BRASÍLIA

Cultura

Metrópoles Arte ocupa o Teatro Nacional com grande mostra da arte contemporânea de Brasília

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Constelações contemporâneas da cena artística de Brasília reúne nomes de destaque e reafirma a potência criativa da capital

Brasília volta o olhar para a potência de sua própria produção artística. O Metrópoles Arte apresenta Constelações contemporâneas da cena artística de Brasília, exposição que ocupa o foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional, entre os dias 19 de maio e 17 de julho, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e trajetórias em uma grande cartografia visual da arte produzida na capital.

Mais do que uma mostra coletiva, a exposição propõe um movimento de reconhecimento e afirmação da cidade como território vivo de criação contemporânea. Brasília aparece não apenas como símbolo do projeto modernista, mas como espaço em permanente transformação, atravessado por experiências, afetos, memórias e novas formas de expressão artística.

Reunindo nomes como Antonio Obá, Camila Soato, Daniel Jacaré, Carlos Lin, Nelson Maravalhas, Patricia Bagniewski e Virgílio Neto, entre outros, a exposição transforma o espaço expositivo em um campo de encontros visuais, conceituais e sensíveis, criando diálogos entre artistas que refletem diferentes perspectivas sobre o território, o corpo, a paisagem e a experiência urbana.

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Inspirada na definição contemporânea da astronomia — que compreende constelações como regiões do céu onde estrelas coexistem e novas formações continuam surgindo — a mostra assume a constelação como método curatorial. Cada artista aparece como uma presença singular, com trajetória própria, enquanto o conjunto forma um panorama em expansão da vitalidade artística brasiliense.

Com curadoria de Mônica Tachotte, a exposição propõe uma leitura da cidade que ultrapassa a imagem cristalizada da arquitetura monumental. O percurso convida o público a perceber Brasília também como território simbólico, afetivo e pulsante, marcado pela diversidade de vozes e pela produção contemporânea que emerge de seus diferentes espaços e vivências.

A mostra se organiza em quatro eixos interligados. Entre o Projeto e o Vivido tensiona as relações entre urbanismo e experiência cotidiana, reunindo obras de André Santangelo, Celso Junior, Daniel Jacaré, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Julio Lapagesse, Patricia Bagniewski, Samantha Canovas e Virgílio Neto.

Já Memórias em Trânsito reflete sobre deslocamentos, identidade e construção de narrativas a partir dos trabalhos de Bruna Zanatta, Capra Maia, DuplaPlus, Helena Lopes, Iris Helena, Maria Porto, Tamires Moreira e Victória Serednicki.

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Em Território, Paisagem e Ancestralidade, artistas como Carlos Lin, Courinos, Daniel Toys, David Almeida, Karina Dias, Léo Tavares, Marina Fontana, Marcos Anthony, Paula Calderón e Renato Rios ampliam o olhar sobre pertencimento, natureza e camadas simbólicas.

Por fim, Corpo, Gesto e Experiência reúne artistas como Antonio Obá, Camila Soato, Christus Nóbrega, Desireé Feldmann, Luisa Günther, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Taigo Meireles e Valéria Pena-Costa, em trabalhos que colocam o corpo e a ação como linguagem central.

Ao ocupar um dos espaços culturais mais emblemáticos da capital, Constelações contemporâneas da cena artística de Brasília reafirma o compromisso do Metrópoles Arte com o fortalecimento da produção local e com a ampliação da visibilidade dos artistas do Distrito Federal. A mensagem é clara: Brasília continua produzindo, se reinventando e expandindo suas próprias constelações criativas.

Serviço:

Exposição – Constelações contemporâneas da cena artística de Brasília

Local: Foyer da Sala Villa-Lobos – Teatro Nacional

Dia: 19 de maio a 17 de julho

Horários: de segunda a segunda, das 12h às 20h
Entrada: Gratuita

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Cultura

“Poéticas de Brasília” chega aos palcos em espetáculo que revisita a alma da Capital

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Sob direção de Mateus Ferrari com Abaeté Queiroz e Marcio Menezes, montagem une teatro, música e  história para revelar uma Brasília múltipla, afetiva e em permanente construção de sonhos e realidades. De 22 a 24 de maio, no Cruzeiro, com entrada gratuita

O que define Brasília para além de suas curvas de concreto e do horizonte vasto? Fugindo da cronologia oficial e mergulhando na subjetividade de quem habita o quadradinho, o espetáculo Poéticas de Brasília inicia sua temporada explorando a capital federal como um organismo vivo, atravessado por sonhos, contradições e utopias.

Com direção de Mateus Ferrari, a obra traz uma dramaturgia assinada coletivamente pelo diretor e pelos atores Abaeté Queiroz e Márcio Menezes. A peça utiliza uma estrutura fragmentada para costurar teatro, música, humor e documento histórico. Em cena, o trio conduz o público por uma colagem onde relatos de época convivem com canções populares e cenas poéticas.

O ponto de partida são as praças e as lembranças afetivas de quem viveu — ou herdou — a experiência brasiliense. Canções de artistas emblemáticos da cidade ajudam a construir uma atmosfera emocional, conectando a memória pessoal de cada espectador à memória coletiva do país.

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A narrativa mergulha nas origens da capital, revisitando marcos como os sonhos de Dom Bosco, os projetos de interiorização e a Missão Cruls. Com uma linguagem leve e frequentemente irônica, os personagens discutem as versões oficiais da fundação, brincando com as lacunas da história para evidenciar como Brasília também foi erguida sobre narrativas, invenções e idealizações políticas.

Um dos pontos altos da montagem é a abordagem da figura de Juscelino Kubitschek. Longe da rigidez dos monumentos, JK surge como personagem central de um imaginário apaixonado: em uma das cenas, a criação da capital é apresentada como o fruto de uma relação amorosa entre o presidente e o Brasil — uma declaração de amor que transforma o projeto político em metáfora poética e afetiva.

Poéticas de Brasília não se limita ao centro do poder. Ao longo do espetáculo, emergem referências às cidades-satélites, aos trabalhadores candangos e às diversas formas de existir no Distrito Federal. O resultado é um mosaico de vozes que revela uma Brasília múltipla: monumental e periférica, oficial e popular, utópica e profundamente humana.

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O projeto, com produção da Tato Comunicação, é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC/DF) e apoio do Supermercado Veneza e CEMI Cruzeiro. No segundo semestre, vai circular pelo Plano Piloto e Plantina.

SERVIÇO

 Poéticas de Brasília

Direção: Mateus Ferrari/ Dramaturgia e Elenco: Abaeté Queiroz, Márcio Menezes e Mateus Ferrari/ Produção: Tato Comunicação

Temporada:

Sexta-feira, 22 de maio — 15h30

Sessão-escola para alunos do CEMI Cruzeiro e comunidade

Sábado, 23 de maio — 19h

Domingo, 24 de maio — 19h

Aberto ao público 

Local: Auditório do CEMI do Cruzeiro – SRES Área Especial / Cruzeiro Velho

Ingressos: Gratuito

Classificação Indicativa: Livre

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