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Diatribe de Amor ganha sessões extras no SESC após grande procura do público

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Monólogo escrito por Gabriel García Márquez volta em cartaz nos dias 21 e 22 de fevereiro, no Teatro Silvio Barbato

“Nada se parece tanto com o inferno quanto um matrimônio feliz!”. É com essa frase que a peça Diatribe de Amor, único texto teatral de Gabriel García Márquez, retorna aos palcos do Distrito Federal. Devido à grande procura do público, o espetáculo terá duas novas sessões, a convite do SESC, agora no Teatro Silvio Barbato, no Setor Comercial Sul.

As apresentações acontecem nos dias 21 e 22 de fevereiro, com ingressos já disponíveis. A montagem já passou por outras temporadas na cidade, recebendo elogios de público e especialistas. A jornalista Márcia Zarur destacou ter sido “fisgada pela peça”, enquanto a psicóloga Isabel DallaBarba ressaltou o tema relevante e a interpretação marcante. O ator e diretor Túlio Guimarães definiu o espetáculo como “belo, delicado, profundo, extremamente poético”.

Um monólogo sobre amor, machismo e despedida

Na trama, Graciela Jaraiz de la Vera se prepara para celebrar suas bodas de prata de forma nada convencional. Entre maquiagem e a escolha do vestido, ela compartilha com o público segredos, lembranças e percepções sobre o casamento, deixando claro que aquela será a festa mais importante de todas — e também a última.

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Embora haja dois atores em cena, a montagem é estruturada como um monólogo, recurso que evidencia a figura de um marido inerte e reforça a crítica ao machismo presente nas sociedades latino-americanas. O texto carrega a marca lírica e profunda característica do autor colombiano, vencedor do Nobel de Literatura em 1982 e consagrado por romances como Cem Anos de Solidão e Amor nos Tempos do Cólera.

A tradução do espanhol para o português e a direção são assinadas por André Aires, pesquisador e doutor em Teoria da Literatura pela Universidade de Brasília (UnB). As primeiras apresentações da obra integraram sua defesa de doutorado, em 2016, e desde então o espetáculo passou por diferentes palcos.

Graciela é interpretada por Juliana Zancanaro, que integra a Cia. YinsPiração Poéticas Contemporâneas, dirigida por Luciana Martuchelli. Em 2023, o grupo participou do 5º Congreso Internacional de Celebración del Teatro, no México, apresentando a peça em espanhol, além de ministrar cursos e palestras.

Foi um grande desafio e alegria apresentar em uma das casas do autor, na língua original e num teatro antigo (inaugurado em 1888) com casa cheia”, relembra Juliana.

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Livro de poemas também será lançado

Além da peça, o público poderá adquirir o livro A Poesia Não Interessa, primeiro trabalho poético de Juliana Zancanaro, lançado pelo Coletivo Maria Cobogó. A obra estará à venda no hall do teatro por R$ 35 para quem apresentar ingresso do espetáculo.

Há ainda cota de ingressos gratuitos destinada a grupos de atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica. Interessados devem entrar em contato com a produção.


Ficha técnica

Tradução e direção: André Aires
Atriz: Juliana Zancanaro
Som: Filipe Lima
Iluminação: Gabriel Duarte
Direção geral: Luciana Martuchelli


Serviço

Diatribe de Amor
Datas: 21 e 22 de fevereiro
Horários: sexta e sábado às 20h; domingo às 18h
Local: Teatro Silvio Barbato – SESC SCS Q 2
Ingressos: R$ 60 (R$ 30 meia-entrada para estudantes, professores, maiores de 60 anos e artistas)
Classificação indicativa: 16 anos

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Cultura

“Poéticas de Brasília” chega aos palcos em espetáculo que revisita a alma da Capital

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Sob direção de Mateus Ferrari com Abaeté Queiroz e Marcio Menezes, montagem une teatro, música e  história para revelar uma Brasília múltipla, afetiva e em permanente construção de sonhos e realidades. De 22 a 24 de maio, no Cruzeiro, com entrada gratuita

O que define Brasília para além de suas curvas de concreto e do horizonte vasto? Fugindo da cronologia oficial e mergulhando na subjetividade de quem habita o quadradinho, o espetáculo Poéticas de Brasília inicia sua temporada explorando a capital federal como um organismo vivo, atravessado por sonhos, contradições e utopias.

Com direção de Mateus Ferrari, a obra traz uma dramaturgia assinada coletivamente pelo diretor e pelos atores Abaeté Queiroz e Márcio Menezes. A peça utiliza uma estrutura fragmentada para costurar teatro, música, humor e documento histórico. Em cena, o trio conduz o público por uma colagem onde relatos de época convivem com canções populares e cenas poéticas.

O ponto de partida são as praças e as lembranças afetivas de quem viveu — ou herdou — a experiência brasiliense. Canções de artistas emblemáticos da cidade ajudam a construir uma atmosfera emocional, conectando a memória pessoal de cada espectador à memória coletiva do país.

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A narrativa mergulha nas origens da capital, revisitando marcos como os sonhos de Dom Bosco, os projetos de interiorização e a Missão Cruls. Com uma linguagem leve e frequentemente irônica, os personagens discutem as versões oficiais da fundação, brincando com as lacunas da história para evidenciar como Brasília também foi erguida sobre narrativas, invenções e idealizações políticas.

Um dos pontos altos da montagem é a abordagem da figura de Juscelino Kubitschek. Longe da rigidez dos monumentos, JK surge como personagem central de um imaginário apaixonado: em uma das cenas, a criação da capital é apresentada como o fruto de uma relação amorosa entre o presidente e o Brasil — uma declaração de amor que transforma o projeto político em metáfora poética e afetiva.

Poéticas de Brasília não se limita ao centro do poder. Ao longo do espetáculo, emergem referências às cidades-satélites, aos trabalhadores candangos e às diversas formas de existir no Distrito Federal. O resultado é um mosaico de vozes que revela uma Brasília múltipla: monumental e periférica, oficial e popular, utópica e profundamente humana.

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O projeto, com produção da Tato Comunicação, é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC/DF) e apoio do Supermercado Veneza e CEMI Cruzeiro. No segundo semestre, vai circular pelo Plano Piloto e Plantina.

SERVIÇO

 Poéticas de Brasília

Direção: Mateus Ferrari/ Dramaturgia e Elenco: Abaeté Queiroz, Márcio Menezes e Mateus Ferrari/ Produção: Tato Comunicação

Temporada:

Sexta-feira, 22 de maio — 15h30

Sessão-escola para alunos do CEMI Cruzeiro e comunidade

Sábado, 23 de maio — 19h

Domingo, 24 de maio — 19h

Aberto ao público 

Local: Auditório do CEMI do Cruzeiro – SRES Área Especial / Cruzeiro Velho

Ingressos: Gratuito

Classificação Indicativa: Livre

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