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Fuga de milionários: Brasil é o sexto país que mais perde cidadãos de alta renda

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Pesquisa aponta um êxodo de três mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão nos últimos dois anos em busca de qualidade de vida e segurança

 

Em busca de melhor qualidade de vida, segurança, limpeza, acesso a serviços de saúde e educação, muitos brasileiros de alta renda têm optado por migrar com a família para outros países, a exemplo dos Estados Unidos e Portugal. No comparativo do primeiro quadrimestre de 2023 e 2024, foi registrado um incremento em 45% na quantidade de emissões de green cards para profissionais brasileiros qualificados. Foram 497 vistos EB-1 e EB-2 no ano passado e 722 este ano.

Além disso, pesquisa da consultoria especializada Henley & Partners, aponta que em 2024 o Brasil será o sexto país com maior número de milionários migrando para outros países. O levantamento indica que 800 brasileiros com patrimônio superior a US$ 1 milhão deixarão o país. Este dado coloca o Brasil atrás apenas de China (15,2 mil pessoas), Reino Unido (9,5 mil), Índia (4,3 mil), Coreia do Sul (1,2 mil) e Rússia (mil).

Os Estados Unidos esperam receber 3,8 mil milionários e Portugal 800 com a migração em 2024. Atualmente, o país americano soma mais de 5,5 milhões de milionários, enquanto o Brasil contabiliza 82,4 mil pessoas nessa faixa de renda, incluindo ainda 25 bilionários.

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Nos últimos dois anos, o Brasil registrou um êxodo significativo de milionários, totalizando três mil pessoas. O dado chama ainda mais atenção, quando a consultoria sinaliza ainda que o país foi o que mais perdeu milionários entre 30 nações no período de 2013 a 2023, atrás apenas da Nigéria.

Nos Estados Unidos, além das possibilidades de internacionalização de negócios de sucesso no Brasil com a implantação de novas unidades no exterior, os brasileiros de alta renda encontram no país americano um campo muito promissor para atuação profissional em várias áreas, a exemplo de tecnologia da informação, saúde, direito, sustentabilidade e energias renováveis. Imigrantes brasileiros com formação nessas áreas e habilidades técnicas relevantes comprovadas podem encontrar boas oportunidades em empresas americanas bem como se beneficiar com o visto EB-2 NIW (profissionais com habilidades diferenciadas e carreiras de sucesso).

Segundo o advogado licenciado nos Estados Unidos Vinícius Bicalho, que trabalha com migração legal de profissionais qualificados, é possível encontrar boas oportunidades e remunerações em todas as áreas e estados americanos. “A economia pujante, a expansão das empresas, negócios e investimentos na América proporciona a abertura de novos postos de trabalho. Além disso, por toda a qualidade de vida e segurança, é incontestável a mudança de vida que os Estados Unidos oferece aos cidadãos que decidem migrar legalmente”, comenta.

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Expertise – A Bicalho Consultoria Legal é uma empresa com ampla experiência em processos migratórios para os Estados Unidos, com escritórios no Brasil, em Portugal e nos EUA. Oferece soluções para empresas e empreendedores e profissionais liberais, que englobam assessoria jurídica, consultoria nas áreas empresarial, tributária e trabalhista e planejamento patrimonial, auxiliando a internacionalizar negócios e carreiras. Conta com um corpo experiente e multidisciplinar de profissionais. Mais informações disponíveis no site bicalho.com e nas redes sociais: @bicalhoconsultoria (Instagram), @BicalhoConsultoriaLegal (YouTube) e Bicalho Consultoria Legal (Facebook).

Segue abaixo o ranking dos 10 maiores fluxos de saída de milionários:

  • China: 15.200
  • Reino Unido: 9.500
  • Índia: 4.300
  • Coreia do Sul: 1.200
  • Rússia: 1.000
  • Brasil: 800
  • África do Sul: 600
  • Taiwan: 400
  • Nigéria: 300
  • Vietnã: 300

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Nova regulamentação da Lei de Incentivo ao Esporte amplia exigências e reforça papel social dos projetos

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Atualização traz mais transparência, critérios técnicos e foco em acesso público, impactando diretamente organizações do terceiro setor

A Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) entra em um novo momento com a regulamentação do Decreto nº 12.861/2026, que atualiza as regras de funcionamento da política pública sem alterar sua estrutura central. A medida, que regulamenta a Lei Complementar nº 222/2025, reorganiza o sistema, elucida pontos que geravam dúvidas e reforça o papel do esporte como ferramenta de transformação social.

Nesse contexto, iniciativas voltadas à qualificação do terceiro setor ganham ainda mais relevância. É o caso da Rede CT – Capacitação e Transformação, que atua na formação de organizações que utilizam o esporte como ferramenta de impacto social, preparando agentes e instituições para acessar e executar projetos com mais consistência e segurança dentro da LIE.

Diante das mudanças, a Rede CT tem atuado diretamente para garantir que seus participantes estejam alinhados às novas diretrizes e aptos a aplicá-las na prática. Segundo Daiany França Saldanha, coordenadora de Mentoria da Rede CT, a estratégia foi transformar as atualizações da legislação em conteúdos acessíveis e aplicáveis.

Na prática, a régua subiu. A Lei entra em uma fase mais exigente, com menos margem para erros de gestão e maior rigor técnico e documental”, afirma.

Entre as ações implementadas estão a realização de um aulão com todos os participantes da edição 2026 e a produção de uma cartilha com os principais pontos da nova regulamentação. “A nossa postura é justamente essa: ajudar para que as pessoas conheçam essas atualizações e já consigam aplicar nos seus projetos. É um trabalho muito conectado com a vivência do dia a dia. Então, acompanhamos de perto os nossos alunos para que eles estejam sempre atualizados em tudo o que se relaciona à lei. A partir dessas mudanças, organizamos esse conteúdo para ser trabalhado com eles, de forma prática”, completa.

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Entre as mudanças previstas no decreto está a atualização das nomenclaturas das categorias esportivas, que passam a ser denominadas como Formação Esportiva, Esporte para Toda a Vida e Excelência Esportiva. Mais do que uma alteração conceitual, a nova regulamentação consolida diretrizes que já vinham sendo aplicadas na prática, especialmente no que diz respeito ao caráter público dos projetos.

A inclusão social deixa de ser apenas um princípio e passa a ser uma exigência explícita. Os projetos precisam garantir acesso gratuito e aberto, o que reforça o papel da política pública como instrumento de transformação. Como consequência, projetos realizados em circuitos privados ou com públicos restritos deixam de se enquadrar nessas categorias, reforçando o compromisso da política com a inclusão social”, explica Daiany.

Outra alteração está no aprimoramento dos critérios técnicos de avaliação e na definição de regras mais claras para execução e prestação de contas. O decreto estabelece prazos mais rigorosos, amplia os mecanismos de controle e traz maior previsibilidade para investidores e proponentes.  “Não há mais espaço para inconsistências na documentação ou fragilidades na execução”, avalia.

O uso de recursos incentivados para aquisição de espaços publicitários e restringe práticas como a cobrança de beneficiários em projetos caracterizados como atividade regular, passa a ser vedado, expressamente.

No campo do financiamento, a lógica geral é mantida. Pessoas jurídicas poderão deduzir até 2% do Imposto de Renda devido até 2027, com aumento para 3% a partir de 2028. Projetos com foco em inclusão social podem alcançar até 4% de dedução. Já para pessoas físicas, o limite permanece em 7%.

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As mudanças exigem uma postura ainda mais assertiva das organizações do terceiro setor. “A era da tentativa e erro ficou ainda mais restrita. As organizações precisam chegar mais preparadas, com estrutura, clareza de propósito e capacidade técnica”, afirma Daiany.

Planejamento, gestão qualificada e acompanhamento contínuo passam a ser indispensáveis em um cenário que demanda maior consistência técnica e compromisso com resultado, pontos diretamente trabalhados por iniciativas como a Rede CT em seus ciclos de formação e mentoria. (www.capacitacaoetransformacao.org)

Com a nova regulamentação, a Lei de Incentivo ao Esporte se consolida como uma política pública mais estruturada e orientada ao impacto social. Para organizações e profissionais do setor, o momento exige atualização, adaptação e investimento em formação: fatores que podem determinar o sucesso na captação e execução de projetos nos próximos anos.

Sobre a Rede CT – Capacitação e Transformação

A Rede CT – Capacitação e Transformação nasce da união de mais de 20 anos de experiência do Instituto Futebol de Rua em desenvolvimento e captação de recursos com a Rede Igapó em projetos incentivados. A iniciativa conta com o Itaú como patrocinador master, além do patrocínio da B3 e do Instituto Aegea, e tem como objetivo capacitar empreendedores sociais esportivos para o uso da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, apoiando programas que utilizam a prática esportiva como ferramenta de transformação social.

Rede CT – Capacitação e Transformação

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