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Espetáculo “Do Elo” propõe reflexão sobre a violência feminina

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O que nos une e o que nos fere dentro da violência feminina? O espetáculo “DO ELO” faz um mergulho em uma história DELA e DELE – dois personagens que expõem as violências que moldam o cotidiano de modo a sensibilizar o público do DF.

A violência contra mulher mina possibilidades para a existência de vidas femininas livres e seguras. E reconhecer as diversas manifestações dessas violências se coloca como um movimento necessário para o seu efetivo combate no tecido social. A precariedade dos serviços oferecidos às mulheres vítimas de violência é visível, bem como a insegurança nesses corpos que, na maioria das vezes, se dá pelo medo e pela falta de apoio.

O Brasil experimentado pelo corpo feminino difere e muito do Brasil experimentado pelo corpo masculino. Procurar nas paisagens do real correspondências com a igualdade, solidariedade, com o respeito e liberdade se torna um desafio, como um espelho estilhaçado em que a mulher nunca se vê refletida nesse projeto de igualdade pregado por muitos. Assim, a violência contra a mulher e os discursos de que esse tema deve ser debatido apenas em família colaboram para que a cidadã e ‘‘filha da uma comunidade, de um estado e de um país’’ perceba sua cidadania como parcial, seu corpo como alvo de violências, seu Estado como fonte de desconfiança e sua liberdade como uma utopia cada vez mais inalcançável.

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É tocando neste tema que o espetáculo “DO ELO” se mostra como uma experiência cênica urgente para estimular o público a pensar e romper ciclos de violência. E para sensibilização desse público, nada mais estratégico do que oferecer a obra ao público estudantil, propondo reflexão direta sobre esse tema tão debatido na sociedade nos cidadãos que poderão, agora e no futuro, lidar com essa questão de maneira mais direta e abrangente.

 

O espetáculo é um debate social em acontecimento teatral, que busca nos elos perdidos reencontro de um feminino potente para o entendimento que a construção de uma nova narrativa por um corpo feminino que tem força, brilho, amor e leveza para seguir em frente. As cenas são uma investigação sobre as tramas invisíveis da violência de gênero no Brasil. O choro, o fôlego e os gritos contidos tantas vezes por tantas mulheres que estão representadas na personagem ELA.

“DO ELO” pretende partir desse descompasso entre a igualdade prometida e a realidade que o corpo feminino vivencia cotidianamente. O projeto possui em sua equipe três arte educadores de Sobradinho vinculados à Secretaria de Educação do DF (a diretora artística do projeto, o ator e a mediadora), os quais já vivenciaram inúmeros processos artísticos pedagógicos em escolas diferentes da região e, consequentemente, experienciaram variadas permutas de saberes. Vale ressaltar que a proponente e atriz do projeto Bárbara Reis é estudante do curso de licenciatura plena em Artes Cênicas na Universidade de Brasília – UnB. Bárbara é figura expoente na cena teatral de Planaltina, onde fomenta cursos livres de teatro para a comunidade. Cursou bacharelado em interpretação Teatral na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes – FADM e trabalhou com diversos diretores teatrais renomados da cidade, como Francis Wilker, Abaetê Queiroz, Sérgio Maggio, Isabel Cavalcante e Tereza Padilha.

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SERVIÇO

Apresentações: Dia 26 de fevereiro no Centro de Ensino Médio 02 de Sobradinho (CEM 02) e dia 27 de fevereiro no Centro de Ensino Médio 01 de Sobradinho (CEM 01).

Manhã e Tarde. Siga as redes dos artistas e saiba mais:
https://www.instagram.com/babi_reeis_/
https://www.instagram.com/pedro.sovisk/

FICHA TÉCNICA

Idealização / Direção de Produção / Cenário e Figurino: Bárbara Reis e Pedro Ribeiro

Direção Artística: Vanessa Di Farias

Atuação: Bárbara Reis, Eduardo Gomes, Pedro Ribeiro e Vanessa Di Farias

Coordenação Administrativa: Tatiana Carvalhedo

Produção Executiva: Jeferson Alves

Assistência de Produção: Eduardo Gomes

Mediação / Arte-Educação: Janilce Rodrigues

Direção Musical / Musicista: Fernanda Jacob

Iluminação: Higor Filipe

Dramaturgia: Yuri Fidelis e Pedro Ribeiro

Fotografia: Victor Diniz

Design Gráfico: Gabriel Guirá

Intérprete de Libras: Ana Paula Pereira

Assessoria de Imprensa: Josuel Junior

Cinegrafista: Marcelo Nenevê

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Cultura

“Poéticas de Brasília” chega aos palcos em espetáculo que revisita a alma da Capital

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Sob direção de Mateus Ferrari com Abaeté Queiroz e Marcio Menezes, montagem une teatro, música e  história para revelar uma Brasília múltipla, afetiva e em permanente construção de sonhos e realidades. De 22 a 24 de maio, no Cruzeiro, com entrada gratuita

O que define Brasília para além de suas curvas de concreto e do horizonte vasto? Fugindo da cronologia oficial e mergulhando na subjetividade de quem habita o quadradinho, o espetáculo Poéticas de Brasília inicia sua temporada explorando a capital federal como um organismo vivo, atravessado por sonhos, contradições e utopias.

Com direção de Mateus Ferrari, a obra traz uma dramaturgia assinada coletivamente pelo diretor e pelos atores Abaeté Queiroz e Márcio Menezes. A peça utiliza uma estrutura fragmentada para costurar teatro, música, humor e documento histórico. Em cena, o trio conduz o público por uma colagem onde relatos de época convivem com canções populares e cenas poéticas.

O ponto de partida são as praças e as lembranças afetivas de quem viveu — ou herdou — a experiência brasiliense. Canções de artistas emblemáticos da cidade ajudam a construir uma atmosfera emocional, conectando a memória pessoal de cada espectador à memória coletiva do país.

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A narrativa mergulha nas origens da capital, revisitando marcos como os sonhos de Dom Bosco, os projetos de interiorização e a Missão Cruls. Com uma linguagem leve e frequentemente irônica, os personagens discutem as versões oficiais da fundação, brincando com as lacunas da história para evidenciar como Brasília também foi erguida sobre narrativas, invenções e idealizações políticas.

Um dos pontos altos da montagem é a abordagem da figura de Juscelino Kubitschek. Longe da rigidez dos monumentos, JK surge como personagem central de um imaginário apaixonado: em uma das cenas, a criação da capital é apresentada como o fruto de uma relação amorosa entre o presidente e o Brasil — uma declaração de amor que transforma o projeto político em metáfora poética e afetiva.

Poéticas de Brasília não se limita ao centro do poder. Ao longo do espetáculo, emergem referências às cidades-satélites, aos trabalhadores candangos e às diversas formas de existir no Distrito Federal. O resultado é um mosaico de vozes que revela uma Brasília múltipla: monumental e periférica, oficial e popular, utópica e profundamente humana.

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O projeto, com produção da Tato Comunicação, é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC/DF) e apoio do Supermercado Veneza e CEMI Cruzeiro. No segundo semestre, vai circular pelo Plano Piloto e Plantina.

SERVIÇO

 Poéticas de Brasília

Direção: Mateus Ferrari/ Dramaturgia e Elenco: Abaeté Queiroz, Márcio Menezes e Mateus Ferrari/ Produção: Tato Comunicação

Temporada:

Sexta-feira, 22 de maio — 15h30

Sessão-escola para alunos do CEMI Cruzeiro e comunidade

Sábado, 23 de maio — 19h

Domingo, 24 de maio — 19h

Aberto ao público 

Local: Auditório do CEMI do Cruzeiro – SRES Área Especial / Cruzeiro Velho

Ingressos: Gratuito

Classificação Indicativa: Livre

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