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Mobilidade elétrica amplia demanda por infraestruturas de recarga no país

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Foto: Freepik/Divulgação

Crescimento da frota eletrificada impulsiona projetos e cria oportunidades para empresas de tecnologia

O avanço da mobilidade elétrica no Brasil começa a provocar mudanças que vão além da indústria automotiva. Com mais veículos elétricos e híbridos circulando, cresce também a necessidade de ampliar a infraestrutura de recarga e preparar empresas, condomínios, estacionamentos e centros comerciais para essa nova realidade. Em junho deste ano, os eletrificados responderam por 20,7% dos emplacamentos de automóveis e comerciais leves, o maior percentual já registrado no país. Em 2025, foram licenciados 223.912 veículos eletrificados, alta de 26% em relação ao ano anterior. Os dados são da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), em dados divulgados pelo Canal VE e pelo portal VRUM.

Na prática, o movimento tem impulsionado uma cadeia que reúne fabricantes de carregadores, integradores, distribuidores de tecnologia e empresas especializadas em projetos elétricos. A expectativa do setor é de que a demanda continue crescendo à medida que a frota aumenta e novos pontos de recarga sejam instalados em diferentes regiões do país.

Para o CEO da Horus Distribuidora, Cláudio Mohn França, o desafio já não é apenas ampliar a oferta de equipamentos, mas garantir que a infraestrutura acompanhe a velocidade desse crescimento. “Os veículos eletrificados estão deixando de ser exceção. Isso muda a forma como empresas, condomínios e cidades precisam pensar seus projetos de recarga. Não basta instalar carregadores; é preciso planejar uma estrutura capaz de atender à demanda de hoje e dos próximos anos”, afirma.

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Infraestrutura de recarga passa a exigir planejamento

Esse planejamento começa antes mesmo da escolha dos equipamentos. Segundo o gerente de projetos da Horus Distribuidora, Willy Gomes, fatores como a capacidade da rede elétrica, o perfil de utilização dos veículos e a possibilidade de expansão da operação precisam ser considerados desde o início. “Cada instalação tem uma necessidade diferente. O carregador ideal depende da aplicação, da potência disponível e da forma como aquele espaço será utilizado”, explica.

Também entram na conta sistemas de proteção elétrica, cabeamento, conectividade, medição e recursos de balanceamento de carga, que distribuem a energia entre diferentes carregadores e ajudam a evitar sobrecargas. Em locais com grande circulação de veículos, esses fatores podem influenciar diretamente o desempenho da operação.

Para o gerente nacional da Horus Distribuidora, Gustavo Oliveira, esse cenário também mudou o papel dos distribuidores de tecnologia. Além de fornecer equipamentos, as empresas passaram a participar da especificação das soluções e do suporte aos integradores responsáveis pelos projetos. “Quem implanta sistemas de recarga hoje busca orientação técnica para definir os equipamentos mais adequados e desenvolver instalações preparadas para crescer junto com o mercado”, afirma.

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Na avaliação de Cláudio Mohn, essa mudança acompanha o amadurecimento da mobilidade elétrica no Brasil e tende a ganhar força nos próximos anos. O executivo observa que, à medida que a frota cresce, aumenta também a necessidade de profissionais qualificados e de projetos que conciliam eficiência operacional, segurança e possibilidade de expansão.

“A mobilidade elétrica abre oportunidades para toda a cadeia de tecnologia, mas esse crescimento precisa ser acompanhado por infraestrutura. Quando fabricantes, distribuidores, integradores e consumidores atuam de forma coordenada, o mercado ganha capacidade para evoluir de maneira consistente e atender a uma demanda que tende a crescer nos próximos anos”, conclui Mohn França.

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Copa do Mundo amplia risco de golpes: 75% das fraudes ligadas ao futebol envolvem apostas

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Amaury Andrade, advogado criminalista, analisa o avanço das fraudes digitais associadas às apostas esportivas e alerta para os riscos ao consumidor 

Três em cada quatro golpes relacionados ao futebol envolvem apostas, o equivalente a 75%, segundo pesquisa da Viva, em um cenário de crescimento das plataformas de bets no Brasil e aumento das fraudes digitais associadas a esse mercado. O avanço ocorre em meio à proximidade de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo, que ampliam o volume de apostas e a atuação de criminosos.

De acordo com o advogado criminalista Amaury Andrade, esse movimento acompanha a profissionalização das fraudes e a exploração da falta de informação do consumidor.

“O que estamos vendo é a profissionalização do golpe. Os criminosos acompanham o crescimento do mercado e exploram justamente a falta de informação do usuário comum”, afirma.

As fraudes vão desde sites falsos que imitam plataformas oficiais até esquemas mais elaborados, como grupos que prometem “apostas certeiras” e ganhos garantidos, especialmente em períodos de grande movimentação esportiva.

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Segundo o especialista, a promessa de retorno financeiro rápido é o principal fator de atração das vítimas.

“O principal gatilho do golpe é a promessa de dinheiro fácil. Nenhuma plataforma séria garante lucro fixo em apostas esportivas”, alerta Amaury.

Além disso, criminosos utilizam links enviados por WhatsApp e redes sociais, além da atuação de influenciadores digitais na divulgação de páginas falsas. Também são registrados casos de phishing, clonagem de contas e falsas promoções criadas durante campeonatos de grande audiência.

A proximidade de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo, tende a ampliar esse tipo de crime, segundo o advogado.

“Em momentos como Copa do Mundo e grandes campeonatos, há um aumento expressivo de vítimas. O ambiente de euforia esportiva é explorado como ferramenta de convencimento”, explica.

O avanço da sofisticação dos golpes também dificulta a identificação por parte dos usuários, já que muitas páginas falsas reproduzem com precisão o visual de plataformas legítimas.

Amaury orienta que o consumidor adote cuidados básicos antes de utilizar qualquer serviço de apostas.

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Entre as principais recomendações estão verificar se a empresa é autorizada a operar no Brasil, desconfiar de promessas de lucro garantido e evitar clicar em links recebidos por redes sociais ou aplicativos de mensagens.

“Muitos desses sites são visualmente idênticos aos originais. O consumidor precisa redobrar a atenção antes de fornecer qualquer dado”, diz o criminalista.

Para o especialista, a prevenção ainda é o principal instrumento de proteção diante da expansão desse tipo de fraude.

“A informação e a cautela são fundamentais. Quanto mais consciente o usuário estiver, menor é o risco de cair em golpes nesse ambiente”, conclui.

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