor a crescimento, expansão e novas experiências. Para surpreender, viagens, experiências culturais, cursos e equipamentos para aventuras podem ser uma escolha acertada.
Vênus em Capricórnio: compromisso e solidez
Pessoas com esse posicionamento costumam valorizar presentes duradouros e demonstrações concretas de comprometimento. Alguns presentes podem ser uma aposta certa para quem tem essa configuração no mapa astral, como relógios, canetas sofisticadas, itens profissionais, peças clássicas e produtos de alta qualidade.
Vênus em Aquário: originalidade e liberdade
Para quem tem Vênus em Aquário, o amor é vivido de forma autêntica e sem padrões rígidos. Presentes diferentes e inovadores costumam agradar, invista em gadgets tecnológicos, experiências inusitadas, objetos criativos e fora do convencional.
Vênus em Peixes: romantismo e sensibilidade
Sonhadora e intuitiva, essa Vênus valoriza o simbolismo e a atmosfera emocional por trás de cada gesto. Uma carta escrita à mão pode parecer simples, mas pode agradar. Também aposte em shows e experiências musicais, objetos artesanais e viagens para destinos próximos ao mar.
Para Emily Rosa, mais importante do que o valor do presente é a intenção por trás dele. “Quando entendemos como a outra pessoa gosta de receber afeto, conseguimos criar experiências muito mais significativas. O presente ideal é aquele que faz alguém se sentir visto, compreendido e amado”, conclui.
Sobre o Astrolink
O Astrolink é a maior comunidade astrológica do mundo, com mais de 18 milhões de usuários. A plataforma promove autoconhecimento e bem-estar por meio da astrologia, oferecendo ferramentas como mapa astral, sinastria do amor, tarot, previsões personalizadas, ciclos lunares e muito mais. Conhecer a si próprio – e quem você ama – pode transformar suas relações.
BRASIL
O que a neurodiversidade pode nos ensinar sobre relacionamentos
Published
15 minutos atráson
8 de junho de 2026By
Gabriel
Muitas pessoas cresceram ouvindo que o amor verdadeiro é aquele em que um parceiro “adivinha” o que o outro sente ou precisa, mas nos relacionamentos neurodiversos, a forma de demonstrar amor e construir intimidade pode ter características diferentes.
Uma pessoa autista pode ter dificuldade para interpretar mensagens implícitas, ironias ou sinais não verbais ou uma pessoa com TDAH pode enfrentar desafios relacionados à impulsividade, à distração ou ao esquecimento de compromissos importantes. Em ambos os casos, a dificuldade nem sempre está na falta de amor ou interesse, mas na forma como a comunicação acontece.
Muitas vezes, aquilo que interpretamos como desatenção, frieza ou desinteresse pode ser apenas uma maneira diferente de processar emoções e demonstrar afeto. Da mesma forma, muitas pessoas neurodivergentes relatam sentir-se constantemente incompreendidas por não corresponderem aos modelos tradicionais de expressão emocional.
Ao mesmo tempo, os relacionamentos neurodiversos também revelam potencialidades que raramente ganham visibilidade: vínculos construídos sobre bases sólidas de autenticidade, confiança, respeito às necessidades individuais, valorização das singularidades, espaço para a comunicação clara, para o diálogo, para a previsibilidade e para o reconhecimento das singularidades de cada parceiro.
Quando existe compreensão mútua, diferenças podem deixar de ser obstáculos e se transformar em oportunidades de crescimento para ambos os parceiros. Mas como construir essa compreensão? Na minha prática como psicopedagoga, acompanhando crianças, adolescentes, famílias e educadores, aprendi que grande parte das habilidades que sustentam relacionamentos saudáveis começa a ser construída muito antes da vida adulta.
Habilidades sociais nascem nas brincadeiras compartilhadas, na maneira como lidamos nos conflitos entre irmãos, nas amizades da escola, nas conversas à mesa com a família e nas oportunidades que as crianças têm de aprender a reconhecer sentimentos, respeitar limites, lidar com frustrações e considerar diferentes perspectivas.
Por isso, quando observamos os desafios presentes em muitos relacionamentos, é importante lembrar que estamos falando de habilidades humanas que podem ser desenvolvidas ao longo da vida. Os estudos de Zilda e Almir Del Prette destacam que habilidades sociais como empatia, assertividade, escuta, resolução de conflitos e expressão adequada de sentimentos são aprendidas e podem ser fortalecidas por meio das experiências de convivência.
Estudos e programas de ensino de habilidades sociais para pessoas autistas, como os desenvolvidos pela Doutora em Educação Especial, Camila Graciela Santos Gomes, mostram que muitas competências relacionadas à comunicação e à interação social podem ser ensinadas, respeitando as características
individuais de cada pessoa. Não se trata de ensinar alguém a deixar de ser quem é, mas de ampliar repertórios para que possa construir relações mais saudáveis e significativas.
Da mesma forma, as funções executivas, conjunto de habilidades cognitivas responsáveis pelo planejamento, controle inibitório, flexibilidade cognitiva, monitoramento do comportamento e autorregulação emocional, exercem papel fundamental na vida afetiva. Escutar sem interromper, controlar impulsos durante um conflito, negociar interesses diferentes, reconhecer erros e buscar soluções compartilhadas são exemplos de comportamentos que dependem diretamente dessas competências.
Talvez o maior desafio dos relacionamentos não seja encontrar alguém exatamente igual a nós, mas desenvolver a capacidade de compreender, respeitar e dialogar com quem é diferente. Nesse sentido, as habilidades sociais, socioemocionais e as funções executivas se tornam ferramentas essenciais para a construção de relações mais saudáveis, respeitosas e humanas.
Essa reflexão nos leva a uma questão fundamental: onde essas habilidades começam a ser construídas? É durante os primeiros anos de vida que aprendemos, pouco a pouco, a esperar a nossa vez, lidar com frustrações, expressar sentimentos, resolver conflitos, negociar interesses, desenvolver empatia e compreender que o outro pode pensar, sentir e agir de maneira diferente da nossa.
Por isso, é fundamental que famílias, educadores e profissionais da infância compreendam a importância de ensinar habilidades sociais, habilidades socioemocionais e funções executivas desde cedo. Não estamos preparando crianças apenas para o sucesso acadêmico, mas estamos preparando futuros adultos que construirão amizades, relacionamentos amorosos, famílias e comunidades.
Como afirmou a escritora Lya Luft, “a infância é o chão que a gente pisa a vida inteira”. Talvez por isso as experiências de convivência, afeto, respeito, diálogo e pertencimento vividas nos primeiros anos tenham um impacto tão profundo na forma como aprendemos a amar, a cuidar e a nos conectar ao longo de toda a vida.
Neste Dia dos Namorados, talvez se faça necessário lembrar que existem diferentes formas de demonstrar afeto, comunicar necessidades, construir vínculos e que talvez uma das maiores lições da neurodiversidade seja justamente esta: relacionamentos saudáveis não são aqueles em que duas pessoas funcionam da mesma maneira, mas aqueles em que ambas aprendem, todos os dias, a construir pontes entre suas diferenças.
Carla Costa é pedagoga, psicopedagoga, orientadora educacional e orientadora parental, com mais de 10 anos de experiência no desenvolvimento infantil, aprendizagem e educação inclusiva. Graduada pela UFBA, com MBA em Gestão Escolar pela USP e especializações em psicopedagogia, alfabetização e inclusão, atua no apoio a famílias, escolas e profissionais da educação.

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