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Sobradinho ganha seu primeiro livro de história

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Resultado de meses de pesquisa e resgate de memórias, o livro “História de Sobradinho” será lançado no dia 5 de dezembro.

 

O Projeto História de Sobradinho, iniciativa voltada a reunir relatos, fotografias, documentos e memórias afetivas dos moradores, chega à sua etapa final e se prepara para um marco simbólico, o lançamento do primeiro livro inteiramente dedicado à memória da cidade. A cerimônia será realizada no dia 5 de dezembro, em Sobradinho, em um evento reservado a convidados.

Depois de meses de coleta de depoimentos, análises de acervos pessoais e institucionais e um levantamento detalhado sobre a formação da região, a obra está na gráfica, em fase de finalização. Fundada em 13 de maio de 1960 e oficializada em 1967, Sobradinho abriga hoje cerca de 70 mil moradores, segundo a última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) Ampliada. Nascida junto com Brasília, a cidade reúne histórias de coragem, trabalho, luta e recomeços, agora registradas permanentemente em uma publicação que busca honrar e preservar sua identidade.

O livro reúne narrativas de pioneiros, registros de famílias tradicionais, fotografias históricas, recortes da imprensa local, trechos de pesquisas acadêmicas e documentos oficiais que ajudam a reconstruir os marcos sociais, urbanísticos e culturais que moldaram Sobradinho ao longo de seus 65 anos. É um mosaico de memórias que resgata desde os primeiros assentamentos até as transformações que acompanharam o crescimento da capital.

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Um dos principais diferenciais do projeto é o compromisso com a acessibilidade. Além da versão tradicional, serão disponibilizadas uma edição pocket em braille e uma adaptação parcial em audiolivro destinada a pessoas com deficiência visual. Ao todo, 3 mil exemplares serão distribuídos gratuitamente em escolas, bibliotecas, instituições culturais e espaços comunitários de Sobradinho e de outras regiões do Distrito Federal.

A obra conta com o apoio do Instituto Latinoamérica (ILA), em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) e a LL Produções. Trata-se da primeira publicação dedicada exclusivamente às memórias de Sobradinho, firmando sua presença no acervo oficial da história do Distrito Federal.

Gesto de reparação histórica

Para o historiador Léo Barros, coordenador do projeto, o livro representa muito mais que um registro documental. É, segundo ele, um gesto de reparação histórica. “Reunimos, em uma única publicação, aquilo que antes estava disperso em teses, documentos e relatos orais. Era uma lacuna que precisava ser preenchida e agora está. Mas este livro é apenas o começo. Não é uma obra fechada, porque muito ainda há para contar sobre Sobradinho. É um primeiro passo, construído com cuidado e entregue à comunidade”, afirma.

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Além de servir como referência para estudantes, professores, pesquisadores e interessados pela história do DF, o livro funciona como um instrumento de fortalecimento da identidade cultural e da memória coletiva. Ele amplia o conhecimento sobre fatos, desafios e conquistas que construíram, e seguem construindo, o cotidiano da região.

A publicação chega como reconhecimento à trajetória de uma comunidade que se fortalece há décadas, reunindo lembranças, afetos e marcos que ajudam a contar quem é Sobradinho e, quem ela continua se tornando.

Léo Barros, historiador e professor aposentado da Secretaria de Educação, é uma das vozes mais atuantes na valorização da cultura local. Ativista cultural desde a juventude e com passagem por diversos cargos públicos no GDF, coordena o projeto do livro História de Sobradinho, que registra e preserva a memória da cidade.

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Cultura

Três Meses de “Alma Negra Viva” Consolidam uma das Maiores Exposições de Arte Negra de Brasília

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Ministro Conselheiro do Itamaraty Sr. Márcio dos Anjos, Embaixador de Ruanda Sr. Lawrence Manzi e O Curador da Exposição Alma Negra Viva Paulo Melo na Exposição que ficará até dia 24 de Abril no Foyer da Câmara Legislativa do DF

A Mostra chega à última semana de visitação na Câmara Legislativa do DF com 74 obras de 30 artistas e reforça a relevância da produção afro-brasileira no circuito cultural e colecionista.

Após quase três meses de circulação por diferentes espaços culturais de Brasília, a exposição “Alma Negra Viva 2026” entra em sua última semana de visitação consolidada como uma das maiores mostras dedicadas à arte negra realizadas no Distrito Federal nos últimos anos. Reunindo 74 obras assinadas por 30 artistas, a mostra permanece aberta ao público até o próximo dia 24 de abril, no Espaço Cultural Athos Bulcão, na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Antes de chegar ao Legislativo distrital, a exposição passou pela Galeria da LBV e pela Galeria Arte em Pauta, ampliando seu alcance e atraindo públicos distintos. Ao longo desse percurso, “Alma Negra Viva” consolidou-se como um dos projetos mais relevantes do calendário artístico local, reunindo artistas, pesquisadores, estudantes, colecionadores e representantes de instituições culturais.

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Sob curadoria de Paulo Melo, a mostra apresenta pinturas, esculturas, fotografias e obras em diferentes linguagens contemporâneas, construindo uma narrativa atravessada por ancestralidade, espiritualidade, identidade, pertencimento e resistência. Mais do que uma reunião de obras, a exposição propõe uma reflexão sobre a permanência da memória negra na formação cultural brasileira e sobre a necessidade de ampliar espaços institucionais dedicados à arte afro-brasileira.

Ao ocupar a Câmara Legislativa do Distrito Federal, “Alma Negra Viva” assume também um papel simbólico. Inserida em um dos principais espaços públicos da capital, a exposição desloca a produção afro-brasileira do campo da representatividade para o centro do debate estético e institucional, reafirmando sua relevância dentro da arte contemporânea.

Entre os destaques da mostra estão Toninho de Souza, Darlan Rosa, Paulo Melo, Lourenço de Bem, Ray Di Castro, Alda Carvalho e Hemerson Joca. Toninho e Ray, nomes históricos das artes visuais do Distrito Federal, Toninho desenvolveu o Melantucanarismo, linguagem que transforma elementos do cerrado e da cultura popular em uma estética singular e imediatamente reconhecível. Já Hemerson Joca se destaca pela experimentação de suportes e materiais, unindo pintura, colagem, serigrafia, plástico derretido e linguagem digital em obras de forte densidade matérico-poética. Sua trajetória inclui participação no 8º Salão de Arte Brasileira em Liechtenstein, ampliando a presença de sua produção no circuito internacional.

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Na reta final, “Alma Negra Viva” reafirma a força da arte afro-brasileira no cenário contemporâneo e acompanha uma transformação cada vez mais visível em museus, galerias e coleções: o interesse crescente por obras que dialogam com memória, identidade, território e herança cultural.

Mais do que encerrar um ciclo de visitação, a exposição deixa como legado a percepção de que a arte negra ocupa hoje um espaço incontornável dentro da produção brasileira contemporânea — não como categoria periférica, mas como uma das forças centrais na construção do imaginário visual do país.
A exposição permanece aberta ao público até o dia 24 de abril, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, com entrada gratuita.

Uma das obras realizada por Dilson Cavalcanti foi inspirada em Elza Soares e integrou um dos convites da exposição “Alma Negra Viva 2026”, realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal, com curadoria de Paulo Melo.

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