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Cultura

“Encruzilhada Sonora” estreia no BIFF e revela os caminhos invisíveis da música independente no DF

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Documentário mergulha na vida de artistas periféricos e transforma o palco em ponto de chegada de múltiplas resistências

 

O documentário Encruzilhada Sonora, com direção de Márcia Witczak e fotografia de Vini Spíndola, estreia no dia 3 de maio, às 17h, no Cine Brasília, como parte da programação do Brasília International Film Festival (BIFF).

A obra propõe um mergulho sensível e imersivo na vida de onze artistas independentes das periferias do Distrito Federal, revelando os bastidores — muitas vezes invisíveis — da criação musical autoral. Mais do que retratar uma cena cultural, o filme constrói uma experiência coletiva onde arte, identidade e sobrevivência se entrelaçam.

Ao acompanhar trajetórias marcadas por desafios estruturais, o documentário evidencia como classe social, território, raça e gênero atravessam o fazer artístico e impactam diretamente as possibilidades de existência desses músicos no mercado cultural.

Com forte presença de performances musicais e depoimentos íntimos, Encruzilhada Sonora desloca o olhar do palco para o percurso, mostrando que, antes do aplauso, há um caminho permeado por precarização, invisibilidade e resistência — mas também por invenção e potência criativa.

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“A gente quis olhar para tudo o que acontece antes do palco. As encruzilhadas que esses artistas enfrentam não são apenas individuais — elas são estruturais. E, ainda assim, é nesse contexto que a arte surge como força de transformação e possibilidade de existência”, afirma Márcia Witczak, diretora e roteirista do filme.

A construção estética, conduzida pela fotografia de Vini Spíndola, aproxima o espectador dos protagonistas, revelando suas subjetividades e territórios com sensibilidade e intensidade visual.

Fruto de uma pesquisa em economia criativa, o filme também amplia o debate sobre o trabalho artístico na contemporaneidade, propondo uma reflexão sobre a arte não apenas como expressão, mas como estratégia de sobrevivência e afirmação.

A narrativa culmina em um concerto coletivo — não só o espetáculo, mas o símbolo de encontro, pertencimento e afirmação de vozes que insistem em existir.

 

FICHA TÉCNICA E SERVIÇO

Título: Encruzilhada Sonora

Direção Geral: Márcia Witczak
Direção de Fotografia: Vini Spíndola

Producão: Luazi Luango

Elenco: Ànna Moura, Jacob Bruno, Débora Zimmer, Fábio dos Santos, Flor Furacão, Israel Paixão, Laady B, Lyndon, Marcelo Café, Tonhão Nunes, Prince Belofá

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Estreia: 03 de maio de 2026
Horário: 17h
Local: Cine Brasília (BIFF)
Classificação: Livre – Entrada Gratuita!

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Cultura

“Poéticas de Brasília” chega aos palcos em espetáculo que revisita a alma da Capital

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Sob direção de Mateus Ferrari com Abaeté Queiroz e Marcio Menezes, montagem une teatro, música e  história para revelar uma Brasília múltipla, afetiva e em permanente construção de sonhos e realidades. De 22 a 24 de maio, no Cruzeiro, com entrada gratuita

O que define Brasília para além de suas curvas de concreto e do horizonte vasto? Fugindo da cronologia oficial e mergulhando na subjetividade de quem habita o quadradinho, o espetáculo Poéticas de Brasília inicia sua temporada explorando a capital federal como um organismo vivo, atravessado por sonhos, contradições e utopias.

Com direção de Mateus Ferrari, a obra traz uma dramaturgia assinada coletivamente pelo diretor e pelos atores Abaeté Queiroz e Márcio Menezes. A peça utiliza uma estrutura fragmentada para costurar teatro, música, humor e documento histórico. Em cena, o trio conduz o público por uma colagem onde relatos de época convivem com canções populares e cenas poéticas.

O ponto de partida são as praças e as lembranças afetivas de quem viveu — ou herdou — a experiência brasiliense. Canções de artistas emblemáticos da cidade ajudam a construir uma atmosfera emocional, conectando a memória pessoal de cada espectador à memória coletiva do país.

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A narrativa mergulha nas origens da capital, revisitando marcos como os sonhos de Dom Bosco, os projetos de interiorização e a Missão Cruls. Com uma linguagem leve e frequentemente irônica, os personagens discutem as versões oficiais da fundação, brincando com as lacunas da história para evidenciar como Brasília também foi erguida sobre narrativas, invenções e idealizações políticas.

Um dos pontos altos da montagem é a abordagem da figura de Juscelino Kubitschek. Longe da rigidez dos monumentos, JK surge como personagem central de um imaginário apaixonado: em uma das cenas, a criação da capital é apresentada como o fruto de uma relação amorosa entre o presidente e o Brasil — uma declaração de amor que transforma o projeto político em metáfora poética e afetiva.

Poéticas de Brasília não se limita ao centro do poder. Ao longo do espetáculo, emergem referências às cidades-satélites, aos trabalhadores candangos e às diversas formas de existir no Distrito Federal. O resultado é um mosaico de vozes que revela uma Brasília múltipla: monumental e periférica, oficial e popular, utópica e profundamente humana.

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O projeto, com produção da Tato Comunicação, é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC/DF) e apoio do Supermercado Veneza e CEMI Cruzeiro. No segundo semestre, vai circular pelo Plano Piloto e Plantina.

SERVIÇO

 Poéticas de Brasília

Direção: Mateus Ferrari/ Dramaturgia e Elenco: Abaeté Queiroz, Márcio Menezes e Mateus Ferrari/ Produção: Tato Comunicação

Temporada:

Sexta-feira, 22 de maio — 15h30

Sessão-escola para alunos do CEMI Cruzeiro e comunidade

Sábado, 23 de maio — 19h

Domingo, 24 de maio — 19h

Aberto ao público 

Local: Auditório do CEMI do Cruzeiro – SRES Área Especial / Cruzeiro Velho

Ingressos: Gratuito

Classificação Indicativa: Livre

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