BRASÍLIA

Cultura

78 Horas de Dança em Brasília com o Projeto CorpoManifesta

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Com uma proposta de compartilhamento e multiplicação de saberes por meio da experiência coletiva de criação de resistência e reação, o projeto CorpoManifesta realizará 78 horas de atividades voltadas à dança na capital.

 

O projeto CorpoManifesta realizará 03 (três) residências artísticas conduzidas por diferentes mulheres profissionais das artes da cena do Brasil. As pessoas interessadas poderão se inscrever pela internet e vivenciar de perto diferentes metodologias de trabalho. Ao final de cada residência, haverá uma mostra de processos aberta ao público, estimulando e promovendo a sinergia entre artistas e espectadores.

CorpoManifesta será realizado no Centro de Dança, espaço reaberto em 2018 e situado no coração de Brasília, essa cidade plural, multifacetada, com habitantes oriundos de todas as partes do país. O projeto dialoga com uma cidade planejada para poucos, mas que hoje abraça muitas culturas.  O ciclo de residências colabora com a imagem do Centro de Dança como como aglutinador de ideias e arte, estimulando a livre criação artística e o pensamento crítico.

 

MÚLTIPLOS CORPOS, MÚLTIPLAS FORÇAS

Por meio da temática proposta pelo idealizador Edson Beserra às coreógrafas convidadas, tanto o público quanto artistas são convidados a refletir e estimular seus pensamentos críticos a respeito das múltiplas identidades femininas como potências de criação e transformação. As residências contarão com três artistas brasileiras:

 

Jaqueline Elesbão – artista negra, performer, empreendedora artística, produtora e ativista das questões negras e causas LGBTQIAPN+. Sua carreira profissional se estende por mais de 22 anos com grupos de teatro, dança, projetos e montagens coreográficas com participação em festivais nacionais e internacionais. Suas permissões e dedicações artísticas atravessam a performance, teatro, dança, dublagem e cinema. Idealizadora e fundadora do Coletivo Pico Preto, onde é Diretora artística, diretora do Espaço Caos e instrutora e idealizadora do Pilates Corpas Urgentes, vem desenvolvendo sua pesquisa a partir do resgate do prazer em empreender nas relações e investir em tecnologias que distanciam a lógica capitalista.

 

Lavinia Bizzotto – artista que iniciou os seus estudos em dança em 1997, com o coreógrafo e diretor Henrique Rodovalho. Integrou a Quasar Cia de Dança ao longo de 10 anos.  Lavínia possui duas formações em artes cênicas, uma pelo Curso Profissionalizante de Atores da CAL- (RJ – 2012) e outra como Bacharel pelo Instituto CAL de Arte e Cultura (RJ  – 2020). Como diretora de movimento e coreógrafa, vem desenvolvendo uma extensa pesquisa corporal e cênica que tem como característica a hibridez entre as linguagens da dança, do circo, do teatro, da TV e do cinema. Ministra cursos e residências artísticas pelo Brasil e busca se aprofundar em propostas artísticas que lhe possibilitem dar continuar à sua pesquisa corporal e cênica que tem como características a hibridez das linguagens entre Teatro, Cinema e Dança.

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Moira Braga – mãe, mulher cega, atriz, mestre em dança pela Universidade Federal da Bahia. bailarina, performer, preparadora de elenco, roteirista, jornalista e consultora de audiodescrição em conteúdos artísticos. É bailarina da Pulsar CIA de dança desde 2013 em diferentes obras da companhia.  Mestra em dança pela Universidade Federal da Bahia. Idealizadora, autora e atriz do espetáculo “Hereditária”, seu trabalho mais recente já com duas temporadas no Rio de Janeiro. Em março de 2024 participou como performer da temporada de “Nunca mais Abismos” Idealizado e dirigido por Edu O, no Sesc Pompéia SP.  Durante o mestrado no PRODAN-UFBA, 2021/ 2023, desenvolveu o projeto “Entre Nuvens” que resultou na realização de um filme de média metragem, um espetáculo de dança e podcast.

CorpoManifesta é idealizado pelo artista brasiliense Edson Beserra.  Edson Beserra –  Professor de Dança na UnDF (Universidade do Distrito Federal),  é Doutorando em dança pelo PPGDança-UFBA e mestre em dança pelo PRODAN- UFBA. Profissional da dança com carreira consolidada durante mais de 30 anos de atuação, Edson é candomblecista e trabalha como coreógrafo, intérprete, professor, dramaturgista, diretor, curador e produtor. Como dançarino atuou em algumas das mais renomadas companhias de dança do País como Grupo Corpo Cia de Dança, a Cia de Dança Deborah Colker e a Quasar Cia de Dança. Como coreógrafo e diretor coleciona mais de quinze obras de dança, teatro e circo.

“Esta é a segunda edição de corpomanifesta, um projeto de residências artísticas idealizado por mim, contemplado pelo FAC, que vem me trazendo incríveis respostas sobra a capacidade do corpo como contador de histórias, como acervo vivo, ancestral e ao mesmo tempo atual. A primeira edição realizada em 2022 desdobrou-se em residências ministradas na Escola de Dança da UFBA, no MAM de Salvador e na Escola de Dança da FUNCEB, todos espaços soteropolitanos. Para esta edição convido três mulheres plurais incrivelmente potentes como criadoras, como artistas, compromissadas com o mundo, com a arte e com o corpo como veículo de transformações. Tenho as melhores expectativas e a absoluta certeza de que provocarão experiências únicas, catalisadoras dos diversos manifestos do corpo, pelo corpo, com o corpo e para corpos, também plurais”, comenta o idealizador.

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O conceito de Residência Artística é uma das formas mais características de apoio e incentivo ao desenvolvimento das artes e, a partir dos anos 80, consolidou-se em várias cidades da Europa, Estados Unidos, Canadá e Japão. A residência é uma plataforma para atuação e reflexão sobre práticas artísticas, centrada na necessidade de pensar a produção de forma crítica como geradora de conhecimento.

Todas as ações do projeto são dirigidas ao público jovem e adulto, com faixa etária a partir de 16 anos. Espera-se atingir professores, artistas e pesquisadores das artes cênicas, além da comunidade em geral, que será convidada a também sentir, provocar e refletir por meio de investigações cênicas diversas.

A ideia é estimular a criação coletiva com respeito às individualidades e identidades de cada pessoa, pode ser a potencial ferramenta transformadora dos próximos anos de nossa existência. Residência artística é resistência, é compartilhamento, é reação e manifestação!

 

INSCREVA-SE

PROJETO CORPOMANIFESTA

07/04 a 12/04 Residência com Jaqueline Elesbao (BA)

05/05 a 10/05 Residência com Moira Braga (BA)

02/06 a 07/06 Residência com Lavínia Bizzotto (RJ)

 

Local: Sala 3 do Centro de Dança do DF – St. de Autarquias Norte Q 1 –

Horário das Residências: 18h às 22h segunda a sábado. No último dia de cada residência haverá uma mostra de processos aberta ao público e à comunidade, com entrada franca.

Público- alvo: artistas da cena que se interessam pelo movimento.

 

LINK PARA INSCRIÇÕES: https://docs.google.com/forms/d/1M7yVYnAJ0E_tKt6HxMXW2aacENYBZEuQz62llLe3jP0/edit

 

Informações pelo e-mail: [email protected], com o assunto Residência com (Nome da pessoa que irá ministrar), ou pelo perfil @corpomanifesta, Instagram do projeto.

O projeto é produzido pelo coletivo Composto de Ideias tem o apoio da UnDF – Universidade do Distrito Federal, por meio do FIA – Festival Integrado de Artes e do Centro de Dança do DF e conta com o patrocínio do Fundo De Apoio a Cultura da SECEC-DF.

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Cultura

Metrópoles Arte ocupa o Teatro Nacional com grande mostra da arte contemporânea de Brasília

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Constelações contemporâneas da cena artística de Brasília reúne nomes de destaque e reafirma a potência criativa da capital

Brasília volta o olhar para a potência de sua própria produção artística. O Metrópoles Arte apresenta Constelações contemporâneas da cena artística de Brasília, exposição que ocupa o foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional, entre os dias 19 de maio e 17 de julho, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e trajetórias em uma grande cartografia visual da arte produzida na capital.

Mais do que uma mostra coletiva, a exposição propõe um movimento de reconhecimento e afirmação da cidade como território vivo de criação contemporânea. Brasília aparece não apenas como símbolo do projeto modernista, mas como espaço em permanente transformação, atravessado por experiências, afetos, memórias e novas formas de expressão artística.

Reunindo nomes como Antonio Obá, Camila Soato, Daniel Jacaré, Carlos Lin, Nelson Maravalhas, Patricia Bagniewski e Virgílio Neto, entre outros, a exposição transforma o espaço expositivo em um campo de encontros visuais, conceituais e sensíveis, criando diálogos entre artistas que refletem diferentes perspectivas sobre o território, o corpo, a paisagem e a experiência urbana.

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Inspirada na definição contemporânea da astronomia — que compreende constelações como regiões do céu onde estrelas coexistem e novas formações continuam surgindo — a mostra assume a constelação como método curatorial. Cada artista aparece como uma presença singular, com trajetória própria, enquanto o conjunto forma um panorama em expansão da vitalidade artística brasiliense.

Com curadoria de Mônica Tachotte, a exposição propõe uma leitura da cidade que ultrapassa a imagem cristalizada da arquitetura monumental. O percurso convida o público a perceber Brasília também como território simbólico, afetivo e pulsante, marcado pela diversidade de vozes e pela produção contemporânea que emerge de seus diferentes espaços e vivências.

A mostra se organiza em quatro eixos interligados. Entre o Projeto e o Vivido tensiona as relações entre urbanismo e experiência cotidiana, reunindo obras de André Santangelo, Celso Junior, Daniel Jacaré, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Julio Lapagesse, Patricia Bagniewski, Samantha Canovas e Virgílio Neto.

Já Memórias em Trânsito reflete sobre deslocamentos, identidade e construção de narrativas a partir dos trabalhos de Bruna Zanatta, Capra Maia, DuplaPlus, Helena Lopes, Iris Helena, Maria Porto, Tamires Moreira e Victória Serednicki.

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Em Território, Paisagem e Ancestralidade, artistas como Carlos Lin, Courinos, Daniel Toys, David Almeida, Karina Dias, Léo Tavares, Marina Fontana, Marcos Anthony, Paula Calderón e Renato Rios ampliam o olhar sobre pertencimento, natureza e camadas simbólicas.

Por fim, Corpo, Gesto e Experiência reúne artistas como Antonio Obá, Camila Soato, Christus Nóbrega, Desireé Feldmann, Luisa Günther, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Taigo Meireles e Valéria Pena-Costa, em trabalhos que colocam o corpo e a ação como linguagem central.

Ao ocupar um dos espaços culturais mais emblemáticos da capital, Constelações contemporâneas da cena artística de Brasília reafirma o compromisso do Metrópoles Arte com o fortalecimento da produção local e com a ampliação da visibilidade dos artistas do Distrito Federal. A mensagem é clara: Brasília continua produzindo, se reinventando e expandindo suas próprias constelações criativas.

Serviço:

Exposição – Constelações contemporâneas da cena artística de Brasília

Local: Foyer da Sala Villa-Lobos – Teatro Nacional

Dia: 19 de maio a 17 de julho

Horários: de segunda a segunda, das 12h às 20h
Entrada: Gratuita

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