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Sob pressão: o que os hospitais ensinam sobre cultura organizacional

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Experiência dos hospitais mostra como liderança, comunicação e tratamento do erro revelam a cultura de uma organização nos momentos de maior pressão 

Em um hospital, uma decisão tomada por uma pessoa pode afetar rapidamente o trabalho de várias outras e, em determinadas situações, chegar diretamente ao paciente. Nesse ambiente, comportamentos que poderiam parecer pequenos, como confirmar uma informação, pedir ajuda, admitir uma dúvida ou questionar uma decisão, ganham outra dimensão. “A interdependência deixa de ser uma ideia abstrata. Ela fica visível o tempo inteiro”, afirma Monclair Cammarota, diretor de Cultura e Pessoas do Hospital The One. Para ele, a experiência hospitalar evidencia que competência individual não é suficiente quando o sistema não favorece comunicação, confiança e cooperação.

É justamente sob pressão que essa estrutura é colocada à prova. Quando velocidade e segurança entram em conflito, quando uma informação é contraditória ou quando alguém precisa comunicar um problema, os valores deixam de ser discurso e passam a orientar decisões. “Por isso, costumo dizer que a pressão não cria a cultura. Ela revela a cultura que conseguiu ser construída antes dela. Sob pressão, diminuem os espaços para discurso. Restam os comportamentos”, explica Monclair.

Uma organização pode afirmar que valoriza segurança, transparência ou colaboração e, ao mesmo tempo, criar processos que dificultem esses comportamentos. É o que Monclair chama de “currículo oculto”: aquilo que o sistema ensina na prática, mesmo quando o discurso oficial diz outra coisa.

Por isso, valores precisam sair do campo abstrato e se transformar em comportamentos observáveis. Colaboração pode significar pedir apoio antes que um problema comprometa a operação. Segurança pode significar confirmar uma informação crítica antes de agir. Respeito pode aparecer na possibilidade de discordar sem silenciar o outro. “Um valor só começa a se tornar cultura quando as pessoas sabem como ele se comporta”, diz Monclair.

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O que acontece quando alguém erra?

Poucos momentos revelam tanto uma cultura quanto o erro. A pergunta inicial pode ser “quem fez isso?” ou “o que aconteceu?”. A diferença, segundo Monclair, está em compreender o erro sem eliminar a responsabilidade individual. “Quando todo erro produz medo, as pessoas aprendem que o comportamento mais seguro é esconder, minimizar ou empurrar o problema adiante. A organização passa então a enxergar menos justamente quando mais precisa enxergar”, afirma.

Para construir uma cultura de aprendizagem, é necessário distinguir erro humano, condições do processo e violações conscientes. O objetivo é fazer com que o episódio também produza informação para melhorar processos e prevenir novas ocorrências.

No ambiente hospitalar, existe ainda uma particularidade: profissionais precisam cuidar continuamente de outras pessoas enquanto também dependem das condições oferecidas pela organização. Daí surge uma pergunta que, para Monclair, ultrapassa o setor de saúde: “Quem cuida de quem cuida?” Uma cultura de cuidado não se sustenta apenas pela declaração de um valor. Ela aparece na qualidade da liderança, nas condições de trabalho, na possibilidade de pedir ajuda, no reconhecimento e na forma como a instituição reage quando alguém chega ao limite.

A liderança sob pressão

Nos momentos difíceis, a liderança também passa a ser observada de outra maneira. Como reage a uma má notícia? Procura entender ou encontrar um culpado? Escuta quem está abaixo na hierarquia? Consegue reconhecer um erro e pedir ajuda? “Cada uma dessas ações funciona como uma pequena aula sobre cultura”, afirma Monclair. Para ele, o papel da liderança vai além de orientar pessoas: envolve revisar processos, remover obstáculos e transformar acontecimentos em aprendizagem.

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A experiência hospitalar, nesse sentido, traz uma questão que pode ser aplicada a diferentes organizações: não se trata de construir ambientes onde nada dê errado, mas de entender o que a organização faz quando algo inevitavelmente sai do previsto.

Sobre Monclair Cammarota – Monclair Cammarota é empresário, fundador da Ekoá Design de Experiências, está à frente da PACTO e atua como Diretor de Cultura e Pessoas do Hospital The One. Sua trajetória é construída na interseção entre aprendizagem, comportamento, Design de Experiências e transformação organizacional. Ao longo de sua carreira, passou por aprendizagem ativa, jogos empresariais, gamificação, experiências digitais, facilitação e desenho de jornadas, até aprofundar sua atuação na construção e transformação da cultura organizacional. À frente da Ekoá, desenvolveu projetos para organizações públicas e privadas, instituições financeiras, Sistema S e organizações de saúde, incluindo Banco do Brasil, CAIXA, Banco Central, ENAP, Sebrae, TCU, Embrapa e Fundo Nacional de Saúde. No contexto da saúde, no Hospital The One a visão encontra um ambiente vivo de prática e desenvolvimento, aproximando estratégia, experiência cotidiana, liderança, comportamento e evidências.

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Festival Dia das Crianças no Museu da Língua Portuguesa no dia 10 de outubro

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Apresentação musical, instalação lúdica, oficinas artísticas e visitas mediadas pelo Núcleo Educativo integram a programação voltada para o público infantil de todas as idades

 

O Museu da Língua Portuguesa vai celebrar o Dia das Crianças no dia 10 de outubro (sábado) com uma programação que se estenderá das 10h às 17h. O Festival Dia das Crianças 2026 contará com apresentação musical, instalação lúdica, visita mediada pelo Núcleo Educativo e oficinas artísticas voltadas para o público infantil de todas as idades. Localizado na histórica Estação da Luz, o Museu é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

As atrações vão ocupar vários espaços do Museu, permitindo que crianças e suas famílias tenham a oportunidade de também visitar a exposição principal e a mostra temporária Luz da Língua.

No Saguão B, haverá as instalações Esconderijos, Conectus e Construtubulos, todas elas da Crialudis, coletivo de arte-educadores especializado na aprendizagem lúdica e criativa. Será possível brincar com caixas e painéis com buracos para espiar que podem se transformar em casas, castelos ou até mesmo carros. Tapetes sensoriais e um túnel gigante de tecido também estarão disponíveis no espaço. Os participantes ainda poderão criar diversas formas geométricas com hastes de tamanhos diversos e com formas cilíndricas de diferentes materiais.

Enquanto a instalação Esconderijos é voltada para crianças até 6 anos, a Conectus e a Construtubulos são direcionadas para crianças de todas as idades – elas estarão disponíveis gratuitamente das 10h às 17h.

 

O público também poderá participar sem pagar nada da oficina Brincadeiras do povo Guarani Mbya, das 11h às 12h, no Pátio B. As crianças serão convidadas a conhecer elementos tradicionais da cultura dos Guarani Mbya, povo que habita vários territórios no Brasil, incluindo a capital paulista. Contação de histórias, dança do Tangará, jogos como a Onça e a Peteca, e pintura com tintas naturais produzidas a partir de argila e urucum integram a ação, que será conduzida por Araju Ara Poty, Naiara Akire, Jhenifer Cibele e Guilherme Wera Mirim – todas essas pessoas são da Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo.

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Das 14h às 15h, o Duo Badulaque, formado pelos artistas Julia Pittier e Daniel Ayres, apresenta o show Invento, também no Pátio B. Na performance, os dois mesclam sons de instrumentos tradicionais, como violão, com timbres eletrônicos de maneira inusitada e divertida. Gratuito e sem necessidade de retirada de ingresso.

Uma visita pelo prédio da Estação da Luz também integra a programação. Neste passeio, crianças – a partir dos 4 anos acompanhadas de seus responsáveis – conhecerão detalhes do histórico edifício sede do Museu por meio da extração de desenhos e texturas em um caderno de frottage. Ao fim da atividade, poderão levar o material para casa. Gratuita, a ação terá início às 11h – o grupo de até 20 pessoas será formado por ordem de chegada, próximo à bilheteria, no Pátio A.

 

Luz da Língua

Na mostra temporária Luz da Língua, que celebra os 20 anos do Museu, as crianças terão acesso a uma série de ativações promovidas pelo Núcleo Educativo. Das 12h às 13h e das 15h às 16h, vão poder participar de oficinas de origami e desenho. Para participar, é necessário adquirir o ingresso para entrar na instituição: R$ 25 (inteira) e R$ 12,50 (meia-entrada) – crianças até 7 anos não pagam. A entrada também garante a visita à exposição principal.

Com curadoria de Isa Grinspum Ferraz, a mostra Luz da Língua contém uma linha do tempo que apresenta as ideias iniciais para a criação de um Museu dedicado a um patrimônio imaterial como a língua. Fotografias das primeiras exposições do Museu, que homenagearam escritores como Clarice Lispector, Fernando Pessoa e Machado de Assis, também podem ser vistas.

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SERVIÇO

Festival Dia das Crianças do Museu da Língua Portuguesa
Dia 10 de outubro (sábado), das 10h às 17h
Até R$ 25
Venda de ingressos na bilheteria e pela internet
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/n – Luz – São Paulo

 

SOBRE O MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA

Localizado na Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa tem como tema o patrimônio imaterial que é a língua portuguesa e faz uso da tecnologia e de suportes interativos para construir e apresentar o seu acervo. O público é convidado para uma viagem sensorial e subjetiva, apresentando a língua como uma manifestação cultural viva, rica, diversa e em constante construção.

O Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, concebido e implantado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O IDBrasil Cultura, Educação e Esporte é a Organização Social de Cultura responsável pela sua gestão.

 

PATROCÍNIOS E PARCERIAS

A Temporada 2026 do Museu da Língua Portuguesa conta com patrocínio máster da Petrobras e da Motiva, por meio do Instituto Motiva; patrocínio do Instituto Votorantim e da Vale; apoio do Instituto Ultra e do Itaú Unibanco. Conta, ainda, com as empresas parceiras Machado Meyer, Porto e Unipar. Guia da Semana, Dinamize e JCDecaux são parceiros de mídia. O Museu da Língua Portuguesa é uma realização do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e do Ministério da Cultura – Lei Rouanet.

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